sexta-feira, 20 de julho de 2018

Centrão fecha com Alckmin


Bom dia, investidor!


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As bolsas asiáticas fecharam em geral com ganhos nesta sexta-feira. Após uma primeira metade do pregão mais fraca, horas após as praças de Nova York fecharem em território negativo, mercados acionários como os de Xangai e Hong Kong tiveram mais fôlego nas horas finais do dia, acompanhando a melhora do yuan.

A moeda chinesa esteve no radar, após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) orientar sua taxa de paridade para a maior desvalorização em relação ao dólar em dois anos. Em julho, o yuan já caiu 2,3% ante o dólar, o que beneficia exportações chinesas, mas pode gerar impactos negativos, como a fuga de capital da China. O yuan chegou a atingir mínimas em um ano mais cedo, mas ao longo da sessão se recuperou, o que apoiou o humor de investidores.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 2,05%, em 2.829,27 pontos, e a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,13%, a 1.665,97 pontos. Na semana, a Bolsa de Xangai recuou menos de 0,1%, porém este foi seu oitavo recuo semanal nas últimas nove semanas.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,76%, a 28.224,48 pontos, com ações do setor financeiro em destaque. ICBC subiu 2,8% e China Construction Bank teve alta de 2,4%. A praça local, porém, teve recuo semanal pela 14ª vez nas últimas 18 semanas.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei foi na contramão da maioria e recuou 0,29%, a 22.697,88 pontos, embora tenha avançado 0,4% na semana. Ao longo da sessão de hoje, Tóquio reduziu perdas, acompanhando a melhora do humor em outras praças asiáticas. O risco de protecionismo segue no radar e é uma ameaça para a economia do Japão, mas o Goldman Sachs lembra que o país pode se beneficiar no mais longo prazo da assinatura de acordos comerciais recentes, um deles com a União Europeia.

Líderes de partidos do chamado "Centrão" fecharam ontem acordo para apoiar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) na eleição presidencial. Depois de reunião com Alckmin na capital paulista, o grupo indicou ao tucano que a aliança será formalizada até a próxima semana, após conversas internas nas legendas para convencer os últimos defensores de uma coligação com o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT).

Segundo fontes, as cúpulas de DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade bateram o martelo, mas precisarão chancelar a aliança com Alckmin no voto. Isso correrá nas respectivas convenções nacionais de cada partido - o prazo para realização vai até 5 de agosto.

Em contrapartida, o Centrão cobrou a indicação de Josué Gomes (PR), empresário dono da Coteminas, como candidato a vice-presidente. Na quarta-feira, Alckmin disse ter “grande estima” pelo empresário e citou que era muito próximo do pai dele, José Alencar (morto em 2011), que foi vice-presidente no governo Lula (PT).

Após ver o Centrão recuar de um possível apoio para sua campanha, Ciro "reconheceu" que "comete alguns erros", mas disse que quem quiser ajudá-lo terá que saber que seu governo "servirá aos mais pobres". "Preciso sinalizar a todos os brasileiros de boa-fé que não sou o dono da verdade, eu cometo erros. Não me custa nada reconhecer isso, mas nenhum deles foi por deserção", afirmou.

Até a semana passada, Ciro tinha mais força e a preferência de pelo menos dois presidentes dos partidos do Centrão. Porém, recentes declarações polêmicas de Ciro provocaram desgaste e receio nos partidos, como um xingamento a uma promotora de Justiça, na ação movida por injuria racial em declaração crítica ao vereador paulistano Fernando Holiday, do DEM. Além disso, há resistência a propostas econômicas do pedetista, como mostrou reportagem do Estado.

Ciro também acenou aos partidos de esquerda ao defender que a paz no País só será restaurada com a "liberdade" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como mantém negociações avançadas com PSB e PCdoB, ele aproveitou para fazer uma aceno, ao condenar o que chamou de "aberração" por parte do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ao julgar um pedido de habeas corpus em nome do ex-presidente.

O cobre opera em território positivo na manhã desta sexta-feira, com operadores aproveitando uma pausa no movimento recente de valorização do dólar. Ainda assim, a tensão no comércio segue no radar.

Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,10%, a US$ 6.120,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), embora recue 1,5% até agora na semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro subia 0,87%, a US$ 2,7190 a libra-peso.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,8%, a US$ 2.612 a tonelada, o estanho avançava 0,82%, a US$ 19.605 a tonelada, o níquel tinha alta de 1,57%, a US$ 13.615 a tonelada, o alumínio operava em alta de 1,32%, a US$ 2.032,50 a tonelada, e o chumbo ganhava 0,47%, a US$ 2.144,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira, mesmo com as preocupações em torno da disputa comercial entre os EUA e China. Hoje, o presidente americano, Donald Trump, retomou suas ameaças, afirmando que os EUA estão prontos para retaliar todas as importações provenientes do gigante asiático.

Às 8h27 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro, que já é o mais líquido, subía 0,23%, a US$ 69,71 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro ganhava 0,52%, a US$ 72,89 o barril, na ICE.

Trump afirmou estar disposto a impor tarifa sobre todas as importações da China, caso não ocorram mudanças na relação comercial. "Estamos prontos a ir até 500", afirmou, durante entrevista à rede CNBC, referindo-se ao déficit comercial americano com os chineses todo o ano passado, de US$ 505 bilhões. "Eles estão tirando vantagem de nós e não gosto disso", afirmou Trump, ao comentar as relações comerciais americanas em geral, não apenas com a China.

Enquanto isso, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a União Europeia está pronta para retaliar contra eventual tarifa dos EUA sobre carros. "Situação no comércio global é séria", acrescentou.

Por outro lado, o anúncio de ontem da Arábia Saudita sobre redução de suas exportações em agosto limita as perdas. De acordo com o país árabe, suas exportações de petróleo em julho devem ficar no mesmo nível das exportações de junho, enquanto em agosto as exportações devem cair em cerca de 100 mil barris por dia.  

O gráfico diário do IBOV sugere que a simetria proposta na imagem foi cumprida, o que abriria espaço para uma sexta-feira positiva.

Pelo que vemos no mercado futuro e EWZ em Nova York, assim será.

A sombra inferior no pregão de ontem já mostrava apetite por risco por parte dos investidores, na esteira da corrida presidencial.

Minha expectativa é pela busca de 78.500 alguns minutos após a abertura dos negócios, sendo a máxima da semana, que deve ser rompida e jogar o mercado no decisivo 78.890, onde a briga será mais equilibrada.

Acima de 78.890 o alvo seria 79.690, fundo de fevereiro/18.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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