sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Bovespa em alta com muita volatilidade


Bom dia, investidor!

Briga intensa entre ursos e touros; estrangeiros bem comprados apostam nos touros; IBOV agora às 10h40: clique para ampliar >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, em meio à falta de sinais de avanço no impasse comercial entre EUA e China.

Autoridades das duas maiores economias do mundo encerraram dois dias de conversas ontem, em Washington, sem apresentar qualquer evidência de progresso no sentido de resolver suas desavenças comerciais. Também ontem, os EUA foram adiante com o plano de impor tarifas de 25% a mais US$ 16 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar com tarifação idêntica contra bens americanos de valor equivalente.

Na China continental, o índice Xangai Composto terminou o dia com alta de 0,18%, a 2.729,43 pontos, após mais um pregão volátil, mas o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por pequenas empresas de tecnologia, caiu 0,23%, a 1.460,33 pontos. Ao longo da semana, Xangai e Shenzhen acumularam ganhos de 2,3% e de mais de 1%, respectivamente.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,85%, a 22.601,77 pontos. Com isso, o índice japonês fechou a semana com valorização de 1,49%, depois de ficar no vermelho nas três semanas anteriores. No fim da noite de ontem, dados oficiais mostraram que a taxa anual do núcleo da inflação do Japão ficou em 0,8% em julho, ainda bem abaixo da meta do banco central japonês (BoJ), de 2%.

O cobre opera em alta nesta sexta-feira, recuperando-se de quedas da semana passada. O metal é apoiado pelo dólar mais fraco em geral, com investidores ainda à espera de eventuais novidades no diálogo entre Estados Unidos e China sobre comércio.

Às 9h43 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,9%, a US$ 6.020 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 7h54, o cobre para setembro avançava 0,75%, a US$ 2,6745 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar mais fraco torna as commodities, negociadas nessa moeda, mais baratas para os detentores de outras divisas. Isso tende a apoiar a demanda.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,7%, a US$ 2.507 a tonelada, o alumínio avançava 0,82%, a US$ 2.086,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,29%, a US$ 19.045 a tonelada, o níquel subia 0,6%, a US$ 13.320 a tonelada, e o chumbo avançava 0,97%, a US$ 2.080 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em alta de mais de 1% na manhã desta sexta-feira, beneficiados pela fraqueza do dólar e sinais de restrições à oferta da commodity.

Às 9h55 (de Brasília), o barril do petróleo Brent para outubro subia 1,32% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,72, enquanto o WTI para o mesmo mês avançava 1,30% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,71.

O índice DXY do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, tornando o petróleo mais atraente para operadores que utilizam outras moedas.

Além disso, há indícios de que a oferta de petróleo do Irã começa a diminuir como resultado da retomada de sanções dos EUA ao regime iraniano. Segundo Richard Mallinson, da Energy Aspects, as exportações iranianas de petróleo diminuíram para menos de 2 milhões de barris por dia desde o começo de agosto, ante uma média anterior de 2,6 milhões a 2,8 milhões de barris diários.

Em maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu retirar os EUA do acordo internacional fechado em 2015 para conter o programa nuclear do Irã, levando à reintrodução de sanções econômicas contra Teerã.

Nas próximas horas, investidores do mercado de petróleo ficarão atentos a um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, durante o simpósio anual de Jackson Hole, em Wyoming. Em entrevista publicada nesta semana, Trump criticou a campanha de elevação de juros do Fed. 

A confiança do consumidor caiu 0,4 ponto em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) passou de 84,2 pontos em julho para 83,8 pontos em agosto. Em julho, houve alta de 2,1 pontos ante junho.

Em agosto, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,7 pontos, para 71,4 pontos, devolvendo a alta do mês anterior. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,1 ponto em relação ao mês anterior, para 93,0 pontos, o segundo aumento consecutivo desse indicador.

O indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação atual da economia variou 0,5 ponto entre julho e agosto, para 78,6 pontos. "Apesar disso, o índice se mantém abaixo do nível anterior à greve dos caminhoneiros", diz a nota da FGV. O indicador de satisfação com a situação financeira familiar foi o que mais contribuiu para a queda do ICC em agosto, ao recuar 5,9 pontos e atingir 64,8 pontos, o menor patamar desde agosto de 2017.

O IBOV terá uma prova de fogo na sessão dessa sexta-feira.

Abriu em alta e opera perto do fechamento da semana passada, mostrando equilíbrio entre ursos e touros.

Temos um sinal de fundo sobre a retração de 50% de Fibo e 75.900 como divisor de águas entre a compra e a venda na minha leitura.

A expectativa para hoje é de volatilidade, com batalha negócio a negócio até o fechamento.

Vale salientar que os estrangeiros continuam varrendo o mercado á vista e o futuro, comprando em ambos, de forma importante.


Sucesso!


Boas operações!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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