sexta-feira, 8 de junho de 2018

Recorde de negócios no pregão de ontem


Bom dia, investidor!

Incertezas e boatos provocam estrago no pregão e recorde de negócios >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta sexta-feira, uma vez que investidores mostraram cautela e decidiram realizar lucros, na esteira dos ganhos recentes e à espera de uma semana repleta de eventos relevantes.

Na próxima semana, é forte a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) eleve seus juros básicos pela segunda vez este ano e há especulação também de que o Banco Central Europeu (BCE) poderá decidir sobre o fim de seu programa de compras de bônus soberanos e outros ativos. Fed e BCE anunciam decisões de política monetária no dias 13 e 14, respectivamente.

Antes disso, na terça-feira (12), está previsto o aguardado encontro do presidente dos EUA, Donald Trump, com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Cingapura. O principal tema do encontro deverá ser o programa nuclear da Coreia do Norte.

Além disso, persistem incertezas sobre a perspectiva do comércio global.

Recentemente, os EUA decidiram aplicar tarifas a importações de aço e alumínio de seus vizinhos, Canadá e México, e também da União Europeia, depois de isentá-los da cobrança por um breve período. Os americanos também seguem em negociações comerciais com Pequim, mas os últimos números da balança comercial chinesa mostram que o diálogo não será fácil.

Segundo dados publicados de madrugada, o superávit comercial geral da China diminuiu de US$ 28,78 bilhões em abril para US$ 24,92 bilhões em maio, ficando bem abaixo das expectativas. Apenas com os EUA, porém, o superávit chinês avançou 11% em maio ante o mês anterior, a US$ 24,58 bilhões. Trump defende que o déficit comercial de seu país com a China - que alcançou US$ 375 bilhões no ano passado, segundo dados do governo americano - seja reduzido em US$ 200 bilhões.

A questão comercial promete ser o principal assunto de uma reunião de líderes do grupo das sete economias mais industrializadas do mundo - o chamado G-7 - que ocorre hoje e amanhã, no Canadá.

Os mercados chineses lideraram as perdas na Ásia nesta sexta. O índice Xangai Composto caiu 1,36%, a 3.067,15 pontos, e o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, recuou 0,94%, a 1.751,40 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng interrompeu uma sequência de seis pregões positivos, encerrando os negócios em baixa de 1,76%, a 30.958,21 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei foi pressionado pela força do iene ante o dólar durante a madrugada e teve baixa de 0,56%, a 22.694,50 pontos. No entanto, como havia acumulado ganhos nos quatro pregões anteriores, o índice japonês terminou a semana com valorização de 2,36%.

A B3 informou na noite de ontem que bateu recorde histórico no total de negócios nesta quinta-feira (07/06), em que os investidores mostraram aversão ao risco em ativos brasileiros.

Em comunicado, a B3 diz que foram realizados nos segmentos BM&F e Bovespa juntos 4.656.976 negócios, a maior marca desde 29 de maio passado, com 3.754.844.

Especificamente no segmento BM&F o número de registros de negócios foi de 2.256.829, maior que o anotado em 30 de maio, de 1.788.097. Quanto a contratos, a quantidade também foi recorde no segmento, de 13.122.610 contra 12.454.296 em 17 de maio.

Houve também recorde de 610.691 negócios de minicontratos futuros de Dólar (WDO), na comparação com 418.909 um dia antes. Em contratos, foram registrados 1.673.987, quantidade superior ao recorde anterior de 1.362.507 no dia 6 de fevereiro deste ano.

Já os minicontratos futuros de Ibovespa (WIN) ontem registraram 1.362.330 negócios contra a maior marca até então, de 1.203.188 em 29 de maio, mesma data do recorde anterior de contratos, superados nesta quinta-feira, com 4.164.500 ante 4.032.404. 

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, num aparente movimento de realização de lucros, após exibirem fortes ganhos na sessão anterior em meio a incertezas sobre a oferta da Venezuela e do Irã, que mostra tendência de declínio.

Às 9h24 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para agosto caía 0,72% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 76,76, enquanto o do WTI para julho recuava 0,56% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 65,57.

A crise econômica da Venezuela está prejudicando a produção de petróleo local, enquanto planos dos EUA de restabelecer sanções contra o Irã deverão comprometer a oferta do terceiro maior integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Analistas dizem que embora o óleo de xisto dos EUA esteja contribuindo para o aumento da produção de petróleo, não é suficiente para contrabalançar deficiências de oferta em outras partes.

O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano prevê que a produção dos EUA crescerá para uma média diária de 10,7 milhões de barris este ano, de 9,4 milhões de barris por dia em 2017.

No entanto, há expectativas de que a Opep e dez grandes produtores que não integram o cartel, incluindo a Rússia, decidam elevar sua oferta em reunião que farão no próximo dia 22, em Viena.

Por um acordo que está em vigor desde o começo do ano passado, Opep e aliados têm se esforçado para reduzir sua produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia. Em tese, o pacto fica em vigor até o fim de dezembro. 

O cobre negociado em Nova York opera em baixa nesta sexta-feira em meio ao dólar mais forte ao redor do mundo. A queda, porém, é limitada, uma vez que preocupações em torno da oferta do metal seguem no radar dos investidores.

Às 9h28 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,1%, a US$ 7.254,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O metal já subiu 5,1% na LME . Às 8h30, o cobre para julho recuava 0,05%, a US$ 3,2735 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O índice do dólar DXY - que mensura a moeda americana frente a outras seis moedas fortes - opera em alta de 0,40%, a 93,767. Um dólar mais fraco torna as mercadorias denominadas em dólar mais caras para os detentores de outras moedas.

Ainda assim, a queda de hoje é limitada pelas preocupações que têm pairado no mercado nos últimos dias. O fechamento da fundidora de cobre da Vedanta Resources em Indian Tamil Nadu, e os temores de uma repetição da greve de 44 dias do ano passado na operação da BHP Billiton na mina chilena Escondida - a maior do mundo - estão por trás das preocupações dos analistas.

Além disso, dados recentes da comissão de cobre do estado chileno Cochilco revelaram queda de 12% na produção mensal em abril, para o nível mais baixo desde fevereiro de 2017, disse Alastair Munro, corretor da Marex Spectron em nota.

Entre os metais básicos, o zinco subia 0,62%, para US$ 3.182 por tonelada, o alumínio avançava 1,58%, para US$ 2.321 por tonelada métrica, o estanho caía 0,54%, para US$ 21.105 a tonelada métrica, o níquel recuava 0,03%, para US$ 15.415 a tonelada métrica e o chumbo tinha queda de 0,28%, para US$ 2.489 a tonelada métrica. 

Número de negócios das Blue Chips (carteira do IBOV)
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O gráfico diário do IBOV mostra o "estrago" no pregão de ontem, cuja mínima remete ao fundo formado em dezembro/17.

A longa sombra inferior chama a atenção, assim como o forte volume negociado.

Temos um forte sinal de fundo, longe da média móvel de 21 períodos, o que reforça o padrão.

O ponto alto para a compra seria o rompimento do fundo anterior em 75.335, assim como da máxima de ontem em 76.120 em um segundo momento.

Eu vejo o cenário atual como oportunidade.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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