quinta-feira, 14 de junho de 2018

IBOV faz nova mínima, seguida de compras


Bom dia, investidor!

IBOV fez nova mínima e deixou candle com longa sombra >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas encerraram os negócios desta quinta-feira com perdas generalizadas, que superaram 1% em alguns casos, depois de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizar que apertará sua política monetária em ritmo mais intenso do que antes. Na China, pesaram também indicadores macroeconômicos mais fracos do que se previa.

Como era amplamente esperado, o Fed elevou ontem seu juro básico em 0,25 ponto porcentual pela segunda vez este ano, para a faixa de 1,75% a 2,00%. O BC americano também indicou, porém, que deverá elevar juros mais duas vezes na segunda metade do ano, o que daria um total de quatro ajustes em 2018. Até março, a previsão do Fed era de três altas de juros ao longo do ano.

Além disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, anunciou que haverá coletivas de imprensa após todas as reuniões da instituição a partir de janeiro de 2019. Atualmente, o Fed realiza coletivas a cada duas reuniões. Tradicionalmente, o BC dos EUA só altera sua política em dias de coletiva.

Em Tóquio, o Nikkei recuou 0,99%, a 22.738,61 pontos, à medida que o iene se recuperou de recentes perdas frente ao dólar. Na primeira hora desta sexta-feira, o Banco do Japão (BoJ) irá anunciar sua decisão de política monetária, mas não há expectativa de mudanças, uma vez que a inflação doméstica permanece muito abaixo da meta oficial de 2%.

Nos mercados da China continental, a desvalorização foi relativamente menor. O Xangai Composto teve baixa moderada de 0,18%, a 3.044,16 pontos, e o Shenzhen Composite, que é em boa parte formado por startups, caiu 0,55%, a 1.721,89 pontos.

Os últimos números chineses sobre produção industrial, vendas no varejo investimentos em ativos fixos vieram todos aquém do esperado. A indústria da China, por exemplo, produziu em maio 6,8% mais do que em igual mês do ano passado, mas analistas previam um avanço de 7%. Já no varejo, as vendas subiram 8,5% na mesma comparação, ante expectativa de acréscimo de 9,6%.

Apesar da elevação de juros pelo Fed, o Banco do Povo da China (PBoC) decidiu hoje manter inalteradas as taxas de juros de curto prazo de seu sistema interbancário. Em ocasiões anteriores, o BC chinês seguiu o Fed e ajustou suas taxas para cima.

Outro fator que pressiona as ações na China é o fato de que os EUA poderão confirmar até amanhã a imposição de tarifas a cerca de US$ 50 bilhões em produtos chineses.

cobre opera em queda na manhã desta quinta-feira, em uma jornada negativa para os metais básicos em geral, depois da divulgação de indicadores abaixo da expectativa na China. Além disso, há o temor de que diretrizes ambientais da potência asiática possam conter a demanda.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,55%, a US$ 7.202 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para julho tinha baixa de 0,60%, a US$ 3,2345 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,42%, a US$ 3.198,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,59%, a US$ 2.265,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,02%, a US$ 20.870 a tonelada, o níquel caía 2,17%, a US$ 15.310 a tonelada, e o chumbo cedia 0,32%, a US$ 2.477 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam com volatilidade nesta quinta-feira, divididos entre a queda nos estoques de petróleo dos EUA, divulgados ontem, e a possibilidade de um aumento na produção da commodity na próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 9h46 (de Brasília), o petróleo WTI para julho subia 0,53%, a US$ 66,99 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha alta de 0,04%, a US$ 75,76 o barril, na ICE.

O Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) divulgou ontem que os estoques de petróleo caíram 4,1 milhões de barris na semana encerrada em 8 de junho, enquanto os estoques de gasolina e de diesel caíram 2,3 milhões de barris e 2,1 milhões de barris, respectivamente.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira manter sua taxa de refinanciamento em zero e a taxa de depósitos em -0,4% e afirmou que não pretende elevar os juros "pelo menos até o verão [europeu] de 2019". 

Além disso, a instituição informou em seu comunicado que as compras do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) seguirão em 30 bilhões de euros, até setembro. Entre outubro e dezembro, essas compras serão reduzidas a 15 bilhões de euros por mês, mas isso estará sujeito a que os indicadores futuros confirmem a perspectiva de médio prazo dos dirigentes, advertiu o banco central. Em dezembro, as compras devem ser encerradas, diz a nota.

O programa de compra de bônus do BCE é de 2,5 trilhões de euros (US$ 2,9 trilhões) e é criticado por autoridades da maior economia do bloco, a Alemanha. A decisão de reduzir gradualmente o relaxamento monetário ocorre apesar de evidências de desaceleração econômica na zona do euro, em meio a ameaças como conflitos no comércio internacional e as turbulências políticas recentes na Itália. 


O gráfico diário do IBOV mostra uma nova mínima de 2018, marcada ontem, seguida por uma longa sombra inferior, que sinaliza fundo e mostra que a compra estava atenta no pregão.

Para confirmar o sinal (martelo), o mercado teria de romper e fechar acima da máxima de ontem (72.980), tendo, nesse caso, amplo espaço para subir.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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