terça-feira, 10 de julho de 2018

IBOV em alta moderada após feriado


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, seguindo o comportamento dos mercados acionários de Nova York, que ontem deixaram de lado as tensões comerciais entre EUA e China e avançaram com firmeza, à espera do início da temporada de balanços do segundo trimestre.

Os índices acionários chineses tiveram seu terceiro pregão seguido de valorização, mas os ganhos de hoje só vieram na última meia de hora de negócios. O Xangai Composto subiu 0,44%, a 2.827,63 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, avançou 0,71%, a 1.585,78 pontos.

Dados publicados no fim da noite de ontem mostraram que a taxa anual de inflação ao consumidor na China acelerou para 1,9% em junho, após se manter em 1,8% nos dois meses anteriores, mas o resultado sugere que os preços na segunda maior economia do mundo continuam sob controle.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve alta de 0,66% em Tóquio, a 22.196,89 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 0,37% em Seul, a 2.294,16 pontos, e o Taiex ganhou 0,34% em Taiwan, a 10.756,89 pontos, com todos os índices mais uma vez sustentados por ações de tecnologia, mas o Hang Seng perdeu força no fim da sessão em Hong Kong, terminando em baixa marginal de 0,02%, a 28.682,25 pontos.

Preocupações com o embate comercial entre EUA e China, que no fim da semana passada confirmaram a adoção de tarifas sobre bilhões de dólares em produtos um do outro, parecem ter se dissipado com a expectativa em torno da temporada de resultados financeiros de empresas americanas. Na sexta-feira (13), JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo, que estão entre os maiores bancos dos EUA, divulgam balanços referentes ao segundo trimestre.

desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), relator da Operação Lava Jato na Corte, ratificou às 14h42 de ontem, 9, a revogação das decisões deferidas em plantão pelo desembargador federal Rogerio Favreto no domingo, 8.

Durante o último final de semana, Favreto havia concedido habeas corpus e determinado a suspensão da execução provisória da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - condenado a 12 anos e um mês de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá.

Segundo o relator, o plantão judiciário não se destina à reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial de origem ou em plantão anterior, nem à sua reconsideração ou reexame. "Não há amplo e ilimitado terreno de deliberação para o juiz ou para o desembargador plantonista", assinalou Gebran, citando as Resoluções nºs 71, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e 127, do TRF-4, que estabelecem tais diretrizes.

Quanto à alegação dos deputados do PT que subscreveram o pedido de habeas corpus de Lula - segundo os quais, antes de que existiria fato novo consistente no direito do ex-presidente Lula de exercer sua pré-candidatura, podendo ser livremente entrevistado -, o desembargador ressaltou que não há tal fato, já tendo sido a questão debatida pela 8ª Turma.

"Foi especificamente tratado pelo colegiado o tema sobre o eventual direito de ir e vir do reeducando, de modo que sequer caberia a este relator, juiz natural do caso, decidir monocraticamente a respeito da suspensão do julgado ao alvedrio do que já foi assentado pela 8ª Turma deste tribunal", afirmou Gebran.

desembargador reforçou que o calendário eleitoral sequer foi iniciado e a condição de pré-candidato somente autoriza a abertura de conta para arrecadação de recursos ou prática de atos intrapartidários, sem que isso qualifique qualquer cidadão para a realização de campanha ou lhe atribua outro signo jurídico diferenciado. "A qualidade que se autoatribui o ex-presidente não tem nenhuma propriedade intrínseca que lhe garanta qualquer tratamento jurídico diferenciado, ou que lhe assegure liberdade de locomoção incondicional".

"O deferimento de liminar em sede de habeas corpus representa afronta não somente à decisão colegiada da 8ª Turma, mas igualmente às deliberações de outros dois colegiados superiores", acrescentou Gebran, lembrando que tanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestaram a respeito do caso denegando a ordem.

"Não há argumento razoável que exclua da apreciação ordinária do relator o exame da questão, quando inexiste qualquer urgência ou fato novo a justificar a intervenção excepcional", concluiu o relator. 

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, apagando ganhos de ontem, à medida que o dólar voltou a se valorizar.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,13%, a US$ 6.332,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro recuava 1,05%, a US$ 2,8200 por libra-peso.

Ao longo do último mês, o cobre acumula perdas de mais de 13%, causadas em boa parte por tensões comerciais envolvendo EUA, China - maior consumidor mundial de metais básicos - e União Europeia.

No fim da semana passada, os EUA impuseram tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar bens americanos na mesma proporção.

O índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, tornando o cobre menos atraente para quem utiliza outras moedas.

Entre outros metais na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, o zinco caía 1,86%, a US$ 2.638,00 por tonelada, o alumínio subia 0,3%, a US$ 2.109,50 por tonelada, o estanho avançava 0,97%, a US$ 19.765,00 por tonelada, o níquel aumentava 0,53%, a US$ 14.140,00 por tonelada, e o chumbo diminuía 1,93%, a US$ 2.286,00 por tonelada. 

petróleo opera em território positivo na manhã desta terça-feira, com o contrato do Brent próximo da máxima em mais de três anos e meio. A commodity é apoiada por problemas na oferta em importantes produtores, bem como pela prolongada incerteza sobre a extensão das sanções dos Estados Unidos contra o Irã.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,45%, a US$ 74,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro avançava 1,36%, a US$ 79,13 o barril, na ICE.

Greves de trabalhadores do setor de petróleo e gás na Noruega e no Gabão devem atingir a oferta, bem como problemas na oferta na Líbia e no Canadá, que já deixavam o mercado global mais restrito.

Analistas disseram que os preços mais altos indicavam que os investidores perdiam a confiança de que a alta na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) seria suficiente para compensar vários problemas na oferta.

IBOV deve abrir em alta nessa terça-feira, na esteira do EWZ na véspera. Clique no gráfico do EWZ para ampliar.

O desafio será vencer a dupla resistência formada por 75.075 e posteriormente 75.340, o que abriria espaço para um teste de 78.890 no curto prazo, talvez no início da próxima semana.

Vale ressaltar que a região é decisiva, trazendo volatilidade, derivada da batalha entre ursos e touros na região.

A minha expectativa para hoje é de alta moderada.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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