quarta-feira, 27 de junho de 2018

"Guerra Comercial" enfraquece mercados chineses


Bom dia, investidor!

Na China, bolsas em queda, yuan fraco e estrangeiros retiram investimentos  >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta quarta-feira, ainda pressionadas pelo embate comercial entre EUA e China.

Os mercados chineses lideraram as perdas. O Xangai Composto recuou 1,10%, a 2.813,18 pontos, acumulando desvalorização de 21% desde a máxima em dois anos e meio que atingiu em 24 de janeiro. Já o Shenzhen Composto, formado em boa parte por startups, caiu 1,3%, a 1.575,57 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 1,82%, a 28.356,26 pontos.

Segundo Alex Lee, diretor de investimentos do fundo de hedge Nimbus Capital, investidores estrangeiros retiraram recursos hoje das bolsas da China continental e de Hong Kong temendo o impacto da tendência de queda do yuan nos lucros corporativos.

Desde que a China falou em "guerra comercial" com os EUA e prometeu adotar uma série de "medidas abrangentes", no último dia 19, o banco central chinês (PBoC, pela sigla em inglês) vem enfraquecendo o yuan sistematicamente e anunciou um corte no compulsório bancário pela segunda vez este ano. Para os negócios desta quarta, o PBoC conduziu o yuan para seu menor nível em seis meses em relação ao dólar por meio da chamada taxa de paridade.

Nas últimas semanas, os EUA ameaçaram aplicar tarifas a até US$ 450 bilhões em produtos chineses. Em resposta, Pequim promete retaliar na mesma proporção.

Mais recentemente, surgiram relatos de que Washington estaria se preparando para restringir investimentos da China em empresas de tecnologia americanas. Na segunda-feira (25), o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que os rumores eram falsos e que eventuais medidas se aplicariam a "todos os países", e não apenas a China. Já numa declaração conflitante, o assessor econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou à emissora CNBC que os EUA não têm planos de impor restrições a investimentos estrangeiros.

No Japão, o Nikkei caiu 0,31%, a 22.271,77 pontos, em meio ao fortalecimento do iene ante o dólar durante a madrugada. No entanto, o índice da indústria petrolífera, formado por dez empresas, disparou 7,7%, depois que as cotações internacionais do petróleo saltaram entre 2,1% e 3,6% ontem.

O lucro industrial da China teve avanço de 21,1% em maio ante igual mês de 2017, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O indicador apresenta uma desaceleração do crescimento se comparado ao dado de abril, que, na mesma base, subiu 21,9%.

Nos cinco primeiros meses do ano, o lucro industrial teve alta de 16,5%, ante mesmo intervalo do ano passado. As companhias estatais tiveram melhor performance, com salto de 28,7% em igual comparação.

A relação entre dívida e ativo das companhias industriais chinesas oscilou de 56,5% em abril para 56,6% em maio. 

Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, ampliando fortes ganhos da sessão anterior, enquanto operadores avaliam possíveis riscos à oferta depois que o governo Trump intensificou ameaças contra a indústria petrolífera iraniana e também na esteira de dados favoráveis sobre os estoques americanos.

Às 9h39 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro avançava 0,68% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 76,66, enquanto o do WTI para agosto subia 0,92% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 71,18.

Ontem, o Brent e o WTI saltaram 2,1% e 3,6%, respectivamente, após os EUA ameaçarem sancionar países que não suspenderem importações de petróleo do Irã até 4 de novembro.

Compradores de petróleo iraniano tinham a expectativa de que Washington lhes daria mais tempo para interromper suas importações.

No mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou seu país do acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear iraniano, abrindo caminho para restabelecer sanções contra Teerã que já tendiam a prejudicar suas exportações de petróleo.

Atualmente, o Irã exporta cerca de 2,4 milhões de barris por dia. Analistas estimam que entre 400 mil e 1 milhão de barris iranianos por dia estarão em risco uma vez que as sanções sejam totalmente retomadas, após um período de seis meses.

O petróleo também é sustentado nos negócios da manhã pela pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API). No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve expressiva queda de 9,2 milhões barris na semana passada.

Hoje, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE) norte-americano publica o levantamento oficial sobre estoques dos EUA, que inclui também números de produção. A previsão do mercado é que o DoE apontará uma queda de 2,8 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto da última semana.

O cobre opera em queda nesta manhã seguindo o mau humor dos mercados em meio a desconfianças ao redor do mundo que uma guerra comercial está cada vez mais próxima entre os EUA, China e Europa.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,25%, a US$ 6.710,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho tinha baixa de 0,42%, a US$ 2,9795 por libra-peso.

Além disso, o dólar voltou a subir ante moedas emergentes e ligadas a commodities, e ante algumas divisas fortes, o que prejudica o metal, que é cotado na moeda americana.

Entre outros metais básicos na LME, o zinco recuava 0,52%, a US$ 2.844,50 a tonelada métrica, o alumínio caía 0,8%, a US$ 2.176,50 a tonelada métrica, o estanho perdia 1,86%, a US$ 19.820 a tonelada métrica, o níquel cedia 1,95%, a US$ 14.610 a tonelada métrica e o chumbo tinha baixa de 0,19%, a US$ 2.412,50 a tonelada métrica.


IBOV agora (10h18) = clique para ampliar

O IBOV vem desenhando um pivot de alta pouco a pouco, com máximas mais altas que a sessão anterior nos últimos pregões.

Naturalmente a confirmação viria somente no rompimento e consolidação acima de 72.620, revertendo tecnicamente a direção no curto prazo.

A tendência para essa terça-feira é de uma abertura lateral, seguida por pressão compradora moderada ao longo da sessão, com fechamento positivo, na minha visão.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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