quarta-feira, 6 de junho de 2018

Ursos saem da toca - Bovespa cai mais de 2%


Bom dia, investidor!

Baixa forte ontem; pregão de hoje tenta reação ou teste dos 75.300 >> LEIA MAIS >>> 

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, impulsionadas por ações de tecnologia, embora persistam temores em relação à perspectiva do comércio global.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,38% hoje, a 22.625,73 pontos, em sua terceira sessão positiva, graças em parte ao bom desempenho de empresas de tecnologia, que foram beneficiadas por uma nova máxima histórica de fechamento do Nasdaq ontem em Nova York.

O setor de tecnologia também foi destaque em Hong Kong, onde o Hang Seng avançou 0,53%, a 31.259,10 pontos, seu maior nível em três semanas, e em Taiwan, com valorização de 0,92% do Taiex, a 11.201,83 pontos, maior patamar em quatro meses. Na Coreia do Sul, onde a Samsung é a principal blue chip, não houve negócios nesta quarta devido a um feriado nacional.

Já na China continental, os ganhos foram marginais e vieram apenas no fim do pregão. O Xangai Composto teve ligeira alta de 0,03%, a 3.115,18 pontos, e o Shenzhen Composto, formado em boa parte por empresas menores, subiu 0,08%, a 1.779,15 pontos. Hoje, o banco central chinês (PBoC) fez uma injeção de liquidez equivalente a mais de US$ 72 bilhões por meio de sua linha de crédito de médio prazo.

Apesar do sentimento positivo na Ásia, tensões comerciais envolvendo os EUA continuam no foco. Segundo o The Wall Street Journal, a China estaria disposta a comprar quase US$ 70 bilhões em produtos americanos dos setores agrícola e de energia se Washington desistir de impor tarifas a bens chineses.

Os EUA também estão engajados em discussões comerciais com Canadá e México. Ontem, o diretor do Conselho Nacional Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que o presidente americano, Donald Trump, está considerando negociar separadamente com os dois países vizinhos. Não ficou claro, porém, se a eventual iniciativa significaria o fim do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, pela sigla em inglês).

O governo federal recuou e vai rever a tabela de preços mínimos para os fretes rodoviários, afirmaram ao Broadcast os ministros dos Transportes, Valter Casimiro, e da Agricultura, Blairo Maggi, após reunião com representantes do agronegócio encerrada há pouco em Brasília. 

No encontro, os ministros ouviram que a medida, uma das exigências dos caminhoneiros para encerrar a paralisação das últimas duas semanas, tornou inviável o transporte de produtos agropecuários, com alta estimada de até 150% no custo em relação aos valores praticados antes da publicação da tabela em Medida Provisória (MP) no último dia 30. Além disso, os produtores sustentam que a decisão é inconstitucional, por interferir em um mercado que não é regulado.

O cobre continuou a subir nesta quarta-feira, com investidores mantendo um olhar atento sobre as negociações trabalhistas na maior mina de cobre do mundo no Chile. O preço do cobre subiu 3,6% até agora esta semana em uma combinação de fatores fundamentais e técnicos, disseram analistas.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,45%, a US$ 7.149,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho tinha alta de 0,53%, a US$ 3,2155 por libra-peso.

Os investidores há algumas semanas se concentram em discussões entre a BHP Billiton e os mineiros em sua operação na mina de cobre Escondida, no Chile. No ano passado, um colapso nas negociações desencadeou uma greve de 44 dias, que apoiou os preços do cobre.

As negociações trabalhistas somaram-se a outras preocupações recentes de produção, com o estado indiano de Tamil Nadu na semana passada ordenando que a Vedanta Resources fechasse sua operação de cobre em Tuticorin depois que protestos movidos pela poluição se tornaram violentos e nove pessoas foram mortas.

Um fator técnico também amplificou o aumento do preço do cobre, com os traders reduzindo suas apostas na queda dos preços e o cobre subindo novamente acima da simbólica barreira de US$ 7.000 a tonelada. Esses fatores deram impulso à compra de cobre, disseram analistas do Commerzbank em nota.

Olhando para o futuro, os investidores também estavam atentos aos dados de importação, exportação e balança comercial da China, que serão divulgados na sexta-feira.

Entre os metais básicos, o zinco caía 0,22%, para US$ 3.184 por tonelada, o alumínio subia 0,47%, para US$ 2.327,50 a tonelada métrica, o estanho recuava 0,34%, para US$ 20.680 a tonelada métrica, o níquel tinha queda de 0,41%, para US$ 15.690 a tonelada métrica e o chumbo perdia 0,1%, a US$ 2.500,50 por tonelada métrica. 

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, revertendo ganhos da madrugada, à espera de novos dados sobre os estoques dos EUA.

No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) divulgou pesquisa mostrando que os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram 2 milhões de barris na semana passada, enquanto os de destilados recuaram 871 mil barris. Por outro lado, o API também apontou acréscimo de quase 3,8 milhões de barris no volume estocado de gasolina.

Logo mais, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano divulga o levantamento oficial sobre estoques dos EUA, que inclui números de produção. Analistas estimam que o DoE mostrará redução de 1,9 milhão de barris nos estoques de petróleo bruto da última semana.

Às 9h47 (de Brasília), o barril do Brent para agosto recuava 0,13% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,28, enquanto o do WTI para julho caía 0,60% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 65,13.

Surgiram dúvidas também sobre a produção da Venezuela, fator que ajuda a dar alguma sustentação ao Brent, após relatos de que a petrolífera estatal venezuelana PDVSA poderá ser obrigada a declarar força maior, cláusula legal que permite a empresas abandonar contratos por motivos alheios a seu controle.

A PDVSA já indicou a oito clientes que não terá condições de cumprir o compromisso de entregar 1,5 milhão de barris por dia (bdp) neste mês, dado que a empresa só dispõe de 694 mil bpd para exportar, segundo a S&P Global Platts.

Há dúvidas também sobre se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez grandes produtores que não pertencem ao cartel, incluindo a Rússia, poderão decidir ampliar sua produção em reunião que ocorrerá em Viena no próximo dia 22.

Desde o começo do ano passado, a Opep e aliados têm buscado reduzir sua produção combinada em 1,8 milhão de bpd, de forma a impulsionar as cotações do petróleo. Em tese, o acordo vigora até o fim de dezembro.

Ontem, a Bloomberg divulgou que o governo dos EUA pediu à Arábia Saudita e a outros produtores da Opep que aumentem sua produção em cerca de um milhão de bpd, para compensar uma queda mais drástica do que o esperado na produção venezuelana.

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O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um momento importante e decisivo.

Um reação na sessão dessa quarta-feira alimentaria as chances de desenhar um pivot de alta, pois o segundo fundo seria marcado acima do primeiro.

O acionamento ocorreria no rompimento de 78.900.

Por outro lado, a continuidade da pressão vendedora fatalmente levaria a um teste 75.330.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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