segunda-feira, 30 de julho de 2018

Para o IBOV, meta é 80.590


Bom dia, investidor!

Vencidos os 80.000, Bolsa segue altista com próxima meta em 80.590 >>> LEIA MAIS >>>

IBOV agora (10h48)
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As principais bolsas asiáticas fecharam na maioria em território negativo, nesta segunda-feira, influenciadas pela jornada negativa nas bolsas de Nova York da sexta-feira, quando o setor de tecnologia mostrou fraqueza. Além disso, investidores mostravam-se cautelosos à espera da decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). Há também expectativa nas praças asiáticas por outros anúncios importantes na política monetária global, em semana de reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,16%, em 2.869,05, em seu quarto recuo consecutivo. Ações dos setores de infraestrutura e financeiro continuaram a se sair em geral bem. Já alguns papéis do setor de entretenimento tiveram quedas fortes, em meio a uma investida de Pequim para combater contratos de gaveta nessas empresas. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 1,40%, a 1.648,59 pontos, em jornada negativa para ações de companhias menores no país.

Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,74%, em 22.544,84 pontos, com ações de exportadoras pressionadas pelo iene em patamar forte. Além disso, há expectativa pela decisão do BoJ, que sai à 0h (de Brasília) desta terça-feira. A especulação de que o BC japonês possa deixar o juro do bônus do governo local flutuar mais tem levado esses retornos para cima, o que fez o BoJ realizar mais cedo a terceira intervenção em uma semana no mercado de dívida, com a compra ilimitada de bônus. Mais cedo, o juro do bônus (JGB, na sigla em inglês) de 10 anos atingiu 0,11%, na máxima desde fevereiro de 2017, mas depois da operação do BoJ ele retornou para cerca de 0,10%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixa de 0,25, a 28.733,13 pontos. Entre os principais papéis, Tencent caiu 1,6% e atingiu nova mínima em 2018.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, um agregado da confiança do consumidor e das empresas, recuou de 112,3 em junho a 112,1 em julho, na mínima em quase um ano, porém acima da média histórica, informou nesta segunda-feira a Comissão Europeia. O resultado veio em linha com a expectativa dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Apenas a confiança do consumidor ficou estável em -0,6 em julho, como previsto pelos economistas. A confiança da indústria teve baixa de 6,9 em junho para 5,8 em julho, ante expectativa de 6,7, mas a do segmento de serviços subiu de 14,4 em junho a 15,3 em julho.

A piora no sentimento da indústria pode estar relacionada aos temores sobre as relações de comércio futuras entre a zona do euro e os Estados Unidos. Os números como um todo, porém, mostram que o crescimento não deve desacelerar muito nos próximos meses.

A pesquisa foi concluída antes da reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em 25 de julho, quando foram anunciados avanços no diálogo comercial para eliminar tarifas e subsídios. A notícia poderia, assim, apoiar um avanço na confiança da região na pesquisa relativa a agosto.

A campanha do PSDB nacional deve priorizar, a partir de agosto, nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Região Sul, afirmou o coordenador do programa de governo de Geraldo Alckmin, Luiz Filipe D'Ávila.

"Vamos focar nos maiores colégios eleitorais e onde o Geraldo é mais conhecido para impulsionar as pesquisas e a capacidade de conseguir votos", disse. Na última pesquisa CNI/Ibope, divulgada no mês de junho, o tucano aparece com 6% das intenções de voto.

Para D'Ávila, a vitória de João Doria como governador em São Paulo é fundamental para o sucesso da campanha presidencial. "A vitória em SP assegura a vitória à Presidência e devemos aproveitar a popularidade do Geraldo aqui para que isso aconteça".

D'Ávila participa da convenção estadual do partido. O evento está atrasado. O mestre de cerimônias pede constantemente que os delegados votem, porque ainda não há quórum para iniciar a convenção. Do lado de fora do local, há um tumulto. Dezenas de pessoas estão na calçada e na rua e são impedidas de entrar na convenção. O centro de eventos na zona Oeste de São Paulo já está bem cheio.

O cobre opera em baixa na manhã desta segunda-feira, influenciado pela queda noas mercados acionários da Ásia mais cedo. Além disso, há expectativa pela divulgação nesta semana de dados da indústria da China e dos Estados Unidos.

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,59%, a US$ 6.207 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 7h34, o cobre para setembro recuava 0,95%, a US$ 2,7755 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

São monitoradas também notícias sobre uma potencial greve na mina Escondida, no Chile, a maior do mundo, em meio a negociações entre funcionários e patrões, dizem analistas do ING Bank.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,94%, a US$ 2.604 a tonelada, o alumínio caía 2,2%, a US$ 2.529,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,05%, a US$ 19.875 a tonelada, o níquel recuava 0,18%, a US$ 13.755 a tonelada, e o chumbo subia 0,07%, a US$ 2.134 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos no início desta semana, com investidores ainda de olho em sinais que podem levar os contratos para um lado ou para outro. Nesse contexto, o cenário deve continuar a ser de volatilidade para a commodity. Nesta manhã, o dólar mais fraco ante outras moedas fortes apoia as altas, já que nesse caso o petróleo fica mais barato para os detentores de outras divisas.

Às 9h55 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 1,30%, a US$ 69,58 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro avançava 0,55%, a US$ 75,17 o barril, na plataforma ICE.

Há ainda expectativa para as primeiras estimativas da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em julho, que devem vir a público nesta semana. Analistas dizem que deve atrair a atenção especialmente o número da produção da Arábia Saudita. 

A expectativa de alta para o PIB este ano seguiu em 1,50%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,55%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, como visto quatro semanas atrás.

No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. Em 20 de julho, o Ministério do Planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu com alta de 2,91%. Há um mês, estava em 3,17%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 3,10% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,60% para 54,90%. Há um mês, estava em 55,00%. Para 2019, a expectativa permaneceu em 58,00%, mesmo porcentual de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma inclinação francamente altista e correções no tempo ao longo do caminho, desde a inflexão vista em meados de junho.

A importante distância em relação à média móvel de 21 períodos é um fator que pede cautela, porém a maré é compradora.

O ponto alto seria o rompimento da máxima da semana passada aos 80.590, abrindo espaço para mais valorização, mesmo que seja lenta e gradual.

A expectativa para o pregão de hoje é de alta moderada, na minha leitura.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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