segunda-feira, 2 de julho de 2018

Bovespa repete movimento de dez/2017


Bom dia, investidor!

O gráfico diário do IBOV mostra uma semelhança com dezembro/2017 >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com perdas robustas nesta segunda-feira, primeiro dia útil do segundo semestre do ano, em meio a temores de que EUA e China cumpram recentes ameaças de tarifar bilhões de dólares em produtos um do outro no fim da semana.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto caiu 2,52% hoje, a 2.775,56 pontos, atingindo nova mínima em dois anos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, formado em boa parte por startups, recuou 1,58%, a 1.582,26 pontos.

Na sexta-feira (06), vence o prazo para que Washington aplique tarifas a US$ 34 bilhões em produtos chineses. No mesmo dia, Pequim promete retaliar e tarifar o mesmo valor em bens americanos.

Nas últimas semanas, incertezas sobre políticas comerciais, mais recentemente ligadas a investimentos externos em tecnologia dos EUA, e receios de que os movimentos retaliatórios se intensifiquem a ponto de prejudicar o crescimento da economia global têm pesado no sentimento dos investidores.

Além disso, os últimos dados de atividade industrial mostram que a expansão do setor manufatureiro da China perdeu força no mês passado. O chamado índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria chinesa caiu de 51,9 em maio para 51,5 em junho, enquanto medida similar da IHS Markit e da Caixin Media recuou de 51,1 para 51 no mesmo período.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve queda de 2,21% em Tóquio, encerrando o pregão a 21.811,93 pontos, menor patamar desde 13 de abril, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 2,35% em Seul, a 2.271,54 pontos, e o Taiex cedeu 0,54% em Taiwan, a 10.777,94 pontos. Tanto o Nikkei quando o Kospi tiveram o pior desempenho em um único dia desde o fim de março. Em Hong Kong, não houve negócios nesta segunda devido a um feriado local.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, pressionados por dados fracos de atividade manufatureira da China e incertezas no âmbito comercial.

Por volta das 9h05 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,63%, a US$ 6.577,00 por tonelada, seu menor nível desde dezembro do ano passado.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho recuava 0,37%, a US$ 2,9400 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente negativo. No horário indicado acima, o zinco tinha baixa de 0,16%, a US$ 2.852,50 por tonelada, o alumínio diminuía 0,38%, a US$ 2.124,00 por tonelada, o níquel cedia 1,87%, a US$ 14.660,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,19%, a US$ 2.404,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o estanho subia 0,56%, a US$ 19.785,00 por tonelada. 

Os preços do petróleo operam em queda nesta segunda-feira em meio a preocupação de que grandes produtores de petróleo possam aumentar a produção mais do que o esperado.

Às 9h06 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro recuava 0,59% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 78,78, enquanto o do WTI para agosto caía 0,07% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 74,11.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assustou o mercado de petróleo no sábado ao escrever em sua conta no Twitter que a Arábia Saudita concordou em aumentar sua produção em cerca de 2 milhões de barris por dia para compensar a queda na produção da Venezuela e o esperado declínio na oferta do Irã. A Casa Branca, posteriormente, esclareceu em comunicado que, em conversa telefônica com Trump, o rei saudita Salman bin Abdulaziz Al Saud havia dito que seu país dispõe "de uma capacidade ociosa de dois milhões de barris por dia", que será "usada prudentemente, se e quando necessário".

A expectativa de alta para o PIB este ano seguiu em 1,55%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,18%. Para 2019, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 2,60% para 2,50% ante 3,00% de quatro semanas atrás.

Na semana passada, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. O Ministério da Fazenda mantém a projeção de 2,5% - porcentual que parece cada vez mais improvável, em função dos números recentes de atividade.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,50% para avanço de 3,17%. Há um mês, estava em 3,80%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,20% para 3,10%, ante 3,50% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa permaneceu em 58,00%, ante 57,00% de um mês atrás.

IBOV - marcados os movimentos de dez/2017 e atual
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O gráfico diário do IBOV mostra uma semelhança entre o movimento visto em dezembro/2017 e o cenário atual.

Mesmo que a abertura seja negativa, como provavelmente o será, na esteira do exterior e tenhamos menor liquidez devido ao jogo do Brasil contra o México, na minha visão não muda a expectativa positiva para a semana.

O pivot de alta foi rompido aos 72.620 e seria normal haver um disputa entre ursos e touros na região, pois fazia tempo que o mercado não fechava de forma robusta acima da média de 21, além do fato de um pivot de alta ser um sinal importante de inflexão de preços, naturalmente desde que exista uma consolidação acima do ponto de acionamento.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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