segunda-feira, 16 de julho de 2018

IBOV aponta para 78.890


Bom dia, investidor!

Pregão de hoje em SP deve ser volátil >>> LEIA MAIS >>>

Os contratos futuros de cobre operam em baixa nesta segunda-feira. A cautela com a geopolítica, que já pressionava os contratos na semana passada, se somou a alguns indicadores modestos da economia da China, sobretudo a produção industrial.

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,63%, a US$ 6.176 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Ao longo do último mês, esse contrato recuou 12%, em meio à disputa comercial entre EUA e China e ao fortalecimento do dólar.O cobre para setembro tinha baixa de 0,67%, a US$ 2,7570 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar recua ante moedas fortes nesta manhã, mas ainda sobe mais de 5% em relação a elas nos últimos três meses. Além disso, alguns números da China desapontaram investidores.

A produção industrial chinesa cresceu 6,0% em junho, na comparação anual, desacelerando da alta de 6,8% em maio. Analistas previam avanço de 6,5%, portanto o número frustrou a expectativa. Além disso, os investimentos em ativos fixos atingiram a mínima histórica em junho, também na comparação anual. 

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,7% no segundo trimestre deste ano na comparação com igual período de 2017, informou o governo local. O desempenho veio em linha com a projeção de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.

No primeiro trimestre de 2018, o PIB do país asiático avançou 6,8%. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 3,31%, a US$ 2.498 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,96%, a US$ 19.570 a tonelada, o níquel recuava 1,18%, a US$ 13.805 a tonelada, o alumínio tinha baixa de 0,1%, a US$ 2.034 a tonelada, e o chumbo caía 1,44%, a US$ 2.183 a tonelada. 

Com o final da Copa da Rússia e a França levando pra casa a taça do bicampeonato, as atenções no Brasil se voltam para o evento mais importante do calendário político: as eleições gerais de outubro. A semana será marcada pelo início oficial das convenções partidárias, que de acordo com o calendário oficial vai do dia 20 de julho até o dia 5 de agosto. 

O PDT realiza nessa sexta-feira, 20, em Brasília, a sua convenção nacional para oficializar a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. É esperado, portanto, que até essa sexta-feira o Centrão se posicione. Em reunião no sábado entre os partidos que compõem esse bloco (DEM, Solidariedade, PP e PRB) e Ciro Gomes, ficou acertado que o pedetista fará uma tentativa para ajustar o discurso e propostas comuns, principalmente na área econômica, que viabilizem o apoio dessas legendas à sua candidatura, obviamente antes da convenção de sua legenda, no dia 20. 

Para essa semana estão previstos ainda novos encontros, um deles com representantes do PR, que já integrou o Centrão, mas hoje negocia com o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Com a convenção pedetista, outro partido que deverá definir essa semana seu rumo nessa corrida presidencial é o PSB, rachado entre seguir com Ciro Gomes, apoiar o PT ou liberar seus filiados.

Os preços do petróleo caem com força nesta segunda-feira, em meio ao encontro muito aguardado entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, cujo um dos assuntos deverá ser o aumento da produção de petróleo. Além disso, relatos de que a Arábia Saudita teria oferecido petróleo extra a alguns clientes pesam sobre a commodity.

Às 10h00 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 1,62%, a US$ 69,87 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro tinha baixa de 2,02%, a US$ 73,81 o barril, na ICE.

Trump e Putin se encontram nesta segunda-feira em Helsinki, na Finlândia. Em meio a pressão de Trump para que países produtores de petróleo elevem sua produção para baixar os preços, o mercado especula que a Rússia anuncie disposição de elevar ainda mais a produção para preencher as lacunas de oferta no mercado global, se acordo com Thomas Pugh, economista de commodities da Capital Economics.

Há uma "chance justa" de Putin se comprometer em elevar a produção de petróleo em um nível mais alto do que a Rússia concordou no mês passado, em coordenação com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse Pugh.

Ao mesmo tempo, surgiram relatos de que a Arábia Saudita teria oferecido petróleo extra a dois clientes na Ásia. Além disso, especula-se que os EUA poderiam se mover para liberar mais barris de petróleo de suas reservas estratégicas de petróleo. "O governo está sofrendo uma pressão crescente diante do aumento nos preços da gasolina, com os preços médios da gasolina subindo quase 16% desde o início do ano", segundo analistas do ING Bank. 

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,53% para 1,50%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,76%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50% ante 2,70% de quatro semanas atrás.

No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 2,65% para avanço de 2,96%. Há um mês, estava em 3,50%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,05% para 3,00% ante 3,20% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,95% para 54,93%. Há um mês, estava em 55,00%. Para 2019, a expectativa permaneceu em 58,00%, ante 57,15% de um mês atrás. 

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O IBOV aponta para 78.890 como alvo no curto prazo, sendo a região que detonou a última pernada de baixa iniciada em junho.

O suporte imediato fica em 75.895, máxima do dia 10/07 e último topo vencido.

Para sessão dessa segunda-feira eu espero um pregão volátil, uma vez que temos vencimento de opções.

Um alta moderada seria o caminho mais provável para abrir a semana, na minha leitura, após a abertura vista em leve queda, acompanhando o exterior.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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