quinta-feira, 26 de julho de 2018

IBOV em alta com balanços e bom fluxo cambial



Bom dia, investidor!

Bradesco aponta 5 bi de reais e Vale 71 mi de dólares >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam na sua maioria em queda nesta quinta-feira. Na China, a Bolsa de Xangai mostrou pouco fôlego, após avanços recentes, enquanto na Bolsa de Tóquio a valorização da moeda japonesa pressionou ações de exportadoras. A Bolsa de Seul, porém, foi na contramão, apoiada pelo setor de tecnologia.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,74%, em 2.882,23 pontos. A praça local ficou em território negativo já pela manhã, sem força para reagir ao longo do pregão, após altas recentes, com o setor financeiro em geral em queda. Ações de empresas menores também tiveram desempenho fraco. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve baixa de 0,93%, em 1.683,09 pontos. Mesmo com o resultado de hoje, a Guotai Junan Securities prevê que o apetite por risco deve ganhar força nas bolsas chinesas, especialmente em setores considerados subvalorizados neste momento.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 0,48%, a 28.781,14 pontos. Papéis de grandes companhias chinesas terminaram a maioria em baixa. Tencent caiu 1,3%, aparentemente como reflexo do impacto negativo do balanço do Facebook, divulgado após o fechamento de ontem em Nova York. Companhias do setor automotivo também ficaram pressionadas, com Geely em baixa de 3,3%.

Na Bolsa de Tóquio, a valorização do iene durante o pregão asiático pressionou as ações de exportadoras japonesas. O índice Nikkei fechou em queda de 0,12%, em 22.586,87 pontos, oscilando em leve baixa ao longo do dia. A farmacêutica Eisai recuou 10%, após altas fortes recentes, mas ainda assim sobe 28% neste mês.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira manter suas taxas de juros e reafirmou que seu programa de compra de bônus termina em dezembro, como esperado pelos analistas. A taxa básica de juros, a de refinanciamento, seguiu em 0%, enquanto a taxa de depósitos continua em -0,4%.

O BCE também reafirmou seu plano de manter os juros nos níveis atuais "pelo menos até o verão [europeu] de 2019 e de qualquer modo o tempo necessário para garantir a convergência sustentada continuada da inflação aos níveis próximos de 2% no médio termo". O verão europeu vai de meados de junho até meados de setembro.

O BCE reiterou que suas compras líquidas de bônus serão de 30 bilhões de euros ao mês até o fim de setembro. Entre outubro e o fim de dezembro, elas devem ser de 15 bilhões de euros mensais. A instituição disse ainda que manterá sua política de reinvestimento por um período prolongado após o término do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês).

O Bradesco anunciou hoje lucro líquido recorrente de R$ 5,161 bilhões no segundo trimestre deste ano, cifra 9,7% maior que a registrada no mesmo intervalo de 2017, de R$ 4,704 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando a cifra ficou em R$ 5,102 bilhões, cresceu 1,2%.

"A evolução do lucro líquido tanto no comparativo trimestral como anual foi impulsionada pela boa performance de nossas receitas de prestação de serviços e resultado das operações de seguros, previdência e capitalização", destaca o banco, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

De janeiro a junho, o lucro líquido recorrente do Bradesco somou R$ 10,263 bilhões, montante 9,7% superior ao registrado na primeira metade de 2017, quando foi a R$ 9,352 bilhões.

A Vale apresentou um lucro líquido de US$ 76 milhões no segundo trimestre deste ano, mais de quatro vezes maior do que aquele reportado no mesmo período do ano passado. O montante, contudo, representa um recuo de 95% ante os três meses imediatamente anteriores. Na primeira metade do ano o lucro da maior fabricante de minério de ferro do mundo alcançou US$ 1,666 bilhão, recuo de 33,5%.

“Estou satisfeito porque vários dos principais aspectos de nossa estratégia foram destacados no último trimestre. Mostramos um progresso significativo em previsibilidade, flexibilidade, gerenciamento de custos, disciplina na alocação de capital e diversificação por meio de nossos próprios ativos”, destacou o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, em relatório que acompanha o demonstrativo financeiro da companhia.

O lucro da companhia, além do efeito de US$ 391 milhões referentes aos programas de reparação e compensação relacionados ao rompimento da barragem em Mariana (MG) e do fornecimento de US$ 20 milhões de capital de giro para a Samarco, também foi afetado com a depreciação do real ante o dólar, que aumentou a dívida denominada em dólar da companhia. A marcação a mercado de debêntures participativas trouxe um impacto de US$ 304 milhões ao lucro. "Todos os ajustes resultaram em um impacto de US$ 1,035 bilhão do imposto de renda sobre o lucro líquido recorrente", frisa a companhia, no documento citado.

Os contratos futuros de petróleo subiam mais cedo, porém o WTI perdeu fôlego e oscila perto da estabilidade. O Brent, por sua vez, é apoiado pela notícia de que a Arábia Saudita paralisou embarques no Mar Vermelho, no mais recente sinal de que as tensões no Oriente Médio prejudicam o fluxo da commodity.

Às 9h48 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,07%, a US$ 69,25 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro, contrato mais líquido, avançava 0,58%, a US$ 74,84 o barril, na ICE.

Maior exportador do mundo, a Arábia Saudita interrompeu o envio do óleo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, na quarta-feira, após rebeldes houthis atacarem dois de seus navios-tanque. Uma coalizão liderada pelos sauditas no Iêmen tem enfrentado esses rebeldes desde 2015, enquanto os houthis receberiam apoio do Irã. 

Além disso, investidores ainda analisam o relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que mostrou recuo maior que o previsto nos estoques dos EUA na última semana. O dólar um pouco mais fraco e os avanços no diálogo sobre comércio entre o governo americano e a União Europeia também estão no radar, já que podem apoiar a demanda. 

IBOV estável agora às 12:20 = clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark francamente inclinado para a compra, sustentado pelo fluxo cambial positivo nas últimas semanas.

O suporte imediato fica no fundo de fevereiro aos 79.690, ponto rompido no pregão de ontem, quando tivemos um marobuzu.

Uma recuo até essa região não mudaria em nada a trajetória ascendente do mercado, sendo possível admissível.

Porém, como a maré é compradora, a minha expectativa para essa quinta-feira é de mais uma sessão de alta moderada.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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