sexta-feira, 22 de junho de 2018

IBOV indefinido aguarda exterior


Bom dia, investidor!

BOVESPA aguarda exterior, e exterior continua apreensivo com EUA x China >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com investidores ainda apreensivos com as desavenças comerciais entre EUA e China e à espera de uma decisão de grandes produtores de petróleo sobre a oferta da commodity.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,78%, a 22.516,83 pontos, influenciado pela recuperação de ontem do iene ante o dólar, embora a moeda japonesa tenha voltado a se enfraquecer nesta madrugada. Na semana, a perda acumulada do Nikkei foi de 1,47%, a maior em um mês.

Já na China, os mercados encerraram uma semana ruim em tom positivo. O Xangai Composto subiu 0,49%, a 2.889,76 pontos, após atingir mínima em dois anos no pregão anterior, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,21%, a 1.597,39 pontos. O Xangai, porém, teve desvalorização de 4,4% na semana e registrou sua quinta perda semanal consecutiva, o que não ocorria desde dezembro.

Nos últimos dias, os negócios na Ásia foram pressionados por desdobramentos da rixa comercial entre Washington e Pequim. No começo da semana, os EUA ameaçaram adotar tarifas de 10% contra até US$ 400 bilhões em bens chineses se Pequim retaliar suas medidas comerciais. Antes disso, há uma semana, Washington anunciou planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Na ocasião, Pequim disse que retaliaria na mesma proporção.

Entre outras bolsas asiáticas, o Hang Seng apresentou leve alta de 0,15% em Hong Kong, a 29.338,70 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,83% em Seul, a 2.357,22 pontos, mas o Taiex cedeu 0,38% em Taiwan, a 10.899,28 pontos. Ao longo da semana, o Hang Seng, o Kospi e o Taiex acumularam perdas de 3,2%, 1,9% e 1,7%, respectivamente.

Há expectativa também para o resultado de uma reunião de cúpula que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros dez produtores que não integram o cartel iniciaram nesta sexta, em Viena. Nas últimas semanas, Arábia Saudita e Rússia vinham defendendo um aumento na produção combinada do grupo, uma vez que os preços do petróleo recentemente atingiram os maiores níveis em três anos e meio. O Irã, porém, afirma ser contrário a um eventual acréscimo na oferta de petróleo.

Por um acordo que está em vigor desde o começo do ano passado, a Opep e aliados têm procurado reduzir sua produção conjunta em cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd). Ontem, os sauditas propuseram um aumento de 1 milhão de bpd, que, na prática, reduziria os atuais cortes na oferta a 800 mil bpd.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York nesta manhã de sexta-feira, apagando parte das perdas que acumulou recentemente em meio à escalada de tensões comerciais e tendência de valorização do dólar.

Por volta das 8h55 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,29%, a US$ 6.819,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho avançava 0,68%, a US$ 3,0420 por libra-peso.

O dólar está devolvendo hoje parte dos fortes ganhos que acumulou nas últimas semanas, ajudando a sustentar as cotações do cobre.

Na segunda metade da semana, o cobre vem oscilando dentro de uma margem estreita, depois que investidores reduziram suas apostas na alta dos preços diante da troca de ameaças comerciais entre EUA e China.

No começo da semana, os EUA ameaçaram impor tarifas de 10% a mais US$ 400 bilhões em produtos chineses. Há uma semana, a Casa Branca já havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em bens chineses, com a maior parte dessas tarifas prevista para entrar em vigor em 6 de julho. Pequim promete retaliar as tarifas dos EUA com medidas na mesma proporção.

Entre outros metais básicos na LME, não havia tendência única: o zinco caía 0,72% no horário indicado acima, a US$ 2.914,00 por tonelada, o alumínio recuava 0,39%, a US$ 2.179,00 por tonelada, o estanho aumentava 0,32%, a US$ 20.540,00 por tonelada, o níquel subia 1,49%, a US$ 15.300,00 por tonelada, e o chumbo diminuía 0,23%, a US$ 2.391,00 por tonelada. 

O petróleo WTI avança 1,57%, a US$ 66,57 por barril, na Nymex, enquanto o Brent sobe 2,12%, a US$ 74,60 por barril, na ICE.


O gráfico diário do IBOV mostra um marobuzu de baixa, porém com baixo volume.

O fechamento da semana será muito importante para sinalizar o rumo do mercado doméstico no curto e médio prazo.

Para a compra, a região de 70.825 teria se ser rompida de forma plena, com volume e força, sendo um ponto de sustentação de preços.

Se o suporte próximo a 69K for violado, a baixa deverá imperar por aqui.

Pelos ventos no exterior, a sessão tende a inclinar-se para o lado dos touros.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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