sexta-feira, 29 de junho de 2018

IBOV em tendência de alta no curto prazo


Bom dia, investidor!

IBOV vem reagindo com cenário mundial "mais ameno" e commodities em alta >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, último dia útil do segundo trimestre, à medida que os mercados da China exibiram uma forte recuperação após acumularem fortes perdas em meio a disputas comerciais entre Pequim e Washington.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 2,17% hoje, a 2.847,42 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos. Já o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, saltou 3,26%, a 1.607,62 pontos.

Ao longo de junho, porém, o Shanghai e o Shenzhen tiveram desvalorização de 8% e 9%, respectivamente. Além disso, ambos os índices ficaram no vermelho pelo terceiro trimestre consecutivo, o que não acontecia desde 2011. Apenas o Xangai sofreu um tombo de 10% no segundo trimestre.

A melhora na China veio depois que Pequim anunciou ontem medidas para reduzir restrições a investimentos externos em alguns setores, como o bancário, e para devolver pagamentos excedentes de imposto sobre valor agregado (IVA) a empresas de alta tecnologia e manufatura.

Nos últimos tempos, porém, as bolsas chinesas foram penalizadas pelas tensões comerciais entre EUA e China. O governo Trump ameaça tarifar até US$ 450 bilhões em produtos chineses e Pequim promete responder na mesma medida se Washington for adiante com seus planos.

Na quarta-feira (27), os EUA assumiram tom mais ameno ao anunciar que eventuais restrições a investimentos estrangeiros irão se basear na legislação existente, indicando que a Casa Branca não pretende tomar uma postura mais dura em relação à China especificamente.

Ajudados pelo forte desempenho das ações chinesas, outros mercados da Ásia também ficaram no azul hoje. O Hang Seng avançou 1,61% em Hong Kong, a 28.955,11 pontos, enquanto o japonês Nikkei teve alta moderada de 0,15% em Tóquio, a 22.304,51 pontos, o sul-coreano Kospi ganhou 0,51% em Seul, a 2.326,13 pontos, e o Taiex subiu 1,71% em Taiwan, a 10.836,91 pontos, em seu melhor dia em quatro meses.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, favorecidos por uma desvalorização do dólar e com investidores de olho em negociações salariais no Chile, maior produtor mundial do metal básico.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,60%, a US$ 6.663,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho avançava 0,22%, a US$ 2,9600 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, tornando o cobre mais atraente para quem utiliza outras moedas.

O cobre se mantém firme apesar de conversas salariais da mineradora anglo-australiana BNH Billiton com trabalhadores da mina chilena de Escondida - a maior do metal no mundo - terem avançado para a sua próxima fase, segundo John Meyer, analista da SP Angel.

O progresso nas discussões da BHP poderia ter pressionado o cobre, diante do menor risco à oferta, mas esse fator parece ter sido sobrepujado pela queda do dólar.

O dólar perdeu terreno após líderes da União Europeia fecharem um acordo sobre a controversa questão da imigração. O pacto ajudou a impulsionar o euro, ao reduzir pressão sobre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que vinha sendo criticada por aliados por permitir a entrada de mais de 1,4 milhão de imigrantes no país desde 2015.

À noite, serão publicados indicadores de atividade manufatureira e de serviços da China, que domina o consumo mundial de metais básicos.

Outros metais na LME assumiam rumos divergentes. No horário indicado acima, o zinco caía 1,38%, a US$ 2.865,00 por tonelada, o alumínio tinha alta marginal de 0,09%, a US$ 2.155,00 por tonelada, o estanho cedia 0,38%, a US$ 19.590,00 por tonelada, o níquel subia 1,32%, a US$ 14.985,00 por tonelada, e o chumbo aumentava 0,52%, a US$ 2.414,50 por tonelada. 

Os preços do petróleo operam sem direção única nesta sexta-feira. Enquanto o óleo negociado em Londres segue pautado pelos contínuos riscos de fornecimento na Líbia, no Irã e na América do Norte, o barril do WTI, negociado em Nova York, tem leve queda em meio a realização dos lucros recentes.

Às 9h58 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro avançava 1,11% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 78,47, enquanto o do WTI para agosto caía 0,22% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 73,29.

Os preços do petróleo subiram desde o início da semana, com o WTI e o Brent subindo mais de 7% e 5%, respectivamente.

Os aumentos de preços foram recentemente reforçados por uma disputa na Líbia sobre os direitos de comercialização de petróleo que estão dificultando a capacidade de exportação do país do Norte da África. Na Líbia, o fornecimento de até 780 mil barris de petróleo por dia está em risco, segundo analistas do Commerzbank.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,7% no trimestre encerrado em maio, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 13,3%. No trimestre até abril de 2018, o resultado ficou em 12,9%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.187 no trimestre encerrado em maio. O resultado representa alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 193,9 bilhões no trimestre até maio, alta de 2,3% ante igual período do ano anterior.

O gráfico diário do IBOV tem viés altista no curtíssimo prazo, sendo possível traçar uma LTA (azul).

O desenho é semelhante ao que vimos em dezembro/2017.

O ponto alto seria o acionamento de um pivot de alta aos 72.620, mudando a biruta do aeroporto de direção, especialmente de fechar acima dessa região.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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