sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Eleições e Argentina aumentam tensão


Bom dia, investidor!

Com o começo da campanha na TV, IBOV perdeu 2.5% ontem; Argentina em dificuldades soma tensão >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, seguindo o tom negativo dos mercados acionários de Nova York, que ontem caíram e interromperam uma sequência de quatro pregões de valorização, após relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria apoiado proposta de seguir adiante com tarifas sobre mais uma leva de produtos chineses, o que azedaria ainda mais a disputa comercial entre Washington e Pequim.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,46% hoje, a 2.725,25 pontos, em sua quarta sessão negativa, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,08%, a 1.451,38 pontos. No fechamento de agosto, Shanghai e Shenzhen amargaram perdas de 5,25% e 8%, respectivamente.

Ontem, a Bloomberg TV noticiou que Trump teria dito a assessores que estaria disposto a aplicar tarifas a mais US$ 200 bilhões em bens chineses já na próxima semana. Segundo a Bloomberg, porém, Trump ainda não tomou uma decisão final sobre o assunto. A Casa Branca não se pronunciou a respeito.

O rumor vem num momento em que os EUA aparentemente congelaram o diálogo comercial com a China, ao mesmo tempo em que tenta reformular o Tratado Norte-americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês). Os EUA anunciaram um acordo bilateral com o México esta semana e segue em negociações para um possível acerto com o Canadá.

O sentimento de aversão a risco na Ásia acabou deixando em segundo plano dados moderadamente favoráveis sobre a atividade econômica da China. Números oficiais, divulgados no fim da noite de ontem, mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) industrial chinês subiu de 51,2 em julho para 51,3 em agosto, enquanto o PMI de serviços aumentou de 54 para 54,2 na mesma comparação. Leituras acima de 50 sugerem expansão de atividade.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei teve baixa marginal de 0,02% hoje em Tóquio, a 22.865,15 pontos, depois de avançar por oito pregões consecutivos, o Hang Seng registrou queda de 0,98% em Hong Kong, a 27.888,55 pontos, e o Taiex cedeu 0,27% em Taiwan, a 11.063,94 pontos. A bolsa sul-coreana foi exceção e o Kospi subiu 0,67% em Seul, a 2.322,88 pontos, graças em parte à blue chip Samsung Electronics (+1,7%). Como se previa, o Banco Central da Coreia do Sul decidiu ontem à noite manter sua taxa básica de juros inalterada em 1,5%.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta sexta-feira, sujeitos a realização de lucros depois de avançarem em sessões recentes e em meio a preocupações com a crescente disputa comercial entre EUA e China.

Às 9h50 (de Brasília), o barril do petróleo Brent para novembro caía 0,58% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,57, enquanto o do WTI para outubro recuava 0,71% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 69,75.

Nas duas sessões anteriores, o petróleo acumulou ganhos de mais de 2% em reação aos últimos números sobre estoques dos EUA, que foram amplamente favoráveis.

Os contratos futuros de cobre operam em queda na manhã desta sexta-feira em meio às contínuas tensões entre Estados Unidos e China, que falaram mais alto do que dados econômicos chineses melhores do que o esperado.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para entrega em dezembro caía 0,37%, para US$ 2,7075 por libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Já na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses recuava 0,30%, para US$ 6.057,00.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,70%, para US$ 2.506,00 por tonelada; o alumínio avançava 0,92%, para US$ 2.148,00 por tonelada; o estanho perdia 0,71%, para US$ 18.935,00 por tonelada; o níquel cedia 1,43%, para 13.120,00 por tonelada e o chumbo tinha baixa de 0,72%, para US$ 2.090,00 por tonelada. 

candidato do Novo à Presidência, João Amoêdo, vai usar seu primeiro comercial de 30 segundos na estreia do horário eleitoral da TV para criticar a classe política e seus privilégios.

Ao todo, o candidato terá apenas 8 inserções entre amanhã e o dia 4 de outubro, quando termina a propaganda obrigatória.

"Vamos mudar tudo que está aí. A mudança que a gente quer não virá dos políticos que a gente tem. Chega de privilégio, mordomia e dinheiro público para essa turma que há anos rouba nosso futuro. Esse dinheiro tem que ir para saúde, educação ou de volta para o seu bolso", diz o presidenciável.

O material já foi enviado às emissoras de TV e será exibido no período da noite.

Nos blocos fixos do horário eleitoral, Amoêdo terá apenas 5 segundos. A ideia, segundo seus auxiliares, é usar o tempo para protestar contra o horário eleitoral e o Fundo Partidário. 

A alta de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano foi a sexta seguida na série com ajuste sazonal. Com o avanço, o PIB está no mesmo nível do primeiro semestre de 2011, mas 6% abaixo de seu ponto máximo, registrado no primeiro trimestre de 2014, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

PIB de serviços (0,3%) e o consumo das famílias (0,1%) também registraram a sexta alta seguida na série com ajuste sazonal.

O gráfico diário do IBOV mostra uma possível formação de um padrão de reversão denominado OCOI (ombro-cabeça-ombro-invertido). Clique no gráfico para ampliar.

Deixei circulados no gráfico abaixo a cabeça e os ombros.

A abertura ocorre em leve alta, após o benchmark derreter na véspera.

Se assim seguir, o que penso ser o caminho mais provável, teremos um forte sinal de fundo.

O mercado vai operar atento aos desdobramentos na Argentina, pesquisa eleitoral (10h30) e decisão do TSE sobre a candidatura do ex-presidente Lula.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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