quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Estrangeiros comprados apostam em alta


Bom dia, investidor!

Ontem, vencimento do futuro, estrangeiros aumentaram posição comprada >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, mas ficaram longe das mínimas do pregão após a China anunciar planos de iniciar uma nova rodada de negociações comerciais com os EUA.

O Ministério de Comércio da China informou que, a convite dos EUA, o vice-ministro chinês de Comércio e representante das negociações comerciais internacionais, Wang Shouwen, irá a Washington ainda este mês para retomar o diálogo comercial entre as duas maiores economias do mundo. A data das conversas não foi especificada.

A notícia ajudou os mercados chineses a apagar parte das significativas perdas que mostraram no começo dos negócios. O índice Xangai Composto recuou 0,66% hoje, a 2.705,19 pontos, depois de chegar a atingir nova mínima em dois anos e meio, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,99%, a 1.467,12 pontos. As ações com pior desempenho na China foram dos setores de energia e infraestrutura.

Há vários meses, EUA e China estão engajados numa crescente disputa comercial. Numa tentativa de corrigir o que classifica de desequilíbrios no comércio bilateral, Washington já impôs tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas, montante esse que poderá aumentar para US$ 50 bilhões a partir do dia 23. Em reação, Pequim vem retaliando na mesma medida contra bens importados dos EUA.

Na Bolsa de Tóquio, o Nikkei ficou praticamente estável, com ligeira perda de 0,05%, a 22.192,04 pontos, depois de chegar a cair 1,5% no pior momento do pregão. O índice japonês foi em parte sustentado por ações financeiras, que subiram mais de 1%.

Em outras partes da Ásia, o Taiex recuou 0,31% no mercado taiwanês, a 10.683,90 pontos, renovando mínima em cinco semanas, enquanto o sul-coreano Kospi teve baixa de 0,80% em Seul, a 2.240,80 pontos, depois de não operar ontem devido a um feriado nacional.

Continua no radar a crise da Turquia, que causou forte turbulência nos mercados financeiros globais no começo da semana. A lira turca, porém, está hoje em seu terceiro dia consecutivo de recuperação, tendo revertido quase toda a desvalorização que havia acumulado nas duas sessões anteriores.

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade nesta quinta-feira, após perdas acentuadas da sessão anterior. Os contratos são apoiados por um sinal de reaproximação entre Estados Unidos e China, mas investidores continuam a se preocupar com o risco de que uma desaceleração em mercados emergentes, sobretudo na China, possa prejudicar a demanda.

Às 9h49 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro ganhava 0,42%, a US$ 65,28 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro avançava 0,64%, a US$ 71,24 o barril, na ICE. Ontem, o WTI fechou em baixa de 3,02% e o Brent, de 2,34%, em um quadro de cautela nos mercados com o quadro na Turquia e os riscos de contágio em outras nações e após uma forte alta nos estoques de petróleo dos EUA.

Além da atenção ao quadro turco, as tensões comerciais entre americanos e chineses têm contribuído para a pressão de baixa recente no petróleo. A commodity, porém, foi apoiada nas últimas horas pela notícia de que as duas potências irão realizar negociações no setor comercial ainda neste mês.

No câmbio, o dólar um pouco mais fraco em geral ajuda a apoiar o petróleo, já que nesse caso a commodity, cotada na moeda, fica mais barata para os detentores de outras divisas. 

O cobre opera com ganhos nesta quinta-feira, após os contratos em Londres e Nova York recuarem mais de 4% no pregão anterior, quando o dólar forte e a aversão ao risco diante dos temores com a Turquia pesaram. Hoje, o metal é apoiado pela notícia de uma redução nas tensões entre Estados Unidos e China.

Às 9h52 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,05%, a US$ 5.892 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), após tocar na quarta-feira sua mínima em mais de um ano. O cobre para setembro avançava 1,84%, a US$ 2,6070 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Uma questão importante é a negociação trabalhista na mina Escondida, no Chile, controlada pela BHP Billiton. Há expectativa para se saber se haverá acordo entre trabalhadores e patrões, já que uma greve no local no ano passado apoiou os preços internacionais.

Ontem, os dois contratos de cobre entraram no chamado "bear market", que ocorre quando há um declínio de 20% ou mais em comparação com um pico recente. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,61%, a US$ 2.342,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,79%, a US$ 2.038 a tonelada, o estanho tinha alta de 1,55%, a US$ 18.625 a tonelada, o níquel tinha ganho de 2,10%, a US$ 13.150 a tonelada, e o chumbo estava em alta de 3,41%, a US$ 2.015,50 a tonelada. 

O Brasil alcançou o recorde de 4,833 milhões de pessoas em situação de desalento no segundo trimestre de 2018, o maior patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado significa quase 200 mil desalentados a mais em apenas um trimestre. No primeiro trimestre do ano, o País tinha 4,630 milhões de pessoas nessa situação. No primeiro trimestre de 2012, início da série histórica da pesquisa, essa população totalizava 1,995 milhão.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

A taxa de desalento ficou em 4,4% da força de trabalho ampliada no segundo trimestre de 2018, também a mais elevada da série histórica. Entre as unidades da federação, Alagoas (16,6%) e Maranhão (16,2%) registraram as maiores taxas de desalento. O Rio de Janeiro (1,2%) e Santa Catarina (0,7%) tiveram os menores resultados. 

O gráfico diário do IBOV mostra um forte recuo na sessão de ontem, com busca pela retração de 61,8% de Fibonacci.

O início do pregão de hoje deverá ser positivo, refletindo a recuperação vista no exterior.

Um teste das médias móveis como resistência seria o caminho mais provável para esse pregão, primeira barreira antes do teste decisivo em 78.740, cujo rompimento acionaria um pivot de alta.

Vale citar que ontem, no vencimento do índice futuro, os estrangeiros aumentaram o saldo positivo de +117.554 para +128.825 contratos.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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