terça-feira, 3 de julho de 2018

IBOV testa e mantêm tendência de alta



Bom dia, investidor!

IBOV fecha tímido, mas positivo >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, à medida que os mercados chineses se recuperaram de perdas da primeira metade do pregão, mas tensões comerciais continuaram inspirando cautela na região.

Depois de ficarem no vermelho nos negócios da manhã (pelo horário local), os índices acionários chineses tiveram uma significativa recuperação na sessão da tarde, talvez ajudados por comentários do presidente do Banco do Povo da China (PBoC), Yi Gang. O Xangai Composto subiu 0,41% hoje, a 2.786,89 pontos, após atingir o menor nível em dois anos no pregão anterior, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,76%, a 1.594,24 pontos.

Ações do setor financeiro, que vinham numa fase negativa, lideraram os ganhos na China depois que o chefe do PBoC declarou ao jornal estatal China Securities Journal que a instituição está "monitorando de perto" as recentes oscilações no mercado cambial e irá manter o yuan amplamente estável, dentro do que ele descreveu como "nível razoável".

Em Hong Kong, cujo mercado não operou ontem devido a um feriado local, o Hang Seng apagou parte de uma desvalorização que chegou a superar 3% e terminou o dia em baixa de 1,41%, a 28.545,57 pontos, ajudado pela virada positiva das bolsas na China continental.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei fechou em baixa marginal em Tóquio, de 0,12%, a 21.785,54 pontos, depois de apagar a maior parte das perdas de mais cedo na última meia hora de negócios, enquanto o sul-coreano Kospi teve ganho marginal de 0,05% em Seul, a 2.272,76 pontos, e o Taiex cedeu 0,58% em Taiwan, a 10.715,72 pontos.

Apesar do desempenho misto da região asiática, as disputas comerciais entre EUA e China continuam no radar. Na sexta-feira (06), vence um prazo para que Washington imponha uma tarifa de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses. No mesmo dia, Pequim promete retaliar com tarifa idêntica sobre o mesmo valor em bens americanos.

Os EUA também estão envolvidos em conflitos comerciais com outros grandes parceiros, incluindo Canadá e União Europeia.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, buscando se recuperar de perdas de ontem em meio ao enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas.

Por volta das 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,43%, a US$ 6.599,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro avançava 0,32%, a US$ 2,9535 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se desvaloriza nos negócios da manhã, tornando o cobre e outros metais básicos mais atraentes para quem utiliza outras moedas.

Entre outro metais na LME, o viés era majoritariamente positivo. No horário indicado acima, o zinco tinha alta de 0,46%, a US$ 2.842,00 por tonelada, o alumínio subia 0,12%, a US$ 2.116,50 por tonelada, o níquel ganhava 0,79%, a US$ 14.680,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,61%, a US$ 2.405,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o estanho caía 0,05%, a US$ 19.725,00 por tonelada. 

Os preços do petróleo operam em alta nesta terça-feira em meio à incerteza sobre a duração das interrupções na oferta na Líbia e a queda dos estoques na América do Norte, mesmo com a Arábia Saudita e a Rússia injetando mais petróleo no mercado.

Às 9h12 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro subia 1,02% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 78,09, enquanto o do WTI para agosto avançava 1,20% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 74,83.

Os principais portos de petróleo da Líbia foram fechados devido a uma luta armada que removeu 850 mil barris por dia do mercado global de petróleo e impulsionou os preços. Enquanto isso, o barril do WTI tem ganhado apoio especial devido ao declínio dos estoques nos EUA de petróleo bruto e das interrupções no abastecimento do Canadá.

Os aumentos de preços, porém, têm sido limitados pela Arábia Saudita, que vem aumentando sua exportação em 600 mil barris por dia nos últimos três meses, atingindo 7,5 milhões de barris diários em junho - o nível mais alto desde o início de 2017, segundo analistas.

O movimento saudita veio principalmente em resposta ao aumento dos preços do petróleo, que estão atingindo os consumidores. O presidente dos EUA, Donald Trump, também pediu ao país do Oriente Médio para aumentar a produção.

Olhando para o futuro, os analistas esperam um volume menor de negociações na segunda metade da semana devido ao feriado do Dia da Independência nos EUA na quarta-feira e dados de estoques na quinta-feira do Departamento de Energia, possivelmente mostrando aumentos nos estoques. 

Nove bancos europeus lançaram hoje uma plataforma blockchain, a we.trade, que ajuda as empresas a se internacionalizarem por meio de negócios em tempo real. A informação foi divulgada pelo Banco Santander, que realizou operações por meio do novo instrumento na Espanha. De acordo com o conglomerado, nos últimos dias, 10 empresas completaram sete transações comerciais internacionais por meio de bancos de cinco países usando o we.trade.

O Santander é um dos sócios-fundadores da joint venture que pertence também a outros oito bancos europeus: Deutsche Bank, HSBC, KBC, Natixis, Nordea, Rabobank, Société Générale e UniCredit. A intenção com a plataforma é simplificar as transações financeiras para empresas com o foco em gerenciamento, rastreamento e proteção de transações domésticas e internacionais. "Muitos bancos e empresas estão procurando uma maneira mais eficiente e econômica de negociar internacionalmente", diz a nota da imprensa do banco espanhol distribuída nesta manhã.

Segundo o comunicado, a solução we.trade foi construída na IBM Blockchain Platform, com tecnologia Hyperledger Fabric, e oferece aos clientes dos bancos acesso a uma interface amigável ao usuário, para fechar contratos "inteligentes, inovadores e abrindo novas oportunidades comerciais potenciais". De acordo com Santander, empresas podem negociar e concluir ordens, estabelecer os termos do acordo comercial e acessar os serviços financeiros oferecidos na plataforma com segurança e confiança no conhecimento de que a companhia no outro país é um cliente confiável e comprovado de uma empresa parceira do we.trade.

As transações podem incluir pagamento bancário, o que eliminaria todo o risco de inadimplência, algo que até agora desencorajava algumas empresas de se internacionalizar, de acordo com a instituição espanhola. "Estamos muito satisfeitos por termos lançado pela primeira vez no mundo uma plataforma baseada em blockchain que melhora a experiência geral do cliente ao negociar internacionalmente. O próximo passo será obter o buy-in de bancos adicionais e seus clientes na Europa e em outros lugares", anunciou o diretor de operações da we.trade, Roberto Mancone. 

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O gráfico diário do IBOV mostra um teste da média móvel de 5 períodos no pregão de ontem, a qual foi respeitada e impulsionou uma recuperação ao longo do dia.

O fechamento foi levemente positivo e sobretudo acima de 72.620, cabeça do pivot de alta rompido no pregão de sexta-feira (29).

A expectativa para o pregão de hoje é de uma abertura altista, com sustentação ao longo do pregão, o que levaria a um rompimento da média móvel de 21 períodos, destacando que o mercado está abaixo desse patamar desde o dia 17/05/18.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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