sexta-feira, 27 de julho de 2018

Bovespa fecha a semana em alta




Bom dia, investidor!

Resistência de 79.690 foi ultrapassada na abertura >>> LEIA MAIS >>>


IBOV intradiário = clique para ampliar

As bolsas asiáticas não tiveram sinal único nesta sexta-feira. O dia foi de leve baixa na Bolsa de Xangai, sem impulso, porém Tóquio mostrou mais força, encerrando nas máximas da sessão. A bolsa japonesa foi apoiada por um enfraquecimento do iene durante o pregão, após uma operação de compra de bônus do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,56%, a 22.712,75 pontos. A praça japonesa foi apoiada pelo enfraquecimento do iene durante o pregão local, após o BoJ realizar uma operação de compra de bônus do governo japonês (JGB, na sigla em inglês). A operação do banco central ocorreu após o retorno do JGB atingir a máxima em um ano, sendo que depois da ação do BoJ o juro do bônus diminuiu e o iene também perdeu força no pregão japonês. O BoJ se reúne na próxima semana e especulações sobre um aperto em sua política monetária tem deixado o retorno do JGB com viés de alta nesta semana. Entre os papéis mais negociados em Tóquio, Mizuho Financial subiu 0,51% e Mitsubishi UFJ teve ganho de 0,32%.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,30%, em 2.873,59 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,66%, a 1.671,93 pontos. Em Xangai, Air China caiu 0,18% e Bank of China teve queda de 0,01%, com vários papéis oscilando perto da estabilidade.

O cobre opera em território negativo nesta sexta-feira, com investidores atentos às perspectivas para a economia da China. 

Às 9h50, o cobre para três meses recuava 0,21%, a US$ 6.268 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro tinha baixa de 0,32%, a US$ 2,8090 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

De acordo com analistas do Goldman Sachs, o temor de um choque no crédito e de crescimento mais fraco na China tem pesado sobre os metais.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,35%, a US$ 2.583,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,19%, a US$ 2.072 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,08%, a US$ 19.845,00 a tonelada, o níquel subia 0,18%, a US$ 13.805,00 a tonelada, e o chumbo caía 0,28%, a US$ 2.162 a tonelada. 

Nos mercados chineses, investidores comentavam que as perspectivas para o comércio entre Estados Unidos e China continuam a atrair a atenção. Não está claro, porém, quando pode haver novidades nessa frente, em meio a críticas do presidente americano, Donald Trump, a supostas injustiças dos chineses.

Os preços do petróleo operam com fraqueza nesta sexta-feira em meio ao aumento da oferta da Arábia Saudita, mas as perdas seguem limitadas, uma vez que o país suspendeu parte de seu carregamento após ataques.

Às 9h55 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,16%, a US$ 69,50 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro, contrato mais líquido, recuava 0,03%, a US$ 75,10 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, a maior exportadora de petróleo do mundo, a Arábia Saudita, suspendeu os carregamentos através de uma rota comercial no Mar Vermelho, devido a ataques a dois de seus navios-taques pelos rebeldes. A reação do mercado foi silenciada, disseram analistas, devido ao recente aumento na oferta do país, ao lado da crescente produção de outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Rússia.

Os preços do petróleo Brent subiram quase 3% esta semana. Os principais produtores de petróleo têm aumentado a produção antes das sanções dos EUA contra o Irã, que devem entrar em vigor em novembro, e que provavelmente reduzirão as exportações iranianas de petróleo.

A ameaça de liberação de ações da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA também refreou o sentimento otimista. Autoridades norte-americanas e ocidentais estão considerando uma eventual liberação emergencial de óleo estocado se novos suprimentos não forem bem-sucedidos na redução dos preços.

Entre os indicadores do dia, a Baker Hughes divulga o número de poços e plataformas em atividade nos EUA, às 14h00 (de Brasília). 

O projeto de lei (PL) que trata da reforma do PIS/Cofins está pronto e aguarda apenas uma janela para ser levado à apreciação do Congresso Nacional. Assim que a pauta enviada pela área econômica do governo no Legislativo for esvaziada, será o momento de o Ministério da Fazenda enviar a proposta, o que deve acontecer ainda antes das eleições de outubro, conforme o ministro Eduardo Guardia.

Ele confirmou que a alíquota terá de ser maior e que mais de um porcentual "pode" ser apresentado. O índice que já foi fechado, no entanto, será divulgado apenas no momento da publicação do projeto. Apesar disso, o ministro garantiu que não haverá elevação da carga tributária. Num momento de arrocho das contas públicas, tampouco há espaço para redução. Então, a intenção da Fazenda é manter a arrecadação com o PIS/Cofins, a maior fonte do governo. 

Em relação aos serviços, a equipe econômica também já decidiu pela manutenção do setor no sistema cumulativo. Esse sistema não permite a dedução de créditos tributários e paga alíquota de 3,65%. Se mudasse para o sistema não cumulativo, a alíquota também teria de subir.

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, descartou nesta quinta-feira, 26, uma possível aliança com o PR nas eleições para incluir Josué Gomes na chapa como vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato.

Segundo Gleisi, Lula e Josué são amigos e o petista “ficou feliz” com a recusa do político em ser vice de Geraldo Alckmin (PSDB) na campanha presidencial. Josué é filho do ex-vice-presidente de Lula, José Alencar, morto em 2010. A aliança com o PT chegou a ser aventada, mas o PR acabou fechando com o tucano, juntamente com o Centrão. “Ele respeita a posição do Josué”, disse Gleisi sobre a fala do ex-presidente.

O PIB norte-americano cresceu a uma taxa anualizada de 4,1% no 2º TRI, no ritmo mais forte em quase 4 anos.

O IBOV iniciou o pregão com alta, marcado avanço de 0,70% enquanto escrevo.


A mínima da sessão foi colada na média móvel de 5 períodos e houve rompimento do forte 79.690 logo de cara.

A expectativa é por uma sessão positiva, de alta moderada, fechando bem o período semanal, na minha leitura. Clique no gráfico semanal para ampliar.

O ponto alto seria o rompimento da máxima de ontem em 80.590, algo possível, porém improvável para hoje.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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