quarta-feira, 20 de junho de 2018

IBOV deixa o fundo


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As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, apagando parte das fortes perdas que registraram no pregão anterior com a escalada da retórica comercial entre EUA e China.

Entre os mercados chineses, a recuperação veio na segunda metade dos negócios. O índice Xangai Composto subiu 0,27%, a 2.915,73 pontos, após sofrer um tombo de 3,78% ontem, e o menos abrangente Shenzhen Composto, formado em boa parte por startups, avançou 1,16%, a 1.612,60 pontos.

Na segunda-feira (18), as tensões comerciais entre Washington e Pequim se agravaram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou ter pedido um estudo sobre a imposição de tarifas de 10% sobre mais US$ 200 bilhões em bens chineses. No fim da semana passada, a Casa Branca já havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Em resposta às ameaças do governo americano, Pequim disse estar preparada para retaliar na mesma medida.

Apesar das incertezas, alguns analistas acreditam que haverá uma pausa temporária nos desdobramentos comerciais, permitindo que o apetite por risco tome fôlego. "Na área comercial, provavelmente veremos um período de 'hibernação' de dois meses, enquanto os EUA levam adiante o processo legal das tarifas sobre os próximos US$ 200 bilhões e a China aguarda a resposta formal da (Casa Branca)", disseram estrategistas da RBC Capital Markets em nota a clientes.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei mostrou recuperação mais convincente em Tóquio, com alta de 1,24%, a 22.555,43 pontos, à medida que o iene voltou a se enfraquecer ante o dólar, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 1,02% em Seul, a 2.363,91 pontos, o Hang Seng avançou 0,77% em Hong Kong, a 29.696,17 pontos, e o Taiex exibiu valorização mais modesta em Taiwan, de 0,21%, a 10.927,44 pontos.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, 19, absolver por unanimidade (5 a 0) a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. A análise do processo dos petistas marcou o segundo julgamento de uma ação penal da Lava Jato no STF - no mês passado, a Segunda Turma condenou por unanimidade o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR). 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu também na noite de ontem, 19, encerrar as discussões sobre o projeto de lei da cessão onerosa. Bem articulada, a oposição adotou manobras protelatórias que impediram que a votação pudesse ocorrer. A votação será retomada nesta quarta-feira, 20, às 9 horas. Também devem estar na pauta do plenário o requerimento de urgência para votação do projeto de lei que equaciona pendências e destrava a venda das distribuidoras da Eletrobras e os destaques da proposta do cadastro positivo, que ainda não foram apreciados.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar na próxima terça-feira (26) um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender a prisão. O caso foi confirmado na pauta de julgamentos do colegiado prevista a próxima semana, atendendo a um pedido do relator, ministro Edson Fachin.

Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá.

A defesa do ex-presidente, preso há mais de dois meses, entrou no início deste mês com um novo pedido de liberdade no STF e Superior Tribunal de Justiça (STJ). A petição é para que as Cortes suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex no Guarujá até que julguem no mérito os recursos extraordinário (analisado no STF) e especial (do STJ).

No dia 11 deste mês, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o caso.

Os recursos, contra a condenação que resultou na prisão de Lula, ainda precisam ser admitidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que já rejeitou a concessão de efeito suspensivo no caso.

Após operarem em alta em um movimento de recuperação ajudado pela estimativa de queda dos estoques da commodity nos EUA divulgada ontem pelo American Petroleum Institute (API), o petróleo passou a operar próximo a estabilidade, com os investidores no aguardo pelos dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) e em meio a incertezas em torno da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados.

Às 09h00 (de Brasília), o Brent para agosto recuava 0,03%, a US$ 75,06 o barril, na ICE, e o petróleo WTI para agosto caía 0,05%, a US$ 64,87 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve queda de 3 milhões barris na semana passada, o que sustentou os preços da matéria-prima em alta. Os investidores aguardam agora os dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) para comprovar a retração, uma vez que a projeção é de baixa de 2,5 milhões nos estoques. O dado será divulgado às 11h30 (de Brasília).

Por outro lado, o mercado segue atento às falas de autoridades do setor antes do encontro semestral entre os produtores de petróleo para decidir sobre os aumentos de produção nesta sexta-feira (22), em Viena. O cartel tem drenado com sucesso os estoques mundiais, o que elevou os preços para picos de mais de três anos, cortando temporariamente sua produção.

Os principais exportadores de petróleo, Rússia e Arábia Saudita, estão pressionando para aumentar a produção, enquanto outros membros da Opep, cuja capacidade de aumentar a produção é limitada, estão resistentes.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, ampliando as fortes perdas que acumularam ao longo da última semana em meio à escalada das tensões comerciais entre EUA e China.

Por volta das 9h05 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,15%, a US$ 6.815,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho caía 0,18%, a US$ 3,0415 por libra-peso.

O índice DXY do dólar mostra tendência de alta nos negócios da manhã, alargando ganhos recentes e pressionando o cobre, que fica menos atraente para operadores que utilizam outras moedas.

No mercado inglês, o cobre acumula perdas de quase 6% na última semana, revertendo fortes ganhos a máximas em quase quatro anos que exibiu mais no começo de junho.

Entre outros metais na LME, não havia direção única: o zinco subia 0,22% no horário indicado acima, a US$ 3.008,50 por tonelada, o alumínio cedia 0,09%, a US$ 2.177,00 por tonelada, o estanho avançava 0,32%, a US$ 20.470,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,68%, a US$ 14.820,00 por tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,14%, a US$ 2.413,50 por tonelada. 

Temos sinal de fundo no gráfico diário do IBOV, acompanhado de forte volume, rompimento falso de 70.825 e fechamento acima da mínima do dia 07/06 (71.160), o que reforça o padrão.

Trata-se de um engolfo, forte candlestick de inflexão de preços, o que poderá marcar um fundo de médio prazo e mudar a direção dos negócios no front doméstico.

O alvo de um movimento inicial, que poderíamos classificar como repique, seria a região de 75.000, sendo esse um divisor de águas no curto prazo.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



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