sexta-feira, 1 de junho de 2018

Junho larga em alta


Bom dia, investidor!

Ações, metais e petróleo, em alta no mundo, devem puxar o IBOV >>> LEIA MAIS >>>

WTI nos candles, BRENT na linha azul = clique para ampliar

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com perdas nos principais mercados da região, à medida que tensões comerciais voltaram à tona com a decisão dos EUA de aplicar tarifas a importações de aço e alumínio do Canadá, do México e da União Europeia.

Ontem, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, anunciou que as tarifas - de 25% e 10% sobre o aço e o alumínio, respectivamente - entram em vigor a partir de hoje, depois que a Casa Branca não conseguiu chegar a um acordo para isentar seus aliados da tarifação permanentemente.

Autoridades do Canadá, do México e da UE, que ficaram temporariamente isentos das tarifas globais que os EUA anunciaram em março, prometeram retaliação contra Washington.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,66% hoje, a 3.075,14 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,20%, a 1.746,33 pontos, depois de terem cerca de 230 ações adicionadas aos índices MSCI.

Em Tóquio, o Nikkei teve leve perda de 0,14%, a 22.171,35 pontos, encerrando a semana com queda de 1,24%. Pesaram nos negócios do mercado japonês ações de fabricantes de cosméticos e de outros bens de consumo.

Apesar da piora da perspectiva comercial global, houve avanços no cenário político. Na Itália, foi anunciado ontem um acordo para a formação de um novo governo que evitará a convocação de novas eleições, depois do pleito de resultado inconclusivo do início de março.

Desta forma, alguns mercados da Ásia terminaram o dia no azul. O Hang Seng mostrou ganho marginal de 0,08% em Hong Kong, a 30.492,91 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,66% em Seul, a 2.438,96 pontos, e o Taiex avançou 0,68% em Taiwan, a 10.949,08 pontos, com os dois últimos índices sustentados por ações de tecnologia.

Em Dalian, o futuro de minério de ferro avançou 0,70%, a 459,50 yuans por tonelada. Já em Xangai, o futuro do vergalhão de aço subiu 1,70%, a 3.793 yuans por tonelada.

O cobre opera com ganhos nesta sexta-feira, oscilando ao longo desta semana, em meio a preocupações com a oferta. Os preços do alumínio, por sua vez, tiveram reação discreta às tarifas anunciadas ontem pelos Estados Unidos.

Às 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,39%, a US$ 6.854,50 a tonelada, na London Metal Exchange. Às 7h45, o cobre para julho avançava 0,21%, a US$ 3,0715 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os estoques de cobre monitorados pela LME tiveram alta de 19% na quinta-feira, no último dia de negociações de maio. Os investidores, além disso, já estavam atentos ao que pode ocorrer em junho, com negociações trabalhistas na maior mina de cobre do mundo, a chilena Escondida, controlada pela BHP Billiton. No ano passado, uma greve de 44 dias nessa mina apoiou os preços.

O alumínio, por sua vez, tinha baixa de 0,37%, a US$ 2.284 a tonelada, na LME. O metal teve reação modesta às tarifas americanas às importações de aço e alumínio de Canadá, México e União Europeia. Em nota, economistas do Goldman Sachs previram que o impacto das tarifas deve ser "apenas modestamente negativo".

Operadores também acompanham a potencial retirada de sanções contra a United Co. Rusal, a segunda maior produtora mundial de alumínio. Alvo de sanções dos EUA, Oleg Deripaska reduziu sua presença na companhia, para permitir a retirada das sanções. Em comunicado recente, o EN+ Group apontou que a medida da companhia teve como objetivo agradar aos EUA. A maioria do mercado agora antecipa a retirada das sanções contra a Rusal, segundo o ING.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,44%, a US$ 3.086,50 a tonelada, o níquel recuava 0,82%, a US$ 15.165 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,15%, a US$ 20.615 a tonelada, e o chumbo cedia 0,67%, a US$ 2.442 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo não mantinham sinal único na manhã desta sexta-feira, o que levou a diferença entre os preços do barril do tipo WTI e o do Brent ao maior patamar em três anos.

O petróleo WTI para julho recuava 0,79%, a US$ 66,51 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto avançava 0,39%, a US$ 77,86 o barril, na ICE, às 9h35 (de Brasília).

Na quinta-feira, a diferença entre os preços atingiu dois dígitos pela primeira vez desde março de 2015. O avanço dela ocorre em grande parte por causa da crescente produção dos Estados Unidos e por gargalos na capacidade de transporte do óleo no país, segundo analistas.

A produção dos EUA subiu 215 mil barris ao dia em março, na comparação com o mês anterior, para o patamar recorde de 10,47 milhões de barris por dia, segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). O transporte do material, porém, não consegue manter o ritmo. Analista da corretora PVM Oil Associates, Stephen Brennock destaca justamente o peso sobre o sistema de transporte de petróleo dos EUA, neste momento. Para ele, a diferença entre os contratos é um sinal "claro" desse gargalo.

Os contratos tiveram dias de quedas recentes, após a notícia de que Arábia Saudita e Rússia estavam perto de um acordo para elevar a produção. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e nações parceiras como a Rússia, deve se reunir em 22 de junho em Viena para discutir a questão. Neste fim de semana, haverá uma reunião informal entre alguns integrantes da Opep e a Rússia, no Kuwait.

O gráfico diário do IBOV sinaliza fundo, com destaque para o alto volume financeiro negociado na quarta-feira.

Existe espaço para um teste de 78.025 nos próximos pregões, cujo rompimento projetaria 79.690 caso materializado.

O exterior positivo pode dar uma "força" nesse primeiro pregão de junho.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



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