quinta-feira, 2 de agosto de 2018

COPOM mantém 6.5, como esperado


Bom dia, investidor!

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As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, pressionadas pelas divergências na área comercial entre Estados Unidos e China. O humor ficou ruim após ontem o governo do presidente americano, Donald Trump, ameaçar impor tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, não mais de 10% como antes mencionado. Mesmo sem uma decisão oficial no caso, o sinal de aprofundamento das divergências prejudicou as ações.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 2,00%, em 2.768,02 pontos, depois de chegar a recuar mais durante o pregão, mas conseguir uma modesta recuperação. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 2,40%, a 1.580,86 pontos, na mínima em três anos e meio. Shenzhen chegou a recuar 4,3% durante o dia, mas reduziu perdas nas horas finais. Ações do setor de internet e produtos domésticos tiveram jornada negativa em geral.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 2,21%, a 27.714,56 pontos, nas mínimas de fechamento desde setembro do ano passado. Muitas das principais ações dessa bolsa atingiram mínimas em vários meses, também com a tensão comercial no radar. Ascletis, do setor de biotecnologia, teve queda de 15% em seu segundo dia de negociações, após ficar estável no primeiro.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,03%, a 22.512,53 pontos. A praça japonesa se estabilizou na parte da tarde, em meio ao recuo nos retornos do bônus da dívida do governo local, após um leilão não previsto anteriormente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). Entre as ações em foco, a fabricante de maquinário pesado Komatsu caiu 3,7% e Sumitomo teve baixa de 3%.

Conforme amplamente esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa básica de juros (Selic) em 6,50% ao ano. Foi a quarta reunião seguida em que a Selic foi fixada neste patamar, o menor desde que a taxa foi criada, em 1996.

Mais uma vez, o Copom não se comprometeu com uma decisão específica daqui para frente, ao repetir, no comunicado após a decisão de ontem, que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

No documento, o comitê afirmou que os indicadores recentes da atividade econômica "refletem os efeitos da paralisação no setor de cargas, mas há evidências de recuperação subsequente". Para o BC, o ritmo de recuperação da economia brasileira será "mais gradual" do que esperado antes da greve.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não viu urgência num pedido de reconsideração da decisão do ministro Dias Toffoli de suspender os efeitos do julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que no fim de junho condenou a Petrobras a pagar R$ 17 bilhões aos trabalhadores.

O pedido foi apresentado por José Maurício da Silva, que consta como parte na ação julgada pelo TST. Moraes, que é relator do caso, pediu que a Petrobras se manifeste sobre o recurso apresentado, que ainda não teve o mérito analisado.

Apresentado ontem, o recurso busca reformar a decisão de Toffoli, que atendeu, durante o recesso judiciário, pedido apresentado pela Petrobras no STF. O vice-presidente da Corte estava cuidando de despachos urgentes na última semana. Os ministros voltaram às atividades regulares nesta quarta-feira.

O presidente do DEM, ACM Neto, disse na noite desta quarta-feira, 1, que o grupo político conhecido como Centrão - formado pelos partidos PRB, PR, PP, DEM e Solidariedade - está "muito próximo" de chegar uma decisão sobre a escolha de um vice para o pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. ACM disse que as conversas devem continuar nesta quinta-feira, 2, mas que o prazo final continuará sendo a data da convenção do PSDB, marcada para o sábado, dia 4.

Após tentar ensaiar uma modesta recuperação mais cedo, os contratos do petróleo voltaram a operar em território negativo, ainda sob o impacto da elevação nos estoques dos Estados Unidos.

Às 9h24 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,83%, a US$ 67,10 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,57%, a US$ 71,98 o barril, na ICE.

Os estoques de petróleo dos EUA avançaram 3,8 milhões de barris na última semana, o que contrariou a projeção dos analistas, de declínio de 2,2 milhões de barris. Os preços recuaram para mínimas em quase seis semanas, após a divulgação do dado na quarta-feira. Analista da PVM Oil Associates, Tamas Varga nota que os estoques totais de petróleo e derivados cresceram mais de 10 milhões de barris na última semana.

Além disso, o dólar mais forte em geral pressiona os contratos nesta manhã. Nesse caso, a commodity, cotada na moeda americana, fica mais cara para os detentores de outras divisas.

Os preços são ainda prejudicados nas últimas semanas pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de elevar a produção. A Rússia, parceira da Opep, também tem atuado na mesma linha, relaxando o acordo para conter a oferta. 

Os preços do cobre operam em queda nesta quinta-feira, depois de despencarem 3% na quarta-feira, em meio a intensos temores de um confronto comercial entre os EUA e a China.

Às 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,61%, a US$ 6.084 a tonelada, na London Metal Exchange. O cobre para setembro tinha baixa de 0,66%, a US$ 2,7295 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os conflitos trabalhistas na América do Sul não superaram o humor pessimista dos mercados de cobre. Os sindicatos da operação na mina chilena Escondida da BHP Billiton, a maior mina de cobre do mundo, anunciaram que 84% dos trabalhadores votaram a favor da rejeição da mais recente oferta de contrato da empresa de mineração. Se os trabalhadores rejeitarem novas ofertas, uma greve com a duração de um mês poderia começar já em meados de agosto.

Historicamente, os preços tendem a subir na expectativa de uma greve, mas permaneceram estáveis durante a ação. Em vez disso, os investidores estão mais focados nas tensões comerciais, disse Carsten Menke, analista de pesquisa em commodities do Julius Baer.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,71%, para US$ 2.558 a tonelada métrica, o alumínio caía 0,54%, para US$ 2.041 a tonelada métrica, o estanho recuava 0,33%, para US$ 19.685 a tonelada métrica, o níquel tinha queda de 0,63%, para US$ 13.305 a tonelada métrica e o chumbo avançava 0,78%, para US$ 2.141,50 a tonelada métrica. 

O gráfico diário do IBOV mostra um pregão equilibrado na véspera, desenhando um candle de corpo pequeno e sombras inferior e superior.

A mínima da sessão foi marcada entre 78.890 e 78.520, suportes imediatos, que inclusive devem ser testados hoje, logo após a abertura.

A briga vai ser grande e decisiva nesses pisos, prováveis pontos de batalha entre ursos e touros.

A minha expectativa é por uma recuperação parcial e fechamento lateral nessa quinta-feira.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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