terça-feira, 7 de agosto de 2018

IBOV cauteloso tem pouco volume


Bom dia, investidor!

IBOV teve correção e baixo volume na sessão de ontem >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam na maioria com ganhos nesta terça-feira, impulsionadas por uma jornada forte na China. Investidores mostraram-se interessados por ações que, na avaliação deles, estavam baratas após recuos recentes, o que garantiu o movimento positivo.

A Bolsa de Xangai terminou o dia com alta de 2,74%, em 2.779,37 pontos, na máxima do dia e revertendo a queda de 1,29% da sessão anterior. Xangai teve o maior avanço porcentual diário desde maio de 2016, em sessão positiva para os setores de infraestrutura e petróleo. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve ganho de 2,75%, a 1.563,00 pontos.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,54%, a 28.248,88 pontos, com um movimento mais forte de alta no fim do pregão. Após recuos recentes, papéis do setor imobiliário se destacaram hoje. Entre as ações em foco, Country Garden e Evergrande subiram 6,4% e 21%, respectivamente, com petroleiras chinesas também em alta.

Em Tóquio, o índice Nikkei fechou com alta de 0,69%, a 2.300,16 pontos. Além do bom humor vindo da China, SoftBank subiu 6,54%, após divulgar balanço. Entre as ações mais negociadas, Rakuten avançou 6,76%, mas Mizuho Financial teve baixa de 0,10%.

As reservas em moeda estrangeira da China tiveram crescimento pelo segundo mês consecutivo em julho, o que contraria a expectativa dos economistas e possivelmente reflete ganhos com o câmbio. As reservas avançaram US$ 5,82 bilhões em julho ante o mês anterior, para US$ 3,118 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam recuo de US$ 5 bilhões. Em junho, havia sido registrado avanço de US$ 1,51 bilhão nas reservas.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Lava Jato, desistiu do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiria seu pedido de liberdade e possivelmente sua condição para disputar a presidência da República. Lula foi lançado como candidato do PT. O pedido foi direcionado ao relator do processo, Edson Fachin, que ficará responsável pela decisão de homologar a desistência do petista.

O movimento da defesa de Lula foi feito após sinalizações de ministros da Corte, e do próprio relator, de que era importante dar celeridade ao caso. Com a desistência, os advogados colocam em prática a estratégia de evitar que a Suprema Corte discuta sobre a questão de inelegibilidade antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o registro de candidatura é feito.

Na petição, a defesa de Lula afirma que nunca procurou, neste processo, debater sobre o aspecto eleitoral, apenas sobre a execução da pena do petista, condenado em segunda instância. Lula teve a pena confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), situação que enquadra o ex-presidente na Lei da Ficha Limpa.

O cobre opera em alta na manhã desta terça-feira, no momento em que as negociações salariais na maior mina do metal no mundo entram em fase crucial. Se não houver acordo, poderia ocorrer uma greve no local. Além disso, o dólar mais fraco colabora para o movimento.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,10%, a US$ 6.172,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro avançava 1,04%, a US$ 2,7600 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 7h57.

O dólar, por sua vez, recua ante outras moedas em geral. Nesse caso, as commodities, cotadas nessa moeda, ficam mais baratas para os detentores de outras divisas.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,79%, a US$ 2.611 a tonelada, o alumínio avançava 0,11%, a US$ 2.045,15 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,61%, a US$ 19.690,00 a tonelada, o níquel subia 1,21%, a US$ 13.850,00 a tonelada, e o chumbo tinha alta de 1,51%, a US$ 2.146,50 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em território positivo na manhã desta terça-feira. O mercado reage à decisão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor sanções econômicas contra o Irã, e também ao dólar em geral mais fraco.

Às 9h46 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro avançava 0,83%, a US$ 69,58 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro tinha alta de 1,14%, a US$ 74,59 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump assinou um decreto que prevê a volta das sanções contra o Irã. Mais cedo nesta terça-feira, Trump afirmou que sanções ainda mais duras devem ser impostas em novembro e que nenhum país que mantém negócios com os iranianos poderão fazer o mesmo com os EUA.

O Risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS), derivativo de crédito que protege contra calotes na dívida soberana, era negociado há pouco em baixa de 0,63 ponto, a 212,15 pontos, ante 213,50 pontos do fechamento anterior, considerando o contrato de 5 anos, segundo cotações apuradas pela Markit. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma candle de correção, com baixo volume na sessão de ontem (07). Clique no gráfico para ampliar.

Um recuo até o topo anterior (80.590) não está descartado, sendo que não haveria alteração da expectativa de alta caso seja materializado.

Porém a expectativa para essa terça-feira é de alta, desde a abertura dos negócios.

Caso tenhamos rompimento da região de 81.800, o alvo imediato será 82.200.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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