quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Bovespa segura suporte


Bom dia, investidor!

IBOV firme acima de suporte de curto prazo e acima das médias >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, enquanto investidores continuam acompanhando os desdobramentos de negociações comerciais dos EUA com seus principais parceiros.

O índice japonês Nikkei subiu 0,15% em Tóquio hoje, a 22.848,22 pontos, renovando máxima em dois anos e meio e garantindo o sétimo pregão seguido consecutivo, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,26% em Seul, a 2.309,03 pontos, em sua nona sessão consecutiva de ganhos, o Hang Seng teve alta de 0,23% em Hong Kong, a 28.416,44 pontos, e o Taiex se valorizou 1% em Taiwan, a 11.099,57 pontos.

Ontem, a ministra de Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, chegou a Washington para retomar discussões sobre como reformular o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), um dia depois de EUA e México anunciarem um acordo comercial bilateral.

Embora haja sinais de avanço nas discussões da América do Norte, é mais incerta a situação das disputas comerciais entre EUA e China. Na semana passada, conversas entre autoridades americanas e chinesas, também em Washington, terminaram sem aparente progresso.

Nos últimos meses, os EUA impuseram tarifas a bilhões de dólares em produtos chineses, levando Pequim a retaliar contra bens americanos na mesma proporção.

Em meio às incertezas no âmbito comercial, os mercados chineses contrariaram o viés positivo na Ásia. O índice Xangai Composto recuou 0,31%, a 2.769,29 pontos, em seu segundo pregão negativo, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,56%, a 1.489,29 pontos.

Os contratos futuros de cobre operam em baixa, pressionados pela tendência de valorização do dólar nos negócios da manhã desta quarta-feira.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,67%, a US$ 6.092,50 por tonelada, reduzindo ganhos acumulados desde o começo da semana a 0,4%.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro caía 1,02%, a US$ 2,7305 por libra-peso.

O índice DXY do dólar está se fortalecendo levemente nesta manhã, o que torna o cobre menos atraente para investidores que utilizam outras moedas.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário citado acima, o zinco tinha baixa de 0,2%, a US$ 2.516,00 por tonelada, o alumínio subia 0,33%, a US$ 2.140,00 por tonelada, o estanho avançava 0,18%, a US$ 19.120,00 por tonelada, o níquel cedia 0,84%, a US$ 13.520,00 por tonelada, e o chumbo aumentava 0,36%, a US$ 2.083,50 por tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em alta na manhã desta quarta-feira, à espera de novos dados sobre os estoques dos EUA.

No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve um modesto aumento de 40 mil barris na última semana. Apesar da alta, o resultado veio bem abaixo da expectativa de analistas consultados pela Trading Economics, que previam acréscimo de 610 mil barris.

Nas próximas horas, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano publica a sondagem oficial, que inclui números de produção. Economistas ouvidos pelo The Wall Street Journal calculam que o DoE apontará redução de 1 milhão de barris no estoques de petróleo bruto dos EUA da semana passada.

Às 9h44 (de Brasília), o barril do petróleo Brent para novembro subia 0,45% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 76,63, enquanto o do WTI para outubro recuava 0,72% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 69,02.

Investidores também acompanham as exportações de petróleo do Irã, que têm diminuído em ritmo mais forte do que o esperado antes da entrada em vigor de sanções dos EUA, em novembro. Funcionários da estatal National Iranian Oil estimam que os embarques da commodity recuarão para cerca de 1,5 milhão de barris por dia em setembro, ante 2,3 milhões de barris diários em junho.

Em maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu retirar seu país do acordo internacional de 2015 destinado a restringir o programa nuclear do Irã, abrindo o caminho para Washington restabelecer sanções contra o regime iraniano. 

O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) avançou a uma taxa anualizada de 1,9% no segundo trimestre, após ajustes sazonais, informou nesta quarta-feira o Departamento do Comércio. Esta é segunda leitura do dado.

No primeiro trimestre de 2018, o PCE subiu à taxa anualizada de 2,5%.

O núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, teve alta de 2,0% no segundo trimestre. No primeiro trimestre, o núcleo avançou 2,3%.

Na primeira leitura do dado do segundo trimestre, o índice de preços de gastos com consumo tinha sido de alta de 1,8%. Já o núcleo permaneceu no mesmo valor.

O PCE é a medida preferida de inflação do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e é um elemento importante para as tomadas de decisão sobre a política monetária no país.

Além disso, os gastos de consumidores, que correspondem a mais de dois terços da produção econômica dos EUA, subiram à taxa anualizada de 3,8% no segundo trimestre de 2018, ante 4,0% registrados na primeira leitura do indicador. 

Os bens de capital ficaram 1,57% mais caros na porta de fábrica em julho, segundo os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui a indústria extrativa e de transformação, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ocorre após os preços terem subido 1,00% em junho.

Os bens intermediários registraram avanço de 1,56% nos preços em julho ante uma alta de 2,86% em junho.

Já os preços dos bens de consumo subiram 0,25% em julho, depois de uma elevação de 1,55% em junho. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram alta de 0,43% em julho ante aumento de 0,36% no mês anterior. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis encareceram 0,19% em julho, após a alta de 1,92% registrada em junho. 

Clique no gráfico para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark acima das médias, que serviram como suporte na sessão de ontem.

Isso deve dar sustentação aos preços no curto prazo, com expectativa positiva para hoje e amanhã, pelo menos.

A prova de fogo será ao redor de 78.740, região chave para as projeções de preço nesse momento.

Circulei em azul o topo marcado no início de junho e depois o fundo que tivemos no início de agosto.





Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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