terça-feira, 14 de agosto de 2018

Balanços e índice futuro agitam o pregão


Bom dia, investidor!

Hoje temos balanços importantes e amanhã será vencimento do índice futuro >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com algumas delas beneficiadas por uma recuperação parcial da lira turca e outras pressionadas por indicadores chineses mais fracos do que o esperado.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei saltou 2,28%, encerrando o pregão a 22.356,08 pontos e revertendo a queda de quase 2% de ontem, à medida que o iene voltou a se enfraquecer frente ao dólar, favorecendo ações de exportadoras.

O apetite por risco ganhou relativa força na Ásia depois que a lira turca operou em alta significativa frente ao dólar durante a madrugada, apagando parte das fortes perdas que acumulou desde o fim da semana passada, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou decisão de dobrar tarifas sobre importações de aço e alumínio da Turquia.

Analistas do Commerzbank, porém, preveem que a lira tende a voltar a se enfraquecer, alimentando preocupações sobre a crise financeira da Turquia, enquanto persistirem dúvidas sobre a independência do banco central turco em relação ao governo do país. Além disso, o dólar ainda acumula valorização de cerca de 70% frente à lira desde o começo do ano.

Na China continental e em Hong Kong, por outro lado, os mercados caíram na esteira de dados chineses que vieram aquém das expectativas. A produção industrial chinesa teve expansão anual de 6% em julho, menor do que o ganho de 6,4% previsto por analistas. Já as vendas no varejo subiram 8,8% no mesmo período, abaixo da projeção de alta de 9%. Os investimentos em ativos fixos de áreas não rurais, por sua vez, avançaram 5,5% entre janeiro e julho ante igual período do ano passado, registrando a menor taxa de crescimento desde o fim de 1999. Neste caso, a expectativa era de acréscimo de 6%.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto terminou o dia em baixa de 0,18%, a 2.780,96 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,45%, a 1.513,90 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,66%, a 27.752,93 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -24,7 em julho para -13,7 em agosto, segundo o instituto alemão ZEW. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço menor do indicador, a -20.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW aumentou marginalmente, de 72,4 em julho para 72,6 em agosto. 

A taxa de desemprego do Reino Unido caiu para 4% no trimestre até junho, de 4,2% no período de três meses encerrado em maio, atingindo o menor nível desde 1975, segundo dados publicados hoje pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam a manutenção da taxa em 4,2%.

A pesquisa do ONS também mostrou que os salários no Reino Unido, excluindo-se o pagamento de bônus, avançaram 2,7% na comparação anual do trimestre até junho, depois de subirem 2,8% nos três meses até maio, vindo em linha com a projeção do mercado. 

Os contratos futuros de cobre operam em baixa na manhã desta terça-feira, na esteira de indicadores chineses mais fracos do que o esperado e em meio a incertezas sobre disputas trabalhistas no Chile.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,46%, a US$ 6.101,00 por tonelada, atingindo seu menor nível em quase um mês.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro recuava 0,42%, a US$ 2,7195 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, o alumínio tinha leve baixa de 0,12% no horário indicado acima, a US$ 2.077,50 por tonelada, o estanho cedia 0,65%, a US$ 19.200,00 por tonelada, e o níquel recuava 0,66%, a US$ 13.440,00 por tonelada. Por outro lado, o zinco subia 0,47%, a US$ 2.478,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,57%, a US$ 2.114,50 por tonelada. 

O petróleo opera com ganhos nesta terça-feira, com a expectativa de que o recuo na produção do Irã compense os sinais de elevação na oferta global. Ao mesmo tempo, o dólar um pouco mais fraco em geral e a menor tensão com o quadro na Turquia contribuem para o movimento, um dia após os contratos da commodity fecharem em território negativo.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 1,16%, a US$ 67,98 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro tinha alta de 1,23%, a US$ 73,50 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou relatório que mostrou maior produção no cartel em julho, enquanto o grupo ainda reduziu sua perspectiva para a demanda neste ano e no seguinte.

No câmbio, o dólar mais fraco tende a apoiar os contratos, já que nesse caso ele fica mais barato para os detentores de outras moedas. O quadro da Turquia, por sua vez, continua a atrair a atenção dos investidores, mas por ora gera menor cautela que em dias recentes, o que apoia o maior apetite por risco e, consequentemente, os contratos da commodity.

Às 17h30, o American Petroleum Institute divulga seu relatório semanal de estoques de petróleo nos EUA.

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Ontem o IBOV foi no ponto citado no Cenário, região de 75.900, montando seu piso por ali.

Trata-se de um suporte "escondido" porém importante, uma vez que sustentou a última pernada de alta desde o dia 19/07.

O que esperar para hoje: temos inúmeros balanços importantes e amanhã será vencimento do índice futuro, portanto eu apostaria as minhas fichas em uma sessão agitada, com bom volume e altista, de forma moderada.

As médias móveis serão uma resistência relevante, uma vez que estão justapostas e dividem o território comprador do vendedor.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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