terça-feira, 24 de julho de 2018

Vale tem rating elevado


Bom dia, investidor!


As bolsas asiáticas fecharam em território positivo nesta terça-feira, apoiadas por uma declaração do dia anterior do governo da China, lida por investidores como uma perspectiva de estímulos fiscal no país. Na praça japonesa, houve recuperação após uma jornada negativa no pregão anterior, com destaque para os setores eletrônico e de aço.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,61%, em 2.905,56 pontos, enquanto a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve avanço de 1,51%, a 1.699,97 pontos. Influiu a notícia da imprensa estatal segundo a qual o gabinete chinês, o Conselho de Estado, pediu uma política fiscal mais proativa para estimular o crescimento. O gabinete anunciou medidas para impulsionar o consumo doméstico e determinou que governos locais invistam mais em infraestrutura com bônus especiais, de acordo com um comunicado divulgado pela imprensa estatal no fim da segunda-feira (hora local).

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou com ganho de 1,44%, em 28.662,57 pontos, também apoiado pelos sinais do governo chinês. Papéis dos setores de construção e bancário se destacaram, com China Construction Bank e ICBC ambos em alta de mais de 3%. O papel do HSBC negociado em Hong Kong subiu 12%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei teve alta de 0,51%, em 22.510,48 pontos. A ação da fabricante de robôs Fanuc subiu 3,8% e a siderúrgica JFE, 3,4%. O índice da bolsa japonesa, porém, com isso recuperou apenas parte da queda de 1,33% do pregão da segunda-feira.

O cobre opera com ganhos na manhã de hoje, um dia após a China aprovar novas medidas fiscais para impulsionar sua economia. Ao mesmo tempo, o dólar mais fraco ante moedas fortes contribui para o movimento.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,70%, a US$ 6.171,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro tinha alta de 0,82%, a US$ 2,7690 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar, por sua vez, recua ante moedas fortes nesta manhã. Nesse caso, o cobre, cotado na moeda americana, fica mais barato para os detentores de outras divisas, o que impulsiona a demanda.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,94%, a US$ 2.604,00 a tonelada, o alumínio ganhava 0,83%, a US$ 2.086,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,41%, a US$ 19.590,00 a tonelada, o níquel subia 1,08%, a US$ 13.515,00 a tonelada, e o chumbo avançava 0,54%, a US$ 2.140,00 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam em alta moderada nesta terça-feira em meio a crescentes tensões entre os EUA e o Irã, que poderiam interromper ainda mais as exportações de petróleo da República islâmica.

Às 9h58 (de Brasília), o petróleo Brent, referência mundial, subia 0,22%, para US$ 73,22 o barril na ICE, enquanto o WTI avançava 0,71%, para US$ 68,36 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os preços têm oscilado entre ganhos e perdas, após ameaças entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu colega iraniano, Hassan Rouhani, enquanto o mercado de petróleo tentava avaliar o quanto a oferta de petróleo iraniano poderia estar em risco.

No final de domingo, Trump publicou em sua conta no Twitter uma mensagem destinada a Rouhani, alertando-o para que nunca ameace os EUA, "ou sofrerá as consequências que poucos na história sofreram". As palavras de Trump foram uma resposta a comentários de ontem de Rouhani, que disse que "a paz com o Irã é a mãe de toda a paz e a guerra com o Irã é a mãe de todas as guerras".

Em maio, Trump retirou os EUA de um acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear do Irã, preparando o cenário para a reinstituição das sanções econômicas que devem atrapalhar a indústria de petróleo do Irã. Analistas estimam que até 1 milhão de barris por dia dos mais de 2,5 milhões de barris por dia do Irã podem estar em risco nas exportações de petróleo. Trump prometeu impor as mais rigorosas sanções possíveis.

Além disso, os investidores aguardam dados de estoques do American Petroleum Institute que saem hoje no final da tarde e os dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA, que serão conhecidos amanhã. 

A Secretaria da Receita Federal anuncia nesta manhã o resultado da arrecadação de tributos federais e contribuições previdenciárias do mês de junho de 2018. Os dados serão divulgados às 10h30. Em seguida, às 11h, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, concederá entrevista coletiva à imprensa para detalhar os números.

Vale abre com +4
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As ações da mineradora Vale devem reagir positivamente à elevação de rating, na noite de ontem, pela Moody's, que voltou a conceder o grau de investimento à mineradora. Mesmo porque, às vésperas da divulgação de seus resultados, cujas expectativas são positivas, o bom humor do mercado externo deve ajudar ainda mais o papel.

O gráfico diário do IBOV sugere uma simetria positiva, que elevaria os preços, dando continuidade ao domínio comprador visto desde os 69K.

A tendência para a sessão dessa terça-feira é de alta firme, desde a abertura até o fechamento dos negócios.

Se deixar para trás e fechar acima de 78.520, afasta o fantasma de um topo duplo no diário, reforçando a compra.

Acima de 78.890 seria um segundo estágio da movimentação, uma vez que esse ponto foi justamente onde iniciou-se a última pernada de baixa vista em junho.

Logo acima temos a máxima da semana passada (79.490) como resistência, seguida pelo fundo de fevereiro/18 aos 79.690.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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