quarta-feira, 18 de julho de 2018

IBOV comprado tentará 80.000


Bom dia, Investidor!

IBOV, com touros no comando, tem primeira barreira nos 78.900 - se vencida testará 79.690 >>> LEIA MAIS >>>


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As bolsas asiáticas não tiveram movimento unificado nesta quarta-feira. Na Bolsa de Tóquio, o iene mais fraco apoiou os negócios, porém na China a Bolsa de Xangai terminou a sessão em território negativo pelo quarto dia consecutivo, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.

No Japão, o índice Nikkei avançou 0,43%, a 22.794,19 pontos. A alta na Bolsa de Tóquio foi a quarta seguida e o Nikkei fechou novamente na máxima em um mês. O iene mais fraco ante o dólar colaborou, já que isso beneficia ações de exportadoras japonesas. Durante o pregão, Tóquio chegou a subir mais de 1%, porém perdeu parte do fôlego antes do fechamento.

Na China, por outro lado, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,39%, a 2.787,26 pontos, e a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 0,75%, a 1.660,51 pontos. Xangai chegou a operar em território positivo, mas perdeu fôlego durante a sessão. Bank of China teve baixa de 0,02% e Air China recuou 0,25%, enquanto China Merchants Bank caiu 0,09% no pregão de hoje.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, diante da expectativa de uma combinação de desaceleração na demanda e avanço na produção, que pode vir a provocar alta nos estoques globais. Além disso, o dólar mais forte pressiona a commodity, com investidores à espera do relatório oficial de estoques na última semana nos Estados Unidos.

Às 9h42 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 0,71%, a US$ 67,60 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuava 0,50%, a US$ 71,70 o barril, na ICE.

O crescimento na produção de Arábia Saudita e de outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além da Rússia, em um quadro de desaceleração na demanda, tem pesado sobre os preços. A CMC Markets aponta que há temores sobre o crescimento da China.

Às 11h30, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o relatório de estoques na última semana. Ontem, o American Petroleum Institute informou que, na sua contabilidade, os estoques cresceram 600 mil barris. O Commerzbank diz que o dado do API e o avanço na produção russa da commodity pesam hoje sobre os preços.

No câmbio, o dólar mais forte torna o petróleo mais caro para os detentores de outras divisas, o que reduz o apetite dos investidores. 

O cobre opera em território negativo na manhã desta quarta-feira, tendo atingido em Londres os patamares mais baixos em um ano. O metal continua a estar sob pressão por causa do dólar valorizado.

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,82%, a US$ 6.110 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), tendo recuado 1,5% até agora nesta semana. Já o cobre para setembro tinha queda de 0,80%, a US$ 2,7250 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os trabalhadores da mina Escondida, no Chile, apresentaram novas propostas para a BHP Billiton. O acordo coletivo atual vence no fim do mês. Há ainda cautela com o conflito comercial entre a China e os EUA, que piora o humor no mercado de cobre.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,15%, a US$ 2.562 a tonelada, o estanho avançava 0,18%, a US$ 19.515 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,85%, a US$ 13.430 a tonelada, o alumínio caía 0,10%, a US$ 2.029,50 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,71%, a US$ 2.159 a tonelada. 

O Morgan Stanley registrou lucro líquido de US$ 2,44 bilhões no segundo trimestre deste ano, ante US$ 1,76 bilhão registrados em igual período de 2017, alta de 38%.

O lucro diluído por ação foi de US$ 1,30 no segundo trimestre deste ano, acima dos US$ 0,87 totalizados no segundo trimestre do ano passado. O resultado ficou acima da projeção do FactSet, de US$ 1,11. O lucro atribuível aos acionistas foi de US$ 2,27 bilhões.

A receita total do banco aumentou para US$ 10,61 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 9,50 bilhões atingidos um ano antes, também acima do consenso de US$ 10,05 bilhões da FactSet, uma vez que a receita de títulos institucionais melhor que a esperada ajudou a compensar a gestão de patrimônio e receita de investimentos que veio abaixo das previsões.

De acordo com o banco, os resultados positivos foram impulsionados por vendas melhores do que as esperadas e desempenho comercial. 

As construções de moradias iniciadas nos Estados Unidos caíram 12,3% em junho na comparação com o mês anterior, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,173 milhão, na maior queda mensal desde novembro de 2016, informou nesta quarta-feira o Departamento do Comércio. As permissões para novas casas, que podem sinalizar construções futuras, caíram 2,2% no mês, à taxa anual de 1,273 milhão.

O resultado veio pior do que o esperado por economistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam queda de 2,2% nas construções de moradias iniciadas e alta de 2,2% nas permissões.

Os dados de construções de moradias iniciadas são voláteis e podem estar sujeitos a grandes revisões. O dado de maio foi revisado de 1,350 milhão para 1,337 milhão, e o de junho teve margem de erro de 8,3 pontos porcentuais. 

O gráfico diário do IBOV mostra a compra no comando, com o benchmark se aproximando do forte 78.890, topo que gerou a queda expressiva vista na primeira quinzena de junho.

O desafio será grande para os touros nessa região, que será uma verdadeira trincheira, recheada de ursos de plantão.

Se vencida, projeta teste de 79.690, fundo marcado em fevereiro/18.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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