quinta-feira, 28 de junho de 2018

IBOV retorna hoje à liquidez normal


Bom dia, investidor!

IBOV continua desenhando pivot mesmo com menor liquidez durante o jogo da Copa >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, mantendo o recente viés negativo, enquanto investidores continuam monitorando os desdobramentos do conflito comercial entre EUA e China e digerem a postura de Washington em relação a investimentos externos.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto caiu 0,93% hoje, a 2.786,90 pontos, em seu quarto pregão negativo seguido e no menor nível em 28 meses. Já o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, recuou 1,19%, a 1.556,82 pontos.

Como vem fazendo sistematicamente nas últimas semanas, o banco central chinês (PBoC, pela sigla em inglês) voltou a enfraquecer hoje o yuan por meio da chamada taxa de paridade, conduzindo a moeda da China para seu menor nível em mais de seis meses em relação ao dólar.

Acredita-se que Pequim tem enfraquecido o yuan e recorrido a outras medidas, como um recente corte no compulsório bancário, para se preparar para uma eventual "guerra comercial" com os EUA. Recentemente, Washington ameaçou tarifar até US$ 450 bilhões em produtos chineses. Pequim promete retaliar na mesma proporção.

Ontem, o governo dos EUA revelou que pretende se basear na legislação existente para adotar eventuais restrições a investimentos externos em empresas de tecnologia americanas. O gesto foi recebido com certo alívio, uma vez que a Casa Branca optou por não tomar uma linha mais dura e direcionada especificamente à China.

De qualquer forma, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse à emissora CNBC que os EUA poderá bloquear joint ventures que envolvam transferência de tecnologia. No âmbito da disputa comercial, uma das maiores queixas de Washington é a de que os chineses estariam "roubando" tecnologia de companhias americanas.

O Ministério de Comércio da China disse hoje que irá monitorar "cuidadosamente" políticas dos EUA para limitar investimentos estrangeiros e ressaltou que não concorda com o uso da proteção à segurança nacional como "desculpa" para a adoção de restrições.

No mercado japonês, o Nikkei ficou praticamente estável, encerrando o pregão em Tóquio em baixa marginal de 0,01%, a 22.270,39 pontos, à medida que o dólar ampliou ganhos frente ao iene durante a madrugada.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impetrou, na noite de ontem, quarta-feira, 27, na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, uma reclamação constitucional, com pedido de liminar, contra a decisão monocrática proferida pelo ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, que retirou desse colegiado a análise do pedido de liberdade do petista e o remeteu para apreciação no plenário da Corte Suprema.

No pedido, a defesa de Lula alega que a decisão monocrática de Fachin, ao remeter a análise do pedido de liberdade ao plenário do STF, "sem fundamentação idônea e sem amparo nas normas legais e regimentais de regência, fez usurpar, indevidamente, a competência da 2ª Turma desta Corte, o juiz natural para processar e julgar o (caso)". Para a defesa do ex-presidente, o relator da Lava Jato, portanto, não demonstrou a presença de quaisquer das hipóteses que o Regimento Interno do STF autoriza para submeter o caso ao plenário, por isso a iniciativa foi contestada sob a ótica da garantia constitucional do juiz natural

Na peça, os advogados questionam também o STF sobre a razão "pela qual somente os processos contra Lula, com a perspectiva de resultado favorável no órgão competente - a 2ª Turma -, são submetidos ao plenário."

Os preços do petróleo operam em direções opostas nesta manhã, mas com viés de alta, refletindo ainda a queda acentuada nos estoques da commodity nos EUA ontem e em meio a riscos geopolíticos que ameaçam o fornecimento. Em Nova York, o WTI tenta realizar lucros, uma vez que acumula alta de 10% na semana, e recua.

Às 9h17 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro avançava 0,44% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,80, enquanto o do WTI para agosto caía 0,04% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 72,73.

O Departamento de Energia (DoE) dos EUA divulgou ontem que os estoques de petróleo bruto caíram 9,9 milhões de barris na semana passada, para 416,6 milhões de barris. Essa queda superou em muito a queda de 2,8 milhões de barris prevista pelos analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Os dados de estoques "deram um dinamismo adicional" ao mercado de petróleo, segundo analistas do Commerzbank. "A principal razão para isso foi o recorde de processamento de petróleo bruto e um aumento acentuado nas exportações de petróleo bruto dos EUA", escreveram os analistas em uma nota na quinta-feira.

O declínio nos estoques dos EUA vieram na esteira das ameaças do governo do presidente americano, Donald Trump, nesta semana de sancionar países que não reduzirem suas importações de petróleo bruto iraniano para "zero" até 4 de novembro.

No mês passado, Trump retirou os EUA do acordo internacional de 2015 para limitar o programa nuclear do Irã, preparando o cenário para o restabelecimento das sanções econômicas contra a República Islâmica que poderá reduzir a produção em até 2,4 milhões de barris por dia de exportações de petróleo. 

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, chegando a atingir mínimas em três meses no mercado inglês, em meio a dúvidas sobre o crescimento da China, maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,55%, a US$ 6.656,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho caía 0,94%, a US$ 2,9565 por libra-peso.

A divulgação de indicadores chineses fracos deu novos sinais de desaceleração do gigante asiático. Gastos no setor elétrico e as conclusões de imóveis em maio caíram 21% e 10%, respectivamente, segundo John Meyer, analista de mineração da SP Angel.

Alguns analistas já previam que a economia chinesa iria desacelerar no segundo semestre do ano, particularmente nos setores de infraestrutura e habitação, que fazem uso intensivo de metais.

Os dados chineses foram publicados num momento delicado das relações comerciais entre EUA e China, que estão cada vez mais conturbadas, embora Washington tenha decido ontem tomar uma postura menos dura em relação a futuras restrições a investimentos externos.

Já preocupações sobre rupturas na oferta do cobre da América do Sul estão diminuindo, após sinais de que negociações salariais entre a mineradora anglo-australiana BHP Billiton e trabalhadores da mina chilena de Escondida - a maior de cobre do mundo - estão aparentemente avançando bem. No ano passado, funcionários de Escondida fizeram uma greve de 44 dias que comprometeu o fornecimento de cobre do Chile.

Entre outros metais básicos na LME, o viés era majoritariamente positivo: o zinco avançava 0,88% no horário indicado acima, a US$ 2.907,50 por tonelada, o alumínio subia 0,07%, a US$ 2.166,50 por tonelada, o estanho tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 19.790,00 por tonelada, e o níquel ganhava 0,34%, a US$ 14.915,00 por tonelada. O chumbo, por sua vez, recuava 0,33%, a US$ 2,425,00 por tonelada. 


IBOV intradiário - no destaque o horário do jogo de ontem
clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um fechamento ao redor de 70.825, um ponto importante para o curto prazo, uma vez que foi a mínima da acumulação vista no final de 2017 que antecedeu a escalada desde aquele momento.

O desenho do pivot de alta continua válido, sendo que a confirmação viria aos 72.620, porém seria relevante uma reação desde hoje, quando a liquidez deverá ser normalizada.

Para a sessão dessa quinta-feira (28), eu acredito que uma abertura lateral, com entrada da compra em seguida, aproveitando os preços descontados de ativos de boa qualidade.

O desafio tem sido manter esse viés após a abertura do mercado norte-americano, que ocorre às 10h30.

Caso a compra mostre solidez, seria o "algo novo" que sempre utilizamos como sinal.

Vale salientar que, na semana, estamos de lado, uma vez que o fechamento do dia 22/06 ocorreu aos 70.640 e ontem em 70.610.




Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário