quinta-feira, 21 de junho de 2018

SELIC mantém 6.5; IBOV marca min e max mais altas


Bom dia, investidor!

IBOV prossegue reação; SELIC fica em 6.5; EUA x China gera incertezas >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores atentos a novos lances das desavenças comerciais entre EUA e China.

Após um breve alívio ontem, os mercados chineses voltaram a ficar pressionados. O índice Xangai Composto caiu 1,37%, a 2.875,81 pontos, atingindo o menor nível em dois anos e ampliando perdas acumuladas no ano para 13%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, recuou 2,13%, a 1.578,33 pontos, encerrando o pregão num patamar que não se via desde o início de 2015.

A rixa comercial entre EUA e China continua sendo fonte de incertezas. O porta-voz do Ministério de Comércio chinês, Gao Feng, afirmou hoje que Pequim está confiante de que conseguirá defender seus interesses nas disputas comerciais com Washington. Gao também comentou que as tarifas propostas pela Casa Branca contra produtos chineses são "irracionais" e servem apenas para manchar a imagem dos EUA.

No começo da semana, os EUA ameaçaram adotar tarifas de 10% contra até US$ 400 bilhões em bens chineses se Pequim retaliar suas medidas comerciais. Antes disso, na última sexta-feira, Washington havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Na ocasião, Pequim disse que retaliaria na mesma proporção. A maior parte dessas tarifas deve entrar em vigor em 6 de julho.

No Japão, por outro lado, o Nikkei ampliou ganhos da véspera com um avanço de 0,61%, a 22.693,04 pontos, à medida que o iene se manteve fraco em relação ao dólar.

O petróleo opera em queda na manhã desta quinta-feira, diante de sinais de que uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de nações aliadas, como a Rússia, resultará em um acordo para elevar a produção. A Opep realiza sua reunião semestral nesta sexta-feira em Viena.

Às 9h52 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 1,48%, a US$ 64,74 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuava 1,61%, a US$ 73,55 o barril, na ICE.

Mais cedo, o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou estar otimista de que haverá consenso para elevar a produção. Segundo ele, o quanto será aumentada a oferta depende ainda de um consenso.

O cobre opera em território negativo na manhã desta quinta-feira, conforme o dólar se valoriza, em meio a tensões comerciais globais. Além disso, o movimento do petróleo e uma novidade no setor são monitorados.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,37%, a US$ 6.790,50 a tonelada. O cobre para julho recuava 0,48%, a US$ 3,0260 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Mais cedo, a Bloomberg informou que houve uma interrupção nas negociações salariais na mina Cerro Verde, no Peru, controlada pela Freeport-McMoran. A notícia poderia apoiar os contratos, mas até agora o movimento de baixa predomina, por causa do dólar forte e da cautela com o comércio.

Na semana passada, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou os juros pela sétima vez desde 2015, como esperado. Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) parece não ter pressa de apertar sua política, o que desvalorizou o euro ante o dólar.

Os investidores também monitoram dados dos EUA antes do fim de semana, bem como a reunião desta sexta-feira em Viena da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O petróleo opera em território negativo nesta manhã, o que pressiona o cobre, já que as duas commodities muitas vezes são negociadas em conjunto, com peso maior para o óleo.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 1,32%, a US$ 2.961,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,48%, a US$ 2.164,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,34%, a US$ 20.515 a tonelada, o níquel subia 0,53%, a US$ 15.040 a tonelada, e o chumbo recuava 0,60%, a US$ 2.398,50 a tonelada. 

O Credit Default Swap (CDS), derivativo de crédito que protege contra calotes na dívida soberana, do Brasil, caía há pouco 0,77 ponto, para 267,08 pontos, após ter fechado ontem em 269,15, segundo cotações apuradas pela Markit, levando em conta os contratos de 5 anos. 

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei da cessão onerosa, proposta que viabiliza o acordo entre União e Petrobras para a revisão dos termos do contrato e o leilão de excedentes da área. A proposta foi aprovada por 217 votos a favor, 57 contra e quatro abstenções. Para aprovar o projeto de lei, bastava obter maioria simples. Agora, o plenário deve votar os destaques, emendas que podem mudar o teor do texto.

A redação final do projeto de lei foi apresentada pelo deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE), ex-ministro de Minas e Energia, e conta com apoio do governo, da Petrobras e do Tribunal de Contas da União (TCU). Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pela Presidência da República.

Com a aprovação da nova versão do projeto de lei da cessão onerosa, a expectativa do governo é que o leilão possa ocorrer ainda este ano, no dia 29 de novembro, disse o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix.

O novo texto do projeto de lei permitirá o fechamento do acordo de revisão do contrato de cessão onerosa assinado em 2010 com a Petrobras. Sem essa revisão contratual, o governo não pode vender o direito de exploração do excedente.

Pela segunda reunião consecutiva, os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. 

Com isso, a taxa manteve-se no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. No comunicado, o BC retirou a indicação usada em maio que sinalizava juros estáveis no futuro. Na decisão anterior, o comunicado citava que "para as próximas reuniões, o Comitê vê como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente". 

IBOV ontem e anteontem - clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV montou piso sobre a média móvel de 5 períodos na sessão de ontem, marcando mínima e máxima mais alta que a sessão anterior que havia sinalizado fundo.

A tenência para esta quinta-feira é uma abertura em campo negativo, seguida por recuperação ao longo da sessão, na minha leitura.

O rompimento da máxima de ontem (72.620), abriria espaço para um teste de 75.000 em dois ou três pregões.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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