segunda-feira, 30 de julho de 2018

Para o IBOV, meta é 80.590


Bom dia, investidor!

Vencidos os 80.000, Bolsa segue altista com próxima meta em 80.590 >>> LEIA MAIS >>>

IBOV agora (10h48)
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As principais bolsas asiáticas fecharam na maioria em território negativo, nesta segunda-feira, influenciadas pela jornada negativa nas bolsas de Nova York da sexta-feira, quando o setor de tecnologia mostrou fraqueza. Além disso, investidores mostravam-se cautelosos à espera da decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). Há também expectativa nas praças asiáticas por outros anúncios importantes na política monetária global, em semana de reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,16%, em 2.869,05, em seu quarto recuo consecutivo. Ações dos setores de infraestrutura e financeiro continuaram a se sair em geral bem. Já alguns papéis do setor de entretenimento tiveram quedas fortes, em meio a uma investida de Pequim para combater contratos de gaveta nessas empresas. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 1,40%, a 1.648,59 pontos, em jornada negativa para ações de companhias menores no país.

Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,74%, em 22.544,84 pontos, com ações de exportadoras pressionadas pelo iene em patamar forte. Além disso, há expectativa pela decisão do BoJ, que sai à 0h (de Brasília) desta terça-feira. A especulação de que o BC japonês possa deixar o juro do bônus do governo local flutuar mais tem levado esses retornos para cima, o que fez o BoJ realizar mais cedo a terceira intervenção em uma semana no mercado de dívida, com a compra ilimitada de bônus. Mais cedo, o juro do bônus (JGB, na sigla em inglês) de 10 anos atingiu 0,11%, na máxima desde fevereiro de 2017, mas depois da operação do BoJ ele retornou para cerca de 0,10%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixa de 0,25, a 28.733,13 pontos. Entre os principais papéis, Tencent caiu 1,6% e atingiu nova mínima em 2018.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, um agregado da confiança do consumidor e das empresas, recuou de 112,3 em junho a 112,1 em julho, na mínima em quase um ano, porém acima da média histórica, informou nesta segunda-feira a Comissão Europeia. O resultado veio em linha com a expectativa dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Apenas a confiança do consumidor ficou estável em -0,6 em julho, como previsto pelos economistas. A confiança da indústria teve baixa de 6,9 em junho para 5,8 em julho, ante expectativa de 6,7, mas a do segmento de serviços subiu de 14,4 em junho a 15,3 em julho.

A piora no sentimento da indústria pode estar relacionada aos temores sobre as relações de comércio futuras entre a zona do euro e os Estados Unidos. Os números como um todo, porém, mostram que o crescimento não deve desacelerar muito nos próximos meses.

A pesquisa foi concluída antes da reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em 25 de julho, quando foram anunciados avanços no diálogo comercial para eliminar tarifas e subsídios. A notícia poderia, assim, apoiar um avanço na confiança da região na pesquisa relativa a agosto.

A campanha do PSDB nacional deve priorizar, a partir de agosto, nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Região Sul, afirmou o coordenador do programa de governo de Geraldo Alckmin, Luiz Filipe D'Ávila.

"Vamos focar nos maiores colégios eleitorais e onde o Geraldo é mais conhecido para impulsionar as pesquisas e a capacidade de conseguir votos", disse. Na última pesquisa CNI/Ibope, divulgada no mês de junho, o tucano aparece com 6% das intenções de voto.

Para D'Ávila, a vitória de João Doria como governador em São Paulo é fundamental para o sucesso da campanha presidencial. "A vitória em SP assegura a vitória à Presidência e devemos aproveitar a popularidade do Geraldo aqui para que isso aconteça".

D'Ávila participa da convenção estadual do partido. O evento está atrasado. O mestre de cerimônias pede constantemente que os delegados votem, porque ainda não há quórum para iniciar a convenção. Do lado de fora do local, há um tumulto. Dezenas de pessoas estão na calçada e na rua e são impedidas de entrar na convenção. O centro de eventos na zona Oeste de São Paulo já está bem cheio.

O cobre opera em baixa na manhã desta segunda-feira, influenciado pela queda noas mercados acionários da Ásia mais cedo. Além disso, há expectativa pela divulgação nesta semana de dados da indústria da China e dos Estados Unidos.

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,59%, a US$ 6.207 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 7h34, o cobre para setembro recuava 0,95%, a US$ 2,7755 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

São monitoradas também notícias sobre uma potencial greve na mina Escondida, no Chile, a maior do mundo, em meio a negociações entre funcionários e patrões, dizem analistas do ING Bank.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,94%, a US$ 2.604 a tonelada, o alumínio caía 2,2%, a US$ 2.529,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,05%, a US$ 19.875 a tonelada, o níquel recuava 0,18%, a US$ 13.755 a tonelada, e o chumbo subia 0,07%, a US$ 2.134 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos no início desta semana, com investidores ainda de olho em sinais que podem levar os contratos para um lado ou para outro. Nesse contexto, o cenário deve continuar a ser de volatilidade para a commodity. Nesta manhã, o dólar mais fraco ante outras moedas fortes apoia as altas, já que nesse caso o petróleo fica mais barato para os detentores de outras divisas.

Às 9h55 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 1,30%, a US$ 69,58 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro avançava 0,55%, a US$ 75,17 o barril, na plataforma ICE.

Há ainda expectativa para as primeiras estimativas da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em julho, que devem vir a público nesta semana. Analistas dizem que deve atrair a atenção especialmente o número da produção da Arábia Saudita. 

A expectativa de alta para o PIB este ano seguiu em 1,50%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,55%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, como visto quatro semanas atrás.

No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. Em 20 de julho, o Ministério do Planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu com alta de 2,91%. Há um mês, estava em 3,17%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 3,10% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,60% para 54,90%. Há um mês, estava em 55,00%. Para 2019, a expectativa permaneceu em 58,00%, mesmo porcentual de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma inclinação francamente altista e correções no tempo ao longo do caminho, desde a inflexão vista em meados de junho.

A importante distância em relação à média móvel de 21 períodos é um fator que pede cautela, porém a maré é compradora.

O ponto alto seria o rompimento da máxima da semana passada aos 80.590, abrindo espaço para mais valorização, mesmo que seja lenta e gradual.

A expectativa para o pregão de hoje é de alta moderada, na minha leitura.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Bovespa fecha a semana em alta




Bom dia, investidor!

Resistência de 79.690 foi ultrapassada na abertura >>> LEIA MAIS >>>


IBOV intradiário = clique para ampliar

As bolsas asiáticas não tiveram sinal único nesta sexta-feira. O dia foi de leve baixa na Bolsa de Xangai, sem impulso, porém Tóquio mostrou mais força, encerrando nas máximas da sessão. A bolsa japonesa foi apoiada por um enfraquecimento do iene durante o pregão, após uma operação de compra de bônus do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,56%, a 22.712,75 pontos. A praça japonesa foi apoiada pelo enfraquecimento do iene durante o pregão local, após o BoJ realizar uma operação de compra de bônus do governo japonês (JGB, na sigla em inglês). A operação do banco central ocorreu após o retorno do JGB atingir a máxima em um ano, sendo que depois da ação do BoJ o juro do bônus diminuiu e o iene também perdeu força no pregão japonês. O BoJ se reúne na próxima semana e especulações sobre um aperto em sua política monetária tem deixado o retorno do JGB com viés de alta nesta semana. Entre os papéis mais negociados em Tóquio, Mizuho Financial subiu 0,51% e Mitsubishi UFJ teve ganho de 0,32%.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,30%, em 2.873,59 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,66%, a 1.671,93 pontos. Em Xangai, Air China caiu 0,18% e Bank of China teve queda de 0,01%, com vários papéis oscilando perto da estabilidade.

O cobre opera em território negativo nesta sexta-feira, com investidores atentos às perspectivas para a economia da China. 

Às 9h50, o cobre para três meses recuava 0,21%, a US$ 6.268 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro tinha baixa de 0,32%, a US$ 2,8090 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

De acordo com analistas do Goldman Sachs, o temor de um choque no crédito e de crescimento mais fraco na China tem pesado sobre os metais.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,35%, a US$ 2.583,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,19%, a US$ 2.072 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,08%, a US$ 19.845,00 a tonelada, o níquel subia 0,18%, a US$ 13.805,00 a tonelada, e o chumbo caía 0,28%, a US$ 2.162 a tonelada. 

Nos mercados chineses, investidores comentavam que as perspectivas para o comércio entre Estados Unidos e China continuam a atrair a atenção. Não está claro, porém, quando pode haver novidades nessa frente, em meio a críticas do presidente americano, Donald Trump, a supostas injustiças dos chineses.

Os preços do petróleo operam com fraqueza nesta sexta-feira em meio ao aumento da oferta da Arábia Saudita, mas as perdas seguem limitadas, uma vez que o país suspendeu parte de seu carregamento após ataques.

Às 9h55 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,16%, a US$ 69,50 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro, contrato mais líquido, recuava 0,03%, a US$ 75,10 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, a maior exportadora de petróleo do mundo, a Arábia Saudita, suspendeu os carregamentos através de uma rota comercial no Mar Vermelho, devido a ataques a dois de seus navios-taques pelos rebeldes. A reação do mercado foi silenciada, disseram analistas, devido ao recente aumento na oferta do país, ao lado da crescente produção de outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Rússia.

Os preços do petróleo Brent subiram quase 3% esta semana. Os principais produtores de petróleo têm aumentado a produção antes das sanções dos EUA contra o Irã, que devem entrar em vigor em novembro, e que provavelmente reduzirão as exportações iranianas de petróleo.

A ameaça de liberação de ações da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA também refreou o sentimento otimista. Autoridades norte-americanas e ocidentais estão considerando uma eventual liberação emergencial de óleo estocado se novos suprimentos não forem bem-sucedidos na redução dos preços.

Entre os indicadores do dia, a Baker Hughes divulga o número de poços e plataformas em atividade nos EUA, às 14h00 (de Brasília). 

O projeto de lei (PL) que trata da reforma do PIS/Cofins está pronto e aguarda apenas uma janela para ser levado à apreciação do Congresso Nacional. Assim que a pauta enviada pela área econômica do governo no Legislativo for esvaziada, será o momento de o Ministério da Fazenda enviar a proposta, o que deve acontecer ainda antes das eleições de outubro, conforme o ministro Eduardo Guardia.

Ele confirmou que a alíquota terá de ser maior e que mais de um porcentual "pode" ser apresentado. O índice que já foi fechado, no entanto, será divulgado apenas no momento da publicação do projeto. Apesar disso, o ministro garantiu que não haverá elevação da carga tributária. Num momento de arrocho das contas públicas, tampouco há espaço para redução. Então, a intenção da Fazenda é manter a arrecadação com o PIS/Cofins, a maior fonte do governo. 

Em relação aos serviços, a equipe econômica também já decidiu pela manutenção do setor no sistema cumulativo. Esse sistema não permite a dedução de créditos tributários e paga alíquota de 3,65%. Se mudasse para o sistema não cumulativo, a alíquota também teria de subir.

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, descartou nesta quinta-feira, 26, uma possível aliança com o PR nas eleições para incluir Josué Gomes na chapa como vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato.

Segundo Gleisi, Lula e Josué são amigos e o petista “ficou feliz” com a recusa do político em ser vice de Geraldo Alckmin (PSDB) na campanha presidencial. Josué é filho do ex-vice-presidente de Lula, José Alencar, morto em 2010. A aliança com o PT chegou a ser aventada, mas o PR acabou fechando com o tucano, juntamente com o Centrão. “Ele respeita a posição do Josué”, disse Gleisi sobre a fala do ex-presidente.

O PIB norte-americano cresceu a uma taxa anualizada de 4,1% no 2º TRI, no ritmo mais forte em quase 4 anos.

O IBOV iniciou o pregão com alta, marcado avanço de 0,70% enquanto escrevo.


A mínima da sessão foi colada na média móvel de 5 períodos e houve rompimento do forte 79.690 logo de cara.

A expectativa é por uma sessão positiva, de alta moderada, fechando bem o período semanal, na minha leitura. Clique no gráfico semanal para ampliar.

O ponto alto seria o rompimento da máxima de ontem em 80.590, algo possível, porém improvável para hoje.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 26 de julho de 2018

IBOV em alta com balanços e bom fluxo cambial



Bom dia, investidor!

Bradesco aponta 5 bi de reais e Vale 71 mi de dólares >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam na sua maioria em queda nesta quinta-feira. Na China, a Bolsa de Xangai mostrou pouco fôlego, após avanços recentes, enquanto na Bolsa de Tóquio a valorização da moeda japonesa pressionou ações de exportadoras. A Bolsa de Seul, porém, foi na contramão, apoiada pelo setor de tecnologia.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,74%, em 2.882,23 pontos. A praça local ficou em território negativo já pela manhã, sem força para reagir ao longo do pregão, após altas recentes, com o setor financeiro em geral em queda. Ações de empresas menores também tiveram desempenho fraco. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve baixa de 0,93%, em 1.683,09 pontos. Mesmo com o resultado de hoje, a Guotai Junan Securities prevê que o apetite por risco deve ganhar força nas bolsas chinesas, especialmente em setores considerados subvalorizados neste momento.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 0,48%, a 28.781,14 pontos. Papéis de grandes companhias chinesas terminaram a maioria em baixa. Tencent caiu 1,3%, aparentemente como reflexo do impacto negativo do balanço do Facebook, divulgado após o fechamento de ontem em Nova York. Companhias do setor automotivo também ficaram pressionadas, com Geely em baixa de 3,3%.

Na Bolsa de Tóquio, a valorização do iene durante o pregão asiático pressionou as ações de exportadoras japonesas. O índice Nikkei fechou em queda de 0,12%, em 22.586,87 pontos, oscilando em leve baixa ao longo do dia. A farmacêutica Eisai recuou 10%, após altas fortes recentes, mas ainda assim sobe 28% neste mês.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira manter suas taxas de juros e reafirmou que seu programa de compra de bônus termina em dezembro, como esperado pelos analistas. A taxa básica de juros, a de refinanciamento, seguiu em 0%, enquanto a taxa de depósitos continua em -0,4%.

O BCE também reafirmou seu plano de manter os juros nos níveis atuais "pelo menos até o verão [europeu] de 2019 e de qualquer modo o tempo necessário para garantir a convergência sustentada continuada da inflação aos níveis próximos de 2% no médio termo". O verão europeu vai de meados de junho até meados de setembro.

O BCE reiterou que suas compras líquidas de bônus serão de 30 bilhões de euros ao mês até o fim de setembro. Entre outubro e o fim de dezembro, elas devem ser de 15 bilhões de euros mensais. A instituição disse ainda que manterá sua política de reinvestimento por um período prolongado após o término do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês).

O Bradesco anunciou hoje lucro líquido recorrente de R$ 5,161 bilhões no segundo trimestre deste ano, cifra 9,7% maior que a registrada no mesmo intervalo de 2017, de R$ 4,704 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando a cifra ficou em R$ 5,102 bilhões, cresceu 1,2%.

"A evolução do lucro líquido tanto no comparativo trimestral como anual foi impulsionada pela boa performance de nossas receitas de prestação de serviços e resultado das operações de seguros, previdência e capitalização", destaca o banco, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

De janeiro a junho, o lucro líquido recorrente do Bradesco somou R$ 10,263 bilhões, montante 9,7% superior ao registrado na primeira metade de 2017, quando foi a R$ 9,352 bilhões.

A Vale apresentou um lucro líquido de US$ 76 milhões no segundo trimestre deste ano, mais de quatro vezes maior do que aquele reportado no mesmo período do ano passado. O montante, contudo, representa um recuo de 95% ante os três meses imediatamente anteriores. Na primeira metade do ano o lucro da maior fabricante de minério de ferro do mundo alcançou US$ 1,666 bilhão, recuo de 33,5%.

“Estou satisfeito porque vários dos principais aspectos de nossa estratégia foram destacados no último trimestre. Mostramos um progresso significativo em previsibilidade, flexibilidade, gerenciamento de custos, disciplina na alocação de capital e diversificação por meio de nossos próprios ativos”, destacou o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, em relatório que acompanha o demonstrativo financeiro da companhia.

O lucro da companhia, além do efeito de US$ 391 milhões referentes aos programas de reparação e compensação relacionados ao rompimento da barragem em Mariana (MG) e do fornecimento de US$ 20 milhões de capital de giro para a Samarco, também foi afetado com a depreciação do real ante o dólar, que aumentou a dívida denominada em dólar da companhia. A marcação a mercado de debêntures participativas trouxe um impacto de US$ 304 milhões ao lucro. "Todos os ajustes resultaram em um impacto de US$ 1,035 bilhão do imposto de renda sobre o lucro líquido recorrente", frisa a companhia, no documento citado.

Os contratos futuros de petróleo subiam mais cedo, porém o WTI perdeu fôlego e oscila perto da estabilidade. O Brent, por sua vez, é apoiado pela notícia de que a Arábia Saudita paralisou embarques no Mar Vermelho, no mais recente sinal de que as tensões no Oriente Médio prejudicam o fluxo da commodity.

Às 9h48 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,07%, a US$ 69,25 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro, contrato mais líquido, avançava 0,58%, a US$ 74,84 o barril, na ICE.

Maior exportador do mundo, a Arábia Saudita interrompeu o envio do óleo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, na quarta-feira, após rebeldes houthis atacarem dois de seus navios-tanque. Uma coalizão liderada pelos sauditas no Iêmen tem enfrentado esses rebeldes desde 2015, enquanto os houthis receberiam apoio do Irã. 

Além disso, investidores ainda analisam o relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que mostrou recuo maior que o previsto nos estoques dos EUA na última semana. O dólar um pouco mais fraco e os avanços no diálogo sobre comércio entre o governo americano e a União Europeia também estão no radar, já que podem apoiar a demanda. 

IBOV estável agora às 12:20 = clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark francamente inclinado para a compra, sustentado pelo fluxo cambial positivo nas últimas semanas.

O suporte imediato fica no fundo de fevereiro aos 79.690, ponto rompido no pregão de ontem, quando tivemos um marobuzu.

Uma recuo até essa região não mudaria em nada a trajetória ascendente do mercado, sendo possível admissível.

Porém, como a maré é compradora, a minha expectativa para essa quinta-feira é de mais uma sessão de alta moderada.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 25 de julho de 2018

IBOV forma novos suportes


Bom dia, investidor!

IBOV consolida novos suportes >>>> LEIA MAIS >>>

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As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único nesta quarta-feira, com investidores à espera de novidades no comércio global, horas antes de uma reunião na Casa Branca entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Em Xangai, o dia foi levemente negativo, após a alta robusta da sessão anterior, mas em Tóquio houve ganhos, com ações do setor de energia em destaque.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,07%, em 2.903,65 pontos, enquanto a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou também 0,07%, a 1.698,81 pontos. Ontem, ambas haviam subido cerca de 1,5%, na esteira da notícia da imprensa estatal segundo o qual o gabinete chinês havia pedido uma política fiscal mais proativa. Hoje, houve leve correção, com uma pausa nas bolsas chinesas, o que fez Xangai encerrar um período de três dias seguidos de ganhos.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,46%, a 22.614,25 pontos. Papéis de companhias ligadas a metais e ao setor de energia em geral se destacaram, mas em jornada com volumes mais baixos em negociação. O volume negociado foi o quarto mais fraco de 2018, com investidores à espera de balanços trimestrais. Entre os destaques, Shin-Etsu Chemical subiu 3,9%, após conseguir um contrato de US$ 1,49 bilhão para construir uma fábrica na Louisiana.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha elaborado pelo instituto Ifo recuou de 101,8 em junho a 101,7 em julho, na mínima desde março de 2017, segundo a própria entidade, mas ficou acima da previsão de 101,5 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

O índice de expectativas econômicas, por sua vez, caiu de 98,6 em junho para 98,2 em julho, embora também superando a expectativa de 98,1 dos economistas. O índice das condições atuais subiu de 105,1 em junho a 105,3 em julho, o que contrariou a previsão de queda a 104,7 dos analistas. 

O petróleo opera sem sinal único, na manhã desta quarta-feira. Os contratos passaram as últimas horas em território positivo, mas o WTI perdeu fôlego, com investidores de olho nos estoques dos Estados Unidos e também em sinais sobre a produção global.

Às 9h36 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,12%, a US$ 68,42 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro avançava 0,54%, a US$ 73,84 o barril, na ICE.

No fim da terça-feira, o American Petroleum Institute informou que houve uma queda de 3,2 milhões de barris nos estoques na última semana, enquanto os estoques de gasolina e destilados também recuaram. Às 11h30, será divulgado o relatório oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Os operadores também monitoram as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que pode levar a sanções mais duras dos americanos contra o rival, prejudicando suas exportações da commodity. Por outro lado, o governo da Rússia elevou a projeção para sua oferta neste ano.

Os preços do cobre operam sem direção única.

Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,32%, a US$ 6.282,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro tinha queda de 0,21%, a US$ 2,8045 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

No encontro entre Trump e Juncker, marcado para acontecer às 14h30 (de Brasília) na Casa Branca, em Washington, terá como tema principal o comércio, após Trump ameaçar aplicar tarifas sobre a importações de carros europeus. Hoje, a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, afirmou que, caso os Estados Unidos levem adiante a ameaça de impor tarifas contra automóveis dos países do bloco, a UE está pronta para retaliar com tarifas sobre US$ 20 bilhões em produtos americanos.

A China, maior consumidora mundial de metais industriais como o cobre, aprovou nesta semana novas medidas fiscais, incluindo isenções fiscais e bônus especiais para investimentos em infraestrutura, para fortalecer sua economia. 

A pouco mais de uma semana da Convenção Nacional que oficializará seu nome na corrida pela Presidência e ainda sem partidos na coligação, a pré-candidata da Rede, Marina Silva, voltou a dizer que pode utilizar da “prata da casa” para compor sua chapa e citou o economista Ricardo Paes de Barros como um possível nome.

Um dos pais do Bolsa Família no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Paes de Barros é filiado à Rede e colaborador da campanha de Marina Silva.

Apesar de ter recusado o convite para ser vice do pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, declarou apoio ao tucano em artigo publicado hoje no jornal Folha de S.Paulo. No texto, intitulado "Nas eleições deste ano, não se pode errar", Josué diz que aplaude os partidos que decidiram apoiar Alckmin e afirma que o ex-governador de São Paulo é o melhor nome para as eleições 2018.

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de massa, com volume razoável, formado na sessão de ontem.

Ficaram para trás as conhecidas barreiras em 78.520 e 78.890, agora suportes imediatos em caso de correção, pela inversão de polaridade da análise técnica.

O benchmark terá dois novos desafios à frente, caso os touros tenham fôlego para sustentar os preços ao longo do dia: 79.500, região que marca a máxima do dia 20/07 e de ontem e logo acima 79.690, fundo de fevereiro/18.

A minha expectativa para esse pregão é de alta moderada, oscilando, em alguns momentos, perto da estabilidade.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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terça-feira, 24 de julho de 2018

Vale tem rating elevado


Bom dia, investidor!


As bolsas asiáticas fecharam em território positivo nesta terça-feira, apoiadas por uma declaração do dia anterior do governo da China, lida por investidores como uma perspectiva de estímulos fiscal no país. Na praça japonesa, houve recuperação após uma jornada negativa no pregão anterior, com destaque para os setores eletrônico e de aço.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,61%, em 2.905,56 pontos, enquanto a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve avanço de 1,51%, a 1.699,97 pontos. Influiu a notícia da imprensa estatal segundo a qual o gabinete chinês, o Conselho de Estado, pediu uma política fiscal mais proativa para estimular o crescimento. O gabinete anunciou medidas para impulsionar o consumo doméstico e determinou que governos locais invistam mais em infraestrutura com bônus especiais, de acordo com um comunicado divulgado pela imprensa estatal no fim da segunda-feira (hora local).

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou com ganho de 1,44%, em 28.662,57 pontos, também apoiado pelos sinais do governo chinês. Papéis dos setores de construção e bancário se destacaram, com China Construction Bank e ICBC ambos em alta de mais de 3%. O papel do HSBC negociado em Hong Kong subiu 12%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei teve alta de 0,51%, em 22.510,48 pontos. A ação da fabricante de robôs Fanuc subiu 3,8% e a siderúrgica JFE, 3,4%. O índice da bolsa japonesa, porém, com isso recuperou apenas parte da queda de 1,33% do pregão da segunda-feira.

O cobre opera com ganhos na manhã de hoje, um dia após a China aprovar novas medidas fiscais para impulsionar sua economia. Ao mesmo tempo, o dólar mais fraco ante moedas fortes contribui para o movimento.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,70%, a US$ 6.171,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro tinha alta de 0,82%, a US$ 2,7690 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar, por sua vez, recua ante moedas fortes nesta manhã. Nesse caso, o cobre, cotado na moeda americana, fica mais barato para os detentores de outras divisas, o que impulsiona a demanda.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,94%, a US$ 2.604,00 a tonelada, o alumínio ganhava 0,83%, a US$ 2.086,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,41%, a US$ 19.590,00 a tonelada, o níquel subia 1,08%, a US$ 13.515,00 a tonelada, e o chumbo avançava 0,54%, a US$ 2.140,00 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam em alta moderada nesta terça-feira em meio a crescentes tensões entre os EUA e o Irã, que poderiam interromper ainda mais as exportações de petróleo da República islâmica.

Às 9h58 (de Brasília), o petróleo Brent, referência mundial, subia 0,22%, para US$ 73,22 o barril na ICE, enquanto o WTI avançava 0,71%, para US$ 68,36 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os preços têm oscilado entre ganhos e perdas, após ameaças entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu colega iraniano, Hassan Rouhani, enquanto o mercado de petróleo tentava avaliar o quanto a oferta de petróleo iraniano poderia estar em risco.

No final de domingo, Trump publicou em sua conta no Twitter uma mensagem destinada a Rouhani, alertando-o para que nunca ameace os EUA, "ou sofrerá as consequências que poucos na história sofreram". As palavras de Trump foram uma resposta a comentários de ontem de Rouhani, que disse que "a paz com o Irã é a mãe de toda a paz e a guerra com o Irã é a mãe de todas as guerras".

Em maio, Trump retirou os EUA de um acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear do Irã, preparando o cenário para a reinstituição das sanções econômicas que devem atrapalhar a indústria de petróleo do Irã. Analistas estimam que até 1 milhão de barris por dia dos mais de 2,5 milhões de barris por dia do Irã podem estar em risco nas exportações de petróleo. Trump prometeu impor as mais rigorosas sanções possíveis.

Além disso, os investidores aguardam dados de estoques do American Petroleum Institute que saem hoje no final da tarde e os dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA, que serão conhecidos amanhã. 

A Secretaria da Receita Federal anuncia nesta manhã o resultado da arrecadação de tributos federais e contribuições previdenciárias do mês de junho de 2018. Os dados serão divulgados às 10h30. Em seguida, às 11h, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, concederá entrevista coletiva à imprensa para detalhar os números.

Vale abre com +4
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As ações da mineradora Vale devem reagir positivamente à elevação de rating, na noite de ontem, pela Moody's, que voltou a conceder o grau de investimento à mineradora. Mesmo porque, às vésperas da divulgação de seus resultados, cujas expectativas são positivas, o bom humor do mercado externo deve ajudar ainda mais o papel.

O gráfico diário do IBOV sugere uma simetria positiva, que elevaria os preços, dando continuidade ao domínio comprador visto desde os 69K.

A tendência para a sessão dessa terça-feira é de alta firme, desde a abertura até o fechamento dos negócios.

Se deixar para trás e fechar acima de 78.520, afasta o fantasma de um topo duplo no diário, reforçando a compra.

Acima de 78.890 seria um segundo estágio da movimentação, uma vez que esse ponto foi justamente onde iniciou-se a última pernada de baixa vista em junho.

Logo acima temos a máxima da semana passada (79.490) como resistência, seguida pelo fundo de fevereiro/18 aos 79.690.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Centrão fecha com Alckmin


Bom dia, investidor!


Notícias da corrida presidencial impulsionam a bolsa >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em geral com ganhos nesta sexta-feira. Após uma primeira metade do pregão mais fraca, horas após as praças de Nova York fecharem em território negativo, mercados acionários como os de Xangai e Hong Kong tiveram mais fôlego nas horas finais do dia, acompanhando a melhora do yuan.

A moeda chinesa esteve no radar, após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) orientar sua taxa de paridade para a maior desvalorização em relação ao dólar em dois anos. Em julho, o yuan já caiu 2,3% ante o dólar, o que beneficia exportações chinesas, mas pode gerar impactos negativos, como a fuga de capital da China. O yuan chegou a atingir mínimas em um ano mais cedo, mas ao longo da sessão se recuperou, o que apoiou o humor de investidores.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 2,05%, em 2.829,27 pontos, e a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,13%, a 1.665,97 pontos. Na semana, a Bolsa de Xangai recuou menos de 0,1%, porém este foi seu oitavo recuo semanal nas últimas nove semanas.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,76%, a 28.224,48 pontos, com ações do setor financeiro em destaque. ICBC subiu 2,8% e China Construction Bank teve alta de 2,4%. A praça local, porém, teve recuo semanal pela 14ª vez nas últimas 18 semanas.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei foi na contramão da maioria e recuou 0,29%, a 22.697,88 pontos, embora tenha avançado 0,4% na semana. Ao longo da sessão de hoje, Tóquio reduziu perdas, acompanhando a melhora do humor em outras praças asiáticas. O risco de protecionismo segue no radar e é uma ameaça para a economia do Japão, mas o Goldman Sachs lembra que o país pode se beneficiar no mais longo prazo da assinatura de acordos comerciais recentes, um deles com a União Europeia.

Líderes de partidos do chamado "Centrão" fecharam ontem acordo para apoiar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) na eleição presidencial. Depois de reunião com Alckmin na capital paulista, o grupo indicou ao tucano que a aliança será formalizada até a próxima semana, após conversas internas nas legendas para convencer os últimos defensores de uma coligação com o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT).

Segundo fontes, as cúpulas de DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade bateram o martelo, mas precisarão chancelar a aliança com Alckmin no voto. Isso correrá nas respectivas convenções nacionais de cada partido - o prazo para realização vai até 5 de agosto.

Em contrapartida, o Centrão cobrou a indicação de Josué Gomes (PR), empresário dono da Coteminas, como candidato a vice-presidente. Na quarta-feira, Alckmin disse ter “grande estima” pelo empresário e citou que era muito próximo do pai dele, José Alencar (morto em 2011), que foi vice-presidente no governo Lula (PT).

Após ver o Centrão recuar de um possível apoio para sua campanha, Ciro "reconheceu" que "comete alguns erros", mas disse que quem quiser ajudá-lo terá que saber que seu governo "servirá aos mais pobres". "Preciso sinalizar a todos os brasileiros de boa-fé que não sou o dono da verdade, eu cometo erros. Não me custa nada reconhecer isso, mas nenhum deles foi por deserção", afirmou.

Até a semana passada, Ciro tinha mais força e a preferência de pelo menos dois presidentes dos partidos do Centrão. Porém, recentes declarações polêmicas de Ciro provocaram desgaste e receio nos partidos, como um xingamento a uma promotora de Justiça, na ação movida por injuria racial em declaração crítica ao vereador paulistano Fernando Holiday, do DEM. Além disso, há resistência a propostas econômicas do pedetista, como mostrou reportagem do Estado.

Ciro também acenou aos partidos de esquerda ao defender que a paz no País só será restaurada com a "liberdade" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como mantém negociações avançadas com PSB e PCdoB, ele aproveitou para fazer uma aceno, ao condenar o que chamou de "aberração" por parte do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ao julgar um pedido de habeas corpus em nome do ex-presidente.

O cobre opera em território positivo na manhã desta sexta-feira, com operadores aproveitando uma pausa no movimento recente de valorização do dólar. Ainda assim, a tensão no comércio segue no radar.

Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,10%, a US$ 6.120,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), embora recue 1,5% até agora na semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro subia 0,87%, a US$ 2,7190 a libra-peso.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,8%, a US$ 2.612 a tonelada, o estanho avançava 0,82%, a US$ 19.605 a tonelada, o níquel tinha alta de 1,57%, a US$ 13.615 a tonelada, o alumínio operava em alta de 1,32%, a US$ 2.032,50 a tonelada, e o chumbo ganhava 0,47%, a US$ 2.144,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira, mesmo com as preocupações em torno da disputa comercial entre os EUA e China. Hoje, o presidente americano, Donald Trump, retomou suas ameaças, afirmando que os EUA estão prontos para retaliar todas as importações provenientes do gigante asiático.

Às 8h27 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro, que já é o mais líquido, subía 0,23%, a US$ 69,71 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro ganhava 0,52%, a US$ 72,89 o barril, na ICE.

Trump afirmou estar disposto a impor tarifa sobre todas as importações da China, caso não ocorram mudanças na relação comercial. "Estamos prontos a ir até 500", afirmou, durante entrevista à rede CNBC, referindo-se ao déficit comercial americano com os chineses todo o ano passado, de US$ 505 bilhões. "Eles estão tirando vantagem de nós e não gosto disso", afirmou Trump, ao comentar as relações comerciais americanas em geral, não apenas com a China.

Enquanto isso, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a União Europeia está pronta para retaliar contra eventual tarifa dos EUA sobre carros. "Situação no comércio global é séria", acrescentou.

Por outro lado, o anúncio de ontem da Arábia Saudita sobre redução de suas exportações em agosto limita as perdas. De acordo com o país árabe, suas exportações de petróleo em julho devem ficar no mesmo nível das exportações de junho, enquanto em agosto as exportações devem cair em cerca de 100 mil barris por dia.  

O gráfico diário do IBOV sugere que a simetria proposta na imagem foi cumprida, o que abriria espaço para uma sexta-feira positiva.

Pelo que vemos no mercado futuro e EWZ em Nova York, assim será.

A sombra inferior no pregão de ontem já mostrava apetite por risco por parte dos investidores, na esteira da corrida presidencial.

Minha expectativa é pela busca de 78.500 alguns minutos após a abertura dos negócios, sendo a máxima da semana, que deve ser rompida e jogar o mercado no decisivo 78.890, onde a briga será mais equilibrada.

Acima de 78.890 o alvo seria 79.690, fundo de fevereiro/18.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2018


Bom dia, investidor!

As bolsa asiáticas fecharam em território negativo nesta quinta-feira. Em várias praças a abertura foi positiva, porém ao longo do pregão o quadro piorou, diante da queda do petróleo e com a cautela em relação ao comércio global no radar.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,13%, em 22.764,68 pontos. Com isso, a bolsa japonesa interrompeu uma sequência de quatro altas, em dia de valorização do iene frente ao dólar, o que tende a pressionar ações de exportadoras locais. Na agenda de indicadores, dados oficiais mostraram que o Japão teve superávit comercial de 721,4 bilhões de ienes em junho, o que superou a expectativa de 534,2 bilhões de ienes dos analistas. O superávit comercial japonês com os EUA avançou 0,5% na comparação anual de junho, o que pode reforçar o argumento do governo americano de que é alvo de injustiças na arena comercial.

A Bolsa de Xangai teve queda de 0,53%, a 2.772,55 pontos, em sua quinta queda consecutiva, a primeira sequência do tipo nessa praça desde o fim de maio. As ações do setor de aviação tiveram jornada negativa, com China Southern e Air China em baixa de mais de 5%, enquanto o yuan continuou a recuar ante o dólar. O petróleo fraco também não ajudou. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,79%, a 1.647,40 pontos.

Os contratos futuros de petróleo caem na manhã desta quinta-feira, após um aumento nos estoques da commodity na última semana nos Estados Unidos. 

Às 9h31 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 0,86%, a US$ 68,17 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuava 1,07%, a US$ 72,12 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo avançaram 5,836 milhões de barris, o que contrariou a previsão de queda de 3,3 milhões de barris dos analistas. Os estoques de gasolina, porém, recuaram 3,165 milhões de barris.

O cobre opera em território negativo nesta quinta-feira, em meio a temores sobre o comércio global, que penalizam as commodities. Além disso, o dólar valorizado contribui para o movimento.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 3,03%, a US$ 5.993 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro caía 2,75% ,a US$ 2,6840 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em Londres, o contrato recuou abaixo da marca importante de US$ 6 mil a tonelada, atingindo nova mínima em 12 meses.

No câmbio, o dólar mais forte torna as commodities, cotada nessa moeda, mais caras para os detentores de outras divisas. A pressão cambial tem sido fator crucial para que o cobre tenha perdido um quinto de seu valor em seis semanas. Os futuros de cobre em Londres recuam quase 22% desde suas máximas em vários anos do início de junho.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 4,2%, a US$ 2.510 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,61%, a US$ 19.410 a tonelada, o níquel cedia 2,63%, a US$ 13.305 a tonelada, o alumínio caía 1,15%, a US$ 2.012 a tonelada, e o chumbo tinha queda de 2,76%, a US$ 2.110 a tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires. 

O empresário Josué Alencar, filho de José Alencar, falecido ex-vice-presidente da República de Luiz Inácio Lula da Silva, foi indicado ontem pelos partidos que compõem o chamado Centrão para ser candidato a vice na chapa presidencial que o bloco apoiar. 

O PR, sigla de Josué, estava em negociações com o PSL de Jair Bolsonaro e com o PT, mas no encontro desta quarta-feira do Centrão, o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado no Mensalão, mas ainda o nome mais influente do partido, decidiu aderir ao bloco a fim de caminharem juntos nessas eleições. 

O Centrão terá agora de escolher se apoia Ciro Gomes (PDT), também cortejado pelo PSB, ou Geraldo Alckmin (PSDB), que ontem ganhou um reforço de peso em sua campanha, a adesão do PTB. Com a adesão do PR, o Centrão, composto também por DEM, PP, PRB e Solidariedade, deverá ter cerca de 40% do tempo de TV nessa corrida presidencial, o que numa campanha acirrada, curta e muito competitiva pode ser um fator decisivo para a conquista do Palácio do Planalto.

O gráfico diário do IBOV tem um sinal de correção marcado na véspera, movimentação normal dentro de um cenário de topos e fundos ascendentes.

O fluxo cambial positivo e o fato dos estrangeiros terem saldo relevante no mercado à vista no mês de julho no Brasil (+ R$ 3.223.236,00) até o dia 16/07, são variáveis que podem dar sustentação à uma recuperação dos preços, talvez ainda hoje durante o pregão.

Na minha leitura teremos uma abertura em baixa, com uma provável busca por suporte na região de 76.500, com posterior reação e fechamento próxima da estabilidade nessa quarta-feira.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 18 de julho de 2018

IBOV comprado tentará 80.000


Bom dia, Investidor!

IBOV, com touros no comando, tem primeira barreira nos 78.900 - se vencida testará 79.690 >>> LEIA MAIS >>>


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As bolsas asiáticas não tiveram movimento unificado nesta quarta-feira. Na Bolsa de Tóquio, o iene mais fraco apoiou os negócios, porém na China a Bolsa de Xangai terminou a sessão em território negativo pelo quarto dia consecutivo, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.

No Japão, o índice Nikkei avançou 0,43%, a 22.794,19 pontos. A alta na Bolsa de Tóquio foi a quarta seguida e o Nikkei fechou novamente na máxima em um mês. O iene mais fraco ante o dólar colaborou, já que isso beneficia ações de exportadoras japonesas. Durante o pregão, Tóquio chegou a subir mais de 1%, porém perdeu parte do fôlego antes do fechamento.

Na China, por outro lado, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,39%, a 2.787,26 pontos, e a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 0,75%, a 1.660,51 pontos. Xangai chegou a operar em território positivo, mas perdeu fôlego durante a sessão. Bank of China teve baixa de 0,02% e Air China recuou 0,25%, enquanto China Merchants Bank caiu 0,09% no pregão de hoje.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, diante da expectativa de uma combinação de desaceleração na demanda e avanço na produção, que pode vir a provocar alta nos estoques globais. Além disso, o dólar mais forte pressiona a commodity, com investidores à espera do relatório oficial de estoques na última semana nos Estados Unidos.

Às 9h42 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 0,71%, a US$ 67,60 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuava 0,50%, a US$ 71,70 o barril, na ICE.

O crescimento na produção de Arábia Saudita e de outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além da Rússia, em um quadro de desaceleração na demanda, tem pesado sobre os preços. A CMC Markets aponta que há temores sobre o crescimento da China.

Às 11h30, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o relatório de estoques na última semana. Ontem, o American Petroleum Institute informou que, na sua contabilidade, os estoques cresceram 600 mil barris. O Commerzbank diz que o dado do API e o avanço na produção russa da commodity pesam hoje sobre os preços.

No câmbio, o dólar mais forte torna o petróleo mais caro para os detentores de outras divisas, o que reduz o apetite dos investidores. 

O cobre opera em território negativo na manhã desta quarta-feira, tendo atingido em Londres os patamares mais baixos em um ano. O metal continua a estar sob pressão por causa do dólar valorizado.

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,82%, a US$ 6.110 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), tendo recuado 1,5% até agora nesta semana. Já o cobre para setembro tinha queda de 0,80%, a US$ 2,7250 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os trabalhadores da mina Escondida, no Chile, apresentaram novas propostas para a BHP Billiton. O acordo coletivo atual vence no fim do mês. Há ainda cautela com o conflito comercial entre a China e os EUA, que piora o humor no mercado de cobre.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,15%, a US$ 2.562 a tonelada, o estanho avançava 0,18%, a US$ 19.515 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,85%, a US$ 13.430 a tonelada, o alumínio caía 0,10%, a US$ 2.029,50 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,71%, a US$ 2.159 a tonelada. 

O Morgan Stanley registrou lucro líquido de US$ 2,44 bilhões no segundo trimestre deste ano, ante US$ 1,76 bilhão registrados em igual período de 2017, alta de 38%.

O lucro diluído por ação foi de US$ 1,30 no segundo trimestre deste ano, acima dos US$ 0,87 totalizados no segundo trimestre do ano passado. O resultado ficou acima da projeção do FactSet, de US$ 1,11. O lucro atribuível aos acionistas foi de US$ 2,27 bilhões.

A receita total do banco aumentou para US$ 10,61 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 9,50 bilhões atingidos um ano antes, também acima do consenso de US$ 10,05 bilhões da FactSet, uma vez que a receita de títulos institucionais melhor que a esperada ajudou a compensar a gestão de patrimônio e receita de investimentos que veio abaixo das previsões.

De acordo com o banco, os resultados positivos foram impulsionados por vendas melhores do que as esperadas e desempenho comercial. 

As construções de moradias iniciadas nos Estados Unidos caíram 12,3% em junho na comparação com o mês anterior, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,173 milhão, na maior queda mensal desde novembro de 2016, informou nesta quarta-feira o Departamento do Comércio. As permissões para novas casas, que podem sinalizar construções futuras, caíram 2,2% no mês, à taxa anual de 1,273 milhão.

O resultado veio pior do que o esperado por economistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam queda de 2,2% nas construções de moradias iniciadas e alta de 2,2% nas permissões.

Os dados de construções de moradias iniciadas são voláteis e podem estar sujeitos a grandes revisões. O dado de maio foi revisado de 1,350 milhão para 1,337 milhão, e o de junho teve margem de erro de 8,3 pontos porcentuais. 

O gráfico diário do IBOV mostra a compra no comando, com o benchmark se aproximando do forte 78.890, topo que gerou a queda expressiva vista na primeira quinzena de junho.

O desafio será grande para os touros nessa região, que será uma verdadeira trincheira, recheada de ursos de plantão.

Se vencida, projeta teste de 79.690, fundo marcado em fevereiro/18.



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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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