segunda-feira, 11 de junho de 2018

Semana aguarda decisões no mundo


Bom dia, investidor!

Conclusão da fiasco da passagem de Trump pelo G-7 e decisões dos bancos centrais americano, europeu e japonês >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com algumas delas se recuperando de perdas da sessão anterior, embora persistam tensões comerciais e a semana esteja repleta de eventos que podem influenciar os ativos financeiros.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,48% hoje, a 22.804,04 pontos, ajudado pela fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada e revertendo a maior parte da queda de sexta-feira.

Os mercados chineses, por outro lado, ampliaram perdas recentes. O Xangai Composto recuou 0,47%, a 3.052,78 pontos, e o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por empresas menores, caiu 0,58%, a 1.741,18 pontos.

No fim da semana passada, dados oficiais de Pequim mostraram que a taxa anual de inflação ao consumidor da China ficou inalterada em 1,8% em maio ante abril, como previam analistas.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng avançou 0,34% em Hong Kong, a 31.063,70 pontos, e o sul-coreano Kospi teve alta de 0,76% em Seul, a 2.470,15 pontos, mas o Taiex registrou baixa marginal de 0,06% em Taiwan, a 11.149,23 pontos, num ajuste de fim de pregão.

Continua no radar a questão do comércio mundial, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou seu apoio ao comunicado conjunto da reunião dos líderes dos sete países mais industrializados do mundo (o chamado G-7), que foi concluída neste fim de semana no Canadá, e também criticou o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, por ter sido "desonesto" e "fraco" durante o encontro. O documento do G-7 enfatizava a importância do livre comércio, baseado em regras internacionais, para o crescimento econômico.

Recentemente, os EUA decidiram aplicar tarifas a importações de aço e alumínio do Canadá, do México e da União Europeia, depois de isentá-los da cobrança por um breve período.

Segundo analistas, o fiasco de sua passagem pela cúpula do G-7 deverá levar Trump a se esforçar para garantir um resultado mais bem-sucedido no encontro histórico que terá nesta terça-feira (noite de segunda-feira, no Brasil) em Cingapura com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

A semana ainda vai trazer decisões de política monetária dos bancos centrais dos EUA (Fed), da zona do euro (BCE) e do Japão (BoJ). As expectativas são de que o Fed eleve juros pela segunda vez este ano, na quarta-feira, e há especulação também de que o BCE poderá decidir sobre o fim de seu programa de compras de ativos, no dia seguinte.

Os contratos futuros de petróleo operam em queda na manhã desta segunda-feira, diante de novos sinais de aumento na produção global.

Às 9h32 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 1,13%, a US$ 65,00 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuava 0,92%, a US$ 75,76 o barril, na ICE.

O número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA, um indicativo da atividade no setor, subiu 1 na última semana, para 862, segundo a Baker Hughes. Ao mesmo tempo, a produção dos EUA subiu na semana passada ao patamar recorde de 10,8 milhões de barris por dia, de acordo com o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

A Arábia Saudita, integrante da Opep, começou a elevar a produção antes da reunião de 22 de junho do cartel. O país disse que no mês passado subiu a produção em 100 mil barris por dia, para atingir cerca de 10 milhões de barris por dia. Há um acordo em vigor para conter a oferta, unindo a Opep e algumas outras nações importantes no setor, como a Rússia. Por outro lado, os riscos geopolíticos à oferta do Irã e da Venezuela, dois membros da Opep, levaram a Arábia Saudita e a Rússia a indicar nas últimas semanas que poderiam passar a produzir mais em breve.

Em junho, os russos teriam elevado sua produção de petróleo a 11,1 milhões de barris por dia, acima do teto combinado com a Opep, de 10,95 milhões de barris por dia, informou a Interfax. "Esse parece ser um sinal claro de que a Rússia começou a relaxar os cortes na produção", afirmou o ING Bank em nota.

Observadores do mercado esperam agora o relatório mensal sobre o mercado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o da Agência Internacional de Energia (AIE), na terça-feira e na quarta-feira, respectivamente. 

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, devolvendo parte dos fortes ganhos da semana passada, à medida que negociações trabalhistas no Chile, maior país produtor do metal básico, dão sinais de avanço.

Por volta das 9h45h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,88%, a US$ 7.241,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho tinha queda mais expressiva, de 1,47%, a US$ 3,2505 por libra-peso.

Na semana passada, o cobre atingiu máximas em quatro semanas, favorecido por preocupações com a oferta do metal, movimentos especulativos e oscilações cambiais. Além disso, há informações de que houve grandes compras de cobre na LME por alguns dos maiores participantes do mercado inglês.

Investidores estão atentos a discussões entre a mineradora anglo-australiana BHP Billiton e funcionário da mina chilena de Escondida, a maior de operação de cobre no mundo. No ano passado, a mina foi paralisada por uma greve de 44 dias.

As conversas da BHP este ano, porém, têm sido tranquilas e relatos de que a empresa conseguiu fechar um acordo com trabalhadores da mina de Spence, também no Chile, amenizaram tensões em relação à oferta.

A BHP deve responder ainda hoje a exigências de sindicalistas da Escondida, que incluem reajuste salarial de 5% e o pagamento de um bônus extraordinário equivalente a US$ 34 mil.

Entre outros metais na LME, as perdas eram quase generalizadas. O zinco tinha baixa marginal de 0,03% no horário indicado acima, a US$ 3.201,00 por tonelada, o alumínio recuava 0,5%, a US$ 2.298,50 por tonelada, o estanho diminuía 0,35%, a US$ 21.095,00 por tonelada, o níquel caía 0,58%, a US$ 15.360,00 por tonelada. Única exceção na LME, o chumbo subia 0,63%, a US$ 2.482,50 por tonelada. 

O mercado financeiro reduziu suas projeções de crescimento da economia em 2018 e 2019. A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi de 2,18% para 1,94% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,51%. Para 2019, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 3,00% para 2,80%, ante 3,00% de quatro semanas atrás.

Em 30 de maio, o IBGE informou que o PIB cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste ano, ante o quarto trimestre do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, houve alta de 1,2%.

A projeção atual do BC, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,80% para elevação de 3,51%. Há um mês, estava em 3,80%.

No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 3,50% para 3,20%, ante os 3,50% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 57,00% para 57,05%, ante 57,00% de um mês atrás. 

IBOV na sexta e abertura de hoje até 10h05 === Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark bem distante da média móvel de 21 períodos, que nesse momento se encontra entre 78 e 79K.

Existe um espaço vazio que deverá levar ao teste de algo entre 75.075 e 75.335, na minha visão uma região divisora de águas entre a compra e a venda no curto e talvez até no médio prazo.

Histórico do IBOVmensal === Clique para ampliar

Assim sendo a minha expectativa para o curto prazo é de recuperação dos preços.

Bons negócios!




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br




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