sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Estrangeiros continuam comprando na Bolsa de SP



Bom dia, investidor!

Apesar das eleições aqui e da crise na Turquia, estrangeiros aumentam posições compradas >>> LEIA MAIS >>>


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As bolsas asiáticas fecharam na maioria em baixa, nesta sexta-feira. Várias praças pioraram nas horas finais do pregão, em meio a notícias sobre a cautela com a exposição de bancos da Europa ao quadro financeiro e econômico frágil da Turquia, que pressionava mercados financeiros em geral. Na China, porém, o dia foi de alta modesta na Bolsa de Xangai, enquanto no Japão foram avaliados dados do Produto Interno Bruto (PIB) e o iene forte pressionou as ações locais.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,03%, em 2.795,31 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,69%, a 1.584,92 pontos. Após oscilar ao longo do pregão, Xangai conseguiu avançar modestamente, no fim de uma semana de volatilidade no mercado acionário chinês, com foco nas tensões comerciais entre EUA e Pequim. Entre algumas ações, Bank of China caiu 0,28% e Air China recuou 0,53%, mas Bright Dairy & Food avançou 0,10%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,84%, a 28.366,62 pontos, para interromper uma sequência de quatro altas. A cautela vinda da Europa mais para o fim do pregão pesou. No setor de energia, CNOOC e PetroChina caíram ambas 1,5%.

Em Tóquio, o índice Nikkei teve queda de 1,33%, a 22.298,08 pontos. Na agenda de indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) japonês cresceu 0,5% no segundo trimestre ante o primeiro, o que superou a previsão de alta de 0,3% dos analistas. Além disso, a cautela nos mercados globais elevou a demanda por iene, o que valorizou a moeda. Isso tende a pressionar ações de exportadoras japonesas. No setor financeiro, Mizuho Financial Group caiu 1,02%.

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings reafirmou a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil em BB- e manteve a perspectiva estável.

Em comunicado divulgado ontem, a S&P apontou que, após as eleições gerais no País, tanto o futuro presidente quanto o Congresso "enfrentarão um cenário fiscal desafiador e a necessidade de implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e aumentar a dívida para reverter uma fraqueza dos ratings". De acordo com a agência, o atraso no avanço das medidas fiscais corretivas até o momento e a incerteza com a questão política "pesam sobre a credibilidade soberana do Brasil".

Apesar disso, a agência manteve a perspectiva estável ao apontar que o perfil externo comparativamente sólido do Brasil e a flexibilidade e credibilidade da política monetária e cambial do país "ajudaram a ancorar o rating de longo prazo em BB-". A S&P diz, ainda, que vê um crescimento lento e fraquezas fiscais como as principais restrições de crédito. "A economia diversificada saiu de uma forte contração de vários anos, mas esperamos que o crescimento permaneça abaixo de seus pares. Os altos déficits do governo persistem, com a dívida prevista para continuar a subir até 2021", afirma a agência.

A agência acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 1,6% em 2018, "um pouco menos que o esperado anteriormente". Entre 2019 e 2021, a S&P estima um crescimento em média de 2,3% e diz que as perspectivas de expansão da economia brasileira foram e continuarão a ser inferiores às de outros países em um estágio similar de desenvolvimento. Além disso, a S&P espera que a dívida do governo geral aumente de 57% do PIB em 2016 para 72% em 2021.

Além disso, a agência afirma que a inflação deve acelerar um pouco neste e no próximo ano, mas ressalta que os índices de preços permanecerão dentro das metas estabelecidas nesse período. 

Os preços do petróleo operam em alta, uma vez que a previsão para o aumento da demanda global por petróleo compensou as preocupações persistentes sobre as tensões comerciais.

Às 10h02 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro avançava 0,31%, a US$ 67,02 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro subia 0,43%, a US$ 72,39 o barril, na ICE.

A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou sua previsão em 110 mil barris por dia para 1,5 milhão de barris em 2019. Em relatório mensal divulgado mais cedo, a AIE também disse que a oferta global aumentou em 300 mil barris por dia no mês passado, principalmente devido à maior produção da Rússia e maior produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A AIE observou que existem riscos para a previsão de demanda em meio a crescente disputa comercial, juntamente com qualquer aumento nos preços causado por restrições de oferta. 

O cobre opera em baixa nesta sexta-feira pressionado pelo dólar forte ao redor do mundo e corrigindo os ganhos de quinta-feira, que foram sustentados, além de dados de inflação acima do esperado na China, por rumores de que o governo chinês pode anunciar algum estímulo fiscal para mitigar o impacto de uma guerra comercial.

Às 10h05 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,6%, a US$ 6.163,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro recuava 0,56%, a US$ 2,7500 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

As commodities denominadas em dólar tendem a ter uma relação inversa com o dólar. O índice do dólar WSJ, que mede a moeda dos EUA contra uma cesta de 16 outras divisas, subiu quase 0,5% nesta manhã, refletindo amplamente uma crise de confiança na lira turca.

Entre outros metais básicos, o zinco caía 1,9%, para US$ 2.548,50 por tonelada, o alumínio recuava 0,8%, para US$ 2.061,68, o estanho tinha baixa de 0,2%, para US$ 19.515,00, o níquel retraía 1,2%, para US$ 13.710,00 e o chumbo ficou estável a US$ 2.108,00 a tonelada. 

As vendas do comércio varejista subiram 0,3% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana das previsões do mercado financeiro, que indicava uma alta de 0,05%. 

Na comparação com junho de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1,5% em junho de 2018. Nesse confronto, o resultado veio abaixo da mediana e logo acima do piso das estimativas. As projeções iam de uma alta de 1,00% a 6,50%, com mediana positiva de 2,30%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,9% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,6%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 2,5% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. 

Na comparação com junho de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 3,7% em junho de 2018. Nesse confronto, as projeções variavam de um crescimento de 1,60% a 5,80%, com mediana positiva de 3,40%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,8% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 6,7%. 

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,2% em julho na comparação com junho, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. 

Excluindo-se itens voláteis, como alimentos e energia, o núcleo do índice também subiu 0,2%, como previsto.

Na comparação anual, o CPI avançou 2,9% em julho, abaixo da previsão de 3,0%, enquanto o núcleo teve alta de 2,4%, o nível mais alto desde setembro de 2008, acima da projeção de 2,3%. 

O IBOV abriu em baixa nessa sexta-feira, refletindo a aversão ao risco no exterior.

Na minha visão, haverá uma recuperação parcial durante a sessão, com fechamento leve baixa ou mesmo lateral.

A correção essa semana foi bem aguda, após seis semanas de forte escalada.

Os estrangeiros iniciaram o período com +86.110 e amanheceram hoje com +118.207 contratos de índice futuro.

No mercado à vista somam saldo positivo de R$ 246.751,00 entre 01 e 08/08.

Em um movimento altista, as oportunidades não estão nos topos e longe da média móvel de 21 períodos, mas sim nas correções, algumas vezes agudas.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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