quinta-feira, 19 de julho de 2018


Bom dia, investidor!

As bolsa asiáticas fecharam em território negativo nesta quinta-feira. Em várias praças a abertura foi positiva, porém ao longo do pregão o quadro piorou, diante da queda do petróleo e com a cautela em relação ao comércio global no radar.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,13%, em 22.764,68 pontos. Com isso, a bolsa japonesa interrompeu uma sequência de quatro altas, em dia de valorização do iene frente ao dólar, o que tende a pressionar ações de exportadoras locais. Na agenda de indicadores, dados oficiais mostraram que o Japão teve superávit comercial de 721,4 bilhões de ienes em junho, o que superou a expectativa de 534,2 bilhões de ienes dos analistas. O superávit comercial japonês com os EUA avançou 0,5% na comparação anual de junho, o que pode reforçar o argumento do governo americano de que é alvo de injustiças na arena comercial.

A Bolsa de Xangai teve queda de 0,53%, a 2.772,55 pontos, em sua quinta queda consecutiva, a primeira sequência do tipo nessa praça desde o fim de maio. As ações do setor de aviação tiveram jornada negativa, com China Southern e Air China em baixa de mais de 5%, enquanto o yuan continuou a recuar ante o dólar. O petróleo fraco também não ajudou. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,79%, a 1.647,40 pontos.

Os contratos futuros de petróleo caem na manhã desta quinta-feira, após um aumento nos estoques da commodity na última semana nos Estados Unidos. 

Às 9h31 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 0,86%, a US$ 68,17 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuava 1,07%, a US$ 72,12 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo avançaram 5,836 milhões de barris, o que contrariou a previsão de queda de 3,3 milhões de barris dos analistas. Os estoques de gasolina, porém, recuaram 3,165 milhões de barris.

O cobre opera em território negativo nesta quinta-feira, em meio a temores sobre o comércio global, que penalizam as commodities. Além disso, o dólar valorizado contribui para o movimento.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 3,03%, a US$ 5.993 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro caía 2,75% ,a US$ 2,6840 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em Londres, o contrato recuou abaixo da marca importante de US$ 6 mil a tonelada, atingindo nova mínima em 12 meses.

No câmbio, o dólar mais forte torna as commodities, cotada nessa moeda, mais caras para os detentores de outras divisas. A pressão cambial tem sido fator crucial para que o cobre tenha perdido um quinto de seu valor em seis semanas. Os futuros de cobre em Londres recuam quase 22% desde suas máximas em vários anos do início de junho.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 4,2%, a US$ 2.510 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,61%, a US$ 19.410 a tonelada, o níquel cedia 2,63%, a US$ 13.305 a tonelada, o alumínio caía 1,15%, a US$ 2.012 a tonelada, e o chumbo tinha queda de 2,76%, a US$ 2.110 a tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires. 

O empresário Josué Alencar, filho de José Alencar, falecido ex-vice-presidente da República de Luiz Inácio Lula da Silva, foi indicado ontem pelos partidos que compõem o chamado Centrão para ser candidato a vice na chapa presidencial que o bloco apoiar. 

O PR, sigla de Josué, estava em negociações com o PSL de Jair Bolsonaro e com o PT, mas no encontro desta quarta-feira do Centrão, o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado no Mensalão, mas ainda o nome mais influente do partido, decidiu aderir ao bloco a fim de caminharem juntos nessas eleições. 

O Centrão terá agora de escolher se apoia Ciro Gomes (PDT), também cortejado pelo PSB, ou Geraldo Alckmin (PSDB), que ontem ganhou um reforço de peso em sua campanha, a adesão do PTB. Com a adesão do PR, o Centrão, composto também por DEM, PP, PRB e Solidariedade, deverá ter cerca de 40% do tempo de TV nessa corrida presidencial, o que numa campanha acirrada, curta e muito competitiva pode ser um fator decisivo para a conquista do Palácio do Planalto.

O gráfico diário do IBOV tem um sinal de correção marcado na véspera, movimentação normal dentro de um cenário de topos e fundos ascendentes.

O fluxo cambial positivo e o fato dos estrangeiros terem saldo relevante no mercado à vista no mês de julho no Brasil (+ R$ 3.223.236,00) até o dia 16/07, são variáveis que podem dar sustentação à uma recuperação dos preços, talvez ainda hoje durante o pregão.

Na minha leitura teremos uma abertura em baixa, com uma provável busca por suporte na região de 76.500, com posterior reação e fechamento próxima da estabilidade nessa quarta-feira.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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