quarta-feira, 4 de julho de 2018

Feriado nos EUA deve diminuir liquidez


Bom dia, investidor!

No feriado da independência americano, bolsas asiáticas fecharam em queda e bolsa brasileira deve ter menor movimento >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, com os mercados chineses revertendo ganhos do pregão anterior, à medida que se aproxima o prazo para EUA e China aplicarem tarifas a importações um do outro, como parte do conflito comercial que há meses vem causando volatilidade nos mercados financeiros globais. Uma nova disputa envolvendo a indústria tecnológica das duas maiores economias do mundo também pesou no sentimento dos investidores.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto recuou 1% hoje, a 2.759,13 pontos, atingindo nova mínima em 28 meses, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,96%, a 1.563,00 pontos.

Na sexta-feira (06), a expectativa é que os EUA sigam adiante com um plano de adotar tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses. No mesmo dia, Pequim promete retaliar com tarifa idêntica sobre o mesmo valor em bens americanos.

Os EUA também estão envolvidos em desavenças comerciais com outros grandes parceiros, incluindo Canadá, México e União Europeia.

A fraqueza na Ásia veio também na esteira do fechamento negativo ontem dos mercados acionários de Nova York, que tiveram perdas mais acentuadas no setor de tecnologia. A queda em Wall Street foi em boa parte motivada pela decisão de um tribunal na China de proibir temporariamente a americana Micron Technology de vender chips em território chinês.

Um dia antes, o governo Trump recomendou que a China Mobile - maior operadora móvel do mundo em número de clientes - fosse impedida de entrar no mercado americano, por questões de segurança nacional.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei teve baixa de 0,31% em Tóquio hoje, a 21.717,04 pontos, pressionada por ações de tecnologia e tocando mínima em quase três meses, enquanto o Hang Seng perdeu 1,06% em Hong Kong, a 28.241,67 pontos, menor patamar em sete meses, e o sul-coreano Kospi caiu 0,32% em Seul, a 2.265,46 pontos, renovando mínima em 14 meses.

O cobre ampliou as perdas nesta quarta-feira, uma vez que as preocupações comerciais continuam a pesar sobre o metal.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para entrega em setembro caía de 0,93%, para US$ 2,8900 por libra-peso, às 9h50 (de Brasília). Já na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses recuava 0,68%, para US$ 6.465,00.

Amplamente visto como uma medida da saúde econômica global, o cobre foi recentemente sobrecarregado pelas preocupações dos investidores com as disputas comerciais globais.

Entre outros metais negociados na LME, o zinco recuava 0,83%, a US$ 2.757 a tonelada métrica, alumínio subia 0,50%, para US$ 2.100,50 a tonelada métrica, o estanho ganhava 0,36%, a US$ 19.720 a tonelada métrica, o níquel recuava 0,77%, a US$ 14.230,00 a tonelada métrica e o chumbo perdia 0,34%, a US$ 2.378 a tonelada métrica. 

Os futuros de petróleo operam em direções contrárias, na esteira de dados favoráveis sobre os estoques americanos e em meio ao feriado do Dia da Independência nos EUA, que tende a prejudicar a liquidez nos mercados financeiros globais.

Às 9h49 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro avançava 0,37% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 78,05, mas o do WTI para agosto caía 0,49% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 73,78.

No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve queda de 4,5 milhões de barris na última semana. Além disso, o API apontou reduções nos estoques de gasolina e de destilados, de 3 milhões e 400 mil barris, respectivamente.

Como hoje é feriado nos EUA, o Departamento de Energia (DoE) só publicará amanhã o levantamento oficial sobre estoques americanos, que inclui também números de produção.

Durante a madrugada, tanto o WTI e o Brent operavam em alta, na esteira do API. Desde então, o WTI mudou de direção, num dia de liquidez reduzida.

Problemas de oferta na Líbia são outro fator que tende a sustentar a commodity. No começo da semana, a estatal líbia National Oil Co. (NOC) declarou força maior em embarques de petróleo depois que uma facção militar impediu navios de entrarem em alguns portos locais. O fornecimento líbio de cerca de 850 mil barris por dia foi comprometido.

Estrategistas de petróleo do BNP Paribas preveem que o Brent não demorará para superar a barreira de US$ 80 por barril, tendo a Líbia como um dos principais motivos. Em maio, o barril do Brent chegou a ser negociado a US$ 80,50.

A produção industrial caiu 10,9% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro das expectativas dos analistas, que esperavam uma queda entre 18,00% a 4,60% na comparação mensal.

No ano, a indústria teve alta de 2,0%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 3,0%.


O gráfico diário do IBOV mostra a continuidade do pivot de alta acionado em 72.620 e o rompimento, na sessão de ontem, da média móvel de 21 períodos, mostrando "algo novo", pois, desde o início da baixa, em meados de maio, o benchmark operava abaixo dessa média.

Assim sendo, correções ou distorções potencialmente geradas pela menor liquidez esperada, poderão ser vistas como oportunidades.

A tendência para a sessão de hoje, na minha leitura, seria de um pregão morno, de alta moderada.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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