segunda-feira, 25 de junho de 2018

Lula inelegível


Bom dia, investidor!
Supremo retira pedido da defesa de Lula >>> LEIA MAIS >>>

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou prejudicado e retirou da pauta de amanhã, 26, o pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O motivo é a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de negar, na sexta-feira, 22, a admissão do recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.

A suspensão dos efeitos da condenação imposta pelo TRF-4, que poderiam liberar o petista da cadeia e sua inelegibilidade, era um pedido feito ao STF através do recurso extraordinário, que foi rejeitado nesta sexta pelo tribunal de segunda instância. No jargão jurídico, a defesa de Lula pedia o "efeito suspensivo" ao recurso.

Em sua decisão, assinada nesta sexta, Fachin apontou a "alteração do quadro processual" após a decisão do TRF-4.

"Com efeito, a modificação do panorama processual interfere no espectro processual objeto de exame deste Supremo Tribunal Federal, revelando, por consequência, a prejudicialidade do pedido defensivo. Diante do exposto, nos termos do art. 21, §1°, RISTF, julgo prejudicada esta petição. Retire-se de pauta. Diligências necessárias. Publique-se. Intime-se. Brasília, 22 de junho de 2018", determinou o ministro. 

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, enquanto investidores continuam atentos ao impacto de uma crescente disputa comercial entre EUA e China, as duas maiores economias do mundo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a usar o Twitter ontem para ameaçar com novas medidas retaliatórias países que não retirarem "barreiras artificiais" contra produtos americanos. Além disso, há relatos de que Trump se prepara para anunciar nesta semana a restrição de investimentos da China em empresas americanas.

Recentemente, Washington revelou planos de adotar tarifas de 25% sobre US$ 50 bilhões em bens chineses, que devem entrar em vigor a partir de julho, e Trump solicitou um estudo sobre a possível tarifação em 10% de mais US$ 200 bilhões em produtos da China. Pequim promete retaliar as medidas dos EUA na mesma escala.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto caiu 1,05% hoje, a 2.859,34 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,63%, a 1.587,31 pontos.

Em meio às incertezas comerciais, o Banco do Povo da China (PBoC, pela sigla em inglês) anunciou ontem um corte de 0,5 ponto porcentual no compulsório bancário, válido a partir de 5 de julho e que irá liberar o equivalente a US$ 108 bilhões. Ações do setor financeiro chinês ficaram pressionadas nesta segunda, uma vez que a medida exige que dívidas inadimplentes sejam trocadas por ações, gerando preocupações sobre os futuros níveis de capital de bancos do país.

No Japão, o Nikkei teve queda de 0,79%, a 22.338,15 pontos, uma vez que o iene foi favorecido pelas tensões comerciais e se fortaleceu em relação ao dólar.

Após subir levemente mais cedo, o cobre em Nova York passou a cair em meio a cautela com a disputa comercial global, após novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump. Além disso, o dólar mais forte ao redor do mundo pesa sobre as negociações, uma vez que o metal é cotado na moeda americana.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho recuava 0,26%, a US$ 3,0190 por libra-peso, às 9h00 (de Brasília). O cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,1%, a US$ 6.807,50 por tonelada.

Entre os demais metais básicos, o zinco recuava 1,84%, a US$ 2.880,50 por tonelada métrica, alumínio caía 0,51%, a US$ 2.165,50 a tonelada métrica, o estanho recuava 0,37%, a US$ 20.365 a tonelada métrica, o níquel tinha queda de 0,78%, a US$ 15.250 a tonelada métrica e o chumbo tinha queda de 0,02%, a US$ 2.414 por tonelada métrica. 

A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 1,76% para 1,55%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,37%. Para 2019, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 2,70% para 2,60%, ante 3,00% de quatro semanas atrás.

Em 15 de junho, o BC havia informado que o IBC-Br subiu 0,46% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. O indicador é considerado uma espécie de "prévia" para o PIB. No acumulado do ano, houve avanço de 1,55% do IBC-Br.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 6,50% ao ano. Ao tratar da atividade, o BC lembrou em seu comunicado que a greve dos caminhoneiros dificulta a leitura da evolução recente da economia. Ao mesmo tempo, afirmou que seu cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia, "em ritmo mais gradual".

A projeção atual do BC, que será atualizada na próxima quinta-feira, do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 3,50%. Há um mês, estava em 3,80%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,20%, ante 3,50% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 57,15% para 58,00%, ante 57,00% de um mês atrás. 

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O gráfico diário do IBOV tem um divisor de águas entre a compra e venda na minha visão: 70.825 (mínima da acumulação vista no final de 2017).

Abaixo desse patamar a tendência será de teste de 69.069, cuja perda seria uma ducha de água fria para aqueles que, como eu, acreditam que a região é favorável para a compra e marcará um fundo de médio prazo.

Por outro lado, acima de 70.825 o mercado vai mostrar força e atrair a compra, na minha leitura, projetando um teste do decisivo 72.620, cujo rompimento acionaria um pivot de alta, um forte e relevante sinal de inflexão de preços.

Bons negócios e boa semana!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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