terça-feira, 17 de julho de 2018

IBOV em alta - touros à frente


Bom dia, investidor!

IBOV deve manter tendência de alta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em território negativo nesta terça-feira, com ações do setor de energia penalizadas, após ontem os dois contratos de petróleo fecharem com quedas superiores a 4%. Tóquio, porém, foi exceção, em alta na volta de um feriado no Japão.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,57%, em 2.798,13 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, de menor abrangência, recuou 0,17%, a 1.673,06 pontos. Analistas ainda ponderavam sobre os números da economia da China, um dia após a divulgação de dados de produção industrial e de investimentos em ativos fixos que não agradaram muito, mas com um Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre em linha com o esperado.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,44%, a 2.697,36 pontos. O iene relativamente estável colaborou para o movimento, na volta do feriado japonês. O Japão ainda assinou hoje um acordo comercial ambicioso com a União Europeia, que representa uma perspectiva positiva para empresas exportadoras locais.

O governo da China está avaliando o impacto da guerra comercial com os Estados Unidos e vai oferecer apoio direcionado a empresas afetadas pela disputa, afirmou nesta terça-feira o porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas (NDRC, na sigla em inglês) do país asiático Yan Pengcheng. 

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade na manhã desta terça-feira, com o mercado atento à possibilidade de que ocorram aumentos na oferta dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Além disso, os EUA e a Rússia sinalizaram ontem a possibilidade de uma ação conjunta para equilibrar o mercado.

Às 9h59 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,06%, a US$ 68,10 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuava 0,03%, a US$ 71,82 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, os dois contratos fecharam em baixa superior a 4%, com operadores antecipando que haverá mais petróleo no mercado. Os observadores no mercado cada vez mais avaliam a possibilidade de que os EUA possa liberar suas reservas estratégicas, após declarações recentes do presidente Donald Trump.

Ontem, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e Trump concederam entrevista coletiva em Helsinque, durante a qual o líder russo falou sobre a possibilidade de uma ação bilateral para regular os mercados de petróleo e gás.

Os preços também foram pressionados por sinais de que a Arábia Saudita, o maior exportador global, elevava sua produção mesmo antes do acordo para isso na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Analistas e investidores esperam o relatório do American Petroleum Institute de estoques semanais de petróleo nos EUA, que sai às 17h30. 

Os contratos futuros de cobre operam em baixa na manhã desta terça-feira, embora sem grande impulso. Preocupações com a oferta na América do Sul ficavam em segundo plano, diante de temores de que questões geopolíticas possam prejudicar a demanda pelo metal.

Às 9h59 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,2%, a US$ 6.181 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Ao longo do último mês, esse contrato recua quase 12%. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro tinha baixa de 0,05%, a US$ 2,7630 a libra-peso.

Os contratos futuros do metal foram prejudicados na semana passada por mais uma onda de ameaças de tarifas entre os EUA e Pequim. O assunto segue em foco, mesmo com o surgimento de temores sobre a oferta sul-americana.

Hoje é o último dia da oferta de contrato da BHP Billiton a operadores na mina chilena Escondida, a maior do mundo. Sindicatos dizem que a oferta da empresa não deve ser suficiente, ameaçando realizar uma greve. No ano passado, uma paralisação no local durou 44 dias e apoiou os preços. O contrato oferecido não trazia elevação real do salário e previa menos da metade do bônus exigido pelos trabalhadores.

Entre outros metais básicos usados na LME, o zinco subia 2,44%, a 2.536 a tonelada, o estanho avançava 0,31%, a US$ 19.525 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,22%, a US$ 13.660 a tonelada, o alumínio ganhava 0,99%, a US$ 2.083 a tonelada, e o chumbo subia 0,95%, a US$ 2.189 a tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado com viés comprador, vide sombra inferior deixada ontem no candle diário, com alvo de curto prazo em 78.890, ainda para o mês de julho.

Correções devem aparecer pelo caminho, dentro de uma movimentação de topos e fundos ascendentes típicas de tendências de alta, sendo, na minha visão, oportunidades se ocorrerem.


Para essa terça-feira (17), eu espero uma sessão de alta moderada.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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