terça-feira, 26 de junho de 2018

Petróleo em pauta


Bom dia, investidor!


No cenário interno a cessão onerosa, no externo, produção e oferta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, ampliando perdas recentes enquanto acompanham os desdobramentos do embate comercial entre EUA e China.

O fraco desempenho na região asiática veio na esteira de robustas perdas em Nova York, onde os mercados de ações caíram entre 1,3% e 2,1% ontem, também influenciados pelas tensões comerciais que envolvem as duas maiores economias do mundo.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto recuou 0,52% hoje, a 2.844,51 pontos, entrando em "território baixista" ao acumular desvalorização de 20% desde a máxima em dois anos que atingiu em 24 de janeiro. Por outro lado, o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,56%, a 1.596,17 pontos, graças a ações ligadas a tecnologia e energia renovável.

No fim de semana, circularam notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, iria impedir algumas empresas chinesas de investir em tecnologia americana. Ontem, o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que os rumores eram falsos e que eventuais medidas se aplicariam a "todos os países", e não apenas a China. Já numa declaração conflitante, o assessor econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou à emissora CNBC que os EUA não têm planos de impor restrições a investimentos estrangeiros.

Durante comício ontem à noite na Carolina do Sul, Trump voltou a criticar China, Canadá e União Europeia por suas práticas comerciais, mas mostrou disposição de renegociar as relações comerciais de Washington. "Eu preciso negociar com a China. Isso precisa acontecer. É o meu trabalho", disse o presidente americano.

Já em Tóquio, o Nikkei teve alta marginal de 0,02%, a 22.342,00 pontos, à medida que o dólar reduziu perdas ante o iene durante a madrugada.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ontem, segunda-feira, 25, submeter ao plenário da Corte um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o pedido de liberdade do petista seja analisado pelo tribunal. Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril.

A defesa de Lula pediu a Fachin "imediata reconsideração" da decisão do próprio ministro para que o pedido de liberdade do ex-presidente seja analisado pela Segunda Turma nesta terça-feira, 26. Na sexta-feira, 22, Fachin decidiu arquivar o pedido, após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negar um recurso de Lula ao STF contra os efeitos da condenação.

Caso o ministro não reconsiderasse a decisão anterior, os advogados do ex-presidente pediram que o novo recurso apresentado pela defesa nesta segunda-feira fosse submetido à Segunda Turma do STF. Fachin atendeu apenas essa segunda solicitação, mas decidiu submeter o recurso de Lula à apreciação do plenário do Supremo.

"Diante do exposto, mantenho a decisão agravada e submeto o julgamento do presente agravo regimental à deliberação do plenário, sem prejuízo de propiciar prévia manifestação da Procuradoria-Geral da República, observando-se, para tanto, o prazo regimental", decidiu Fachin.

Agora caberá à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, definir a data do julgamento. Integrantes do STF cogitam a possibilidade de Lula ir para a prisão domiciliar, mas sem alterar os efeitos de sua condenação, como a inelegibilidade.

Fachin havia entendido que o pedido de Lula estava prejudicado porque o TRF-4 negou, também na sexta-feira, a possibilidade de Lula recorrer ao Supremo contra a condenação no caso do tríplex no Guarujá (SP), processo pelo qual cumpre pena de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com a petição apresentada nesta segunda-feira ao Supremo, o fato de defesa ter recorrido contra a decisão do TRF-4 se configura como fato novo e, por isso, Fachin deve reconsiderar a situação.

Sem acordo, a Câmara dos Deputados não conseguiu concluir nesta segunda-feira, 25, a votação do projeto de lei que autoriza a Petrobras a vender até 70% das áreas de cessão onerosa na Bacia de Santos (SP). O texto-base do projeto foi aprovado na semana passada, porém três destaques ficaram pendentes.

O projeto da cessão onerosa pode voltar à pauta nesta terça-feira, 26, mas como o quórum da Casa deve ser baixo por causa das festas de São João no Nordeste, é provável que a conclusão da votação fique para a próxima semana.

Os deputados analisam agora um projeto que permite a readmissão das empresas excluídas do Simples Nacional em janeiro de 2018. 

Os futuros de cobre operam sem direção única em Londres e Nova York, em meio a tensões comerciais que ajudam a sustentar a valorização do dólar.

Por volta das 10h10 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,31%, a US$ 6.724,50 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho tinha baixa marginal de 0,03%, a US$ 2,9860 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, tornando o cobre menos atraente para operadores que utilizam outras moedas.

O avanço da divisa americana ocorre diante de incertezas causadas por desavenças comerciais entre EUA e China, as duas maiores potências econômicas globais. Nas últimas semanas, Washington têm ameaçado tarifar bilhões de dólares em bens da China e Pequim promete revidar na mesma proporção.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco recuava 0,21% no horário indicado acima, a US$ 2.837,00 por tonelada, o alumínio cedia 0,34%, a US$ 2.147,75 por tonelada, o estanho caía 0,40%, a US$ 20.125,00 por tonelada, o níquel perdia 1,42%, a US$ 14.580,00 por tonelada, e o chumbo diminuía 0,15%, a US$ 2.408,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operavam sem sinal único, com pouco impulso na manhã desta terça-feira. Os investidores monitoravam o risco de dificuldades na oferta do Canadá e também para as exportações da Líbia, dias após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidir elevar a produção.

Às 10h10 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,56%, a US$ 68,46 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro avançava 0,41%, a US$ 75,08 o barril, na ICE.

A paralisação de um importante local de produção de petróleo em areias betuminosas no Canadá, conhecido como Syncrude, apoia os preços do petróleo, em meio a sinais de que, com isso, 360 mil barris por dia poderiam deixar de ser gerados ao longo de julho. Além disso, as exportações líbias devem ser pressionadas, em meio a tensões políticas no país do norte africano.

O impulso aos preços ocorre um dia após os dois contratos recuarem, após no fim da semana passada a Opep decidir começar a elevar a produção em até 1 milhão de barris por dia. O cartel e outros dez países de fora do grupo, como a Rússia, têm contido sua produção em cerca de 1,8 milhão de barris por dia, ou 2% da oferta global, desde o início do ano passado. O acordo ajudou a impulsionar os preços do petróleo em mais de 40%, porém os preços mais altos levaram a Arábia Saudita e a Rússia a pressionar por um aumento na oferta.

As estimativas iniciais após a reunião da Opep em Viena apontavam para uma alta na produção da Opep e de seus aliados mais perto de 600 mil barris por dia, segundo pessoas ligadas ao assunto. A Arábia Saudita, porém, desde então tem se posicionado claramente por um avanço mais robusto.

Os observadores do mercado aguardam ainda o relatório semanal de estoques de petróleo nos EUA do American Petroleum Institute, às 17h30. Ele é considerado uma prévia do dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que sai nesta quarta-feira. 


O gráfico diário do IBOV mostra um pivot de alta em formação (fundo e topo circulados em azul).

A confirmação viria no rompimento de 72.620, movimento capaz de reverter os preços caso materializado.


Para tal é importante que o benchmark permaneça acima de 70.825, mínima da consolidação vista no final de 2017.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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