quinta-feira, 9 de agosto de 2018

IBOV a -0,5% agora às 12hs


Bom dia, investidor!


As bolsas asiáticas não tiveram sinal único, nesta quinta-feira. Na China e em Hong Kong, rumores de que o governo de Pequim poderia apoiar companhias de tecnologia impulsionaram o setor, levando a Bolsa de Xangai a subir quase 2%, enquanto Tóquio chegou a oscilar em território positivo, mas fechou em leve baixa. No geral, fatores locais predominaram, sem grandes novidades nas últimas horas nas tensões comerciais globais, enquanto os dados de inflação na China também foram avaliados por investidores.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,83%, em 2.794,38 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve ganho de 2,66%, a 1.574,08 pontos. Na quarta-feira, Xangai havia recuado 1,27% e Shenzhen, 1,90%. Hoje, porém, o setor de tecnologia esteve em destaque, diante dos rumores de que o governo chinês poderia anunciar medidas para impulsioná-lo. ZTE teve alta de 10%, o limite diário de ganhos.

Na agenda de indicadores da China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2,1% em julho, na comparação anual, segundo dados oficiais. O resultado ficou levemente acima da previsão de alta de 2,0% dos analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O índice de preços ao produtor (PPI) cresceu 4,6% em julho ante igual mês de 2017, acima da previsão de alta de 4,4%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,20%, a 22.598,39 pontos. A praça japonesa chegou a subir, diante do iene mais fraco, porém sem impulso. No setor financeiro, Mizuho Financial Group teve baixa de 0,10% e Mitsubishi UFJ, de 0,49%. No mercado de bônus, os juros do papel de 10 anos da dívida do governo do Japão (JGB, na sigla em inglês) seguiu em 0,11% durante o pregão local. Segundo o UBS, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) segue atento às variações do retorno do JGB.

O Banco do Brasil, que encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,240 bilhões no segundo trimestre, cifra 22,3% maior que a registrada um ano antes, de R$ 2,649 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando o resultado foi de R$ 3,026 bilhões, teve elevação de 7,1%.

No primeiro semestre, o resultado do Banco do Brasil foi a R$ 6,3 bilhões, valor que representa crescimento de 21,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 5,164 bilhões. O desempenho do banco público teve como motores, conforme a instituição explica em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, o aumento das rendas de tarifas, controle das despesas administrativas e menores provisões de crédito.

A carteira de crédito ampliada do BB encerrou junho em R$ 685,462 bilhões, expansão de 1,5% ante o saldo ao fim de março, de R$ 675,645 bilhões. Em um ano, quando os empréstimos estavam em R$ 696,121 bilhões, foi visto declínio de 1,5%. No segmento de pessoa física, o BB apresentou incremento de 2,2% tanto no segundo trimestre ante o primeiro como em um ano. Já a carteira da pessoa jurídica encolheu 6,2% e teve leve alta de 0,1%, nesta ordem.

Especialistas questionam a possibilidade de o nome do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) constar em pesquisas eleitorais a partir do dia 15 de agosto, quando o PT deve solicitar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso porque a Justiça Eleitoral exige que, a partir desse período, institutos de pesquisas coloquem os nomes de todos os candidatos que tenham requerido o registro na Justiça Eleitoral, o que não permitiria a apresentação de cenários sem Lula.

Até o momento, com a perspectiva de que a candidatura de Lula seja barrada na Justiça Eleitoral, as pesquisas têm simulado pelo menos dois cenários: um com o ex-presidente e outro com seu provável substituto, o ex-prefeito Fernando Haddad. A partir do dia 15, no entanto, essa situação abre margem para que adversários ou o Ministério Público questionem o expediente, avaliam especialistas consultados pelo Broadcast Político. O cenário sem Lula e com Haddad, com base nesse entendimento, só poderia voltar às pesquisas quando houver a substituição do candidato. Até lá, as empresas terão que avaliar a capacidade de transferência de votos de Lula com perguntas específicas ao eleitor, afirmam.

O cobre opera em alta na manhã desta quinta-feira, após dados de inflação da China. Além disso, analistas destacam que há um apetite forte de investidores especulativos.

Às 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,9%, a US$ 6.290 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro avançava 2,14%, a US$ 2,8100 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos usados na LME, o zinco subia 1,89%, a US$ 2.663 a tonelada, o alumínio avançava 0,57%, a US$ 2.117,91 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,49%, a US$ 19.565,00 a tonelada, o níquel subia 0,46%, a US$ 14.105,00 a tonelada, e o chumbo mostrava ganho de 0,61%, a US$ 2.151,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam próximo a estabilidade, tentando se recuperar em alguns momentos após recuarem 3% na sessão anterior, mas um conjunto de notícias negativas de ontem, envolvendo tarifas da China, Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e estoques, seguem pressionando a commodity.

Às 9h26 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,06%, a US$ 66,90 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro subia 0,04%, a US$ 72,31 o barril, na ICE.

Ontem, o Ministério do Comércio da China anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre US$ 16 bilhões em produtos americanos a partir da 00h01 (horário local) do dia 23 de agosto. A medida é uma resposta, na mesma proporção, do anúncio do Escritório do Representante de Comércio dos EUA contra importações chinesas. Dos 333 produtos que serão atingidos pelas tarifas impostas pela China estão petróleo, carvão, diesel e alumínio.

O enfraquecimento da demanda por petróleo bruto norte-americano na China significará que mais petróleo ficará parado na Bacia do Atlântico, o que deve pressionar o preço do Brent para baixo, disse Olivier Jakob, executivo da consultoria de energia Petromatrix.

A commodity foi pressionado também pela notícia de que o ministro de petróleo do Irã enviou uma carta ao ministro de petróleo dos Emirados Árabes Unidos e presidente da Opep cobrando cumprimento das metas de produção fixadas pelo grupo, o que sugere que o acordo não tem sido cumprido por todos os países envolvidos.

Além disso, o Departamento de Energia dos EUA (DoE) divulgou ontem recuo de 1,351 milhão de barris nos estoques americanos na última semana, menos do que a queda de 2,3 milhões prevista.


O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto crítico e decisivo, com um triplo suporte: 78.890 (topo marcado no início de junho), 78.570 (fundo marcado dia 02/08) e a média móvel de 21 períodos.

Teoricamente, como o movimento anterior é de alta, temos uma correção aguda em direção à média, portanto, o caminho mais provável, seria de um pregão de recuperação nessa quinta-feira, com ganhos moderados.

Se romper e permanecer acima de 79.690, o IBOV mostrará que os touros estão na área. Na figura, IBOV agora às 12:00 recuperando-se de uma queda pela manhã - clique para ampliar.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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