segunda-feira, 4 de junho de 2018

Focus reduz projeção do PIB


A projeção para a produção manteve-se >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, seguindo a reação positiva de Wall Street a dados mais fortes do que o esperado do mercado de trabalho dos EUA.

Na sexta-feira (01), os índices acionários de Nova York subiram entre 0,9% e 1,5% na esteira do relatório de emprego dos EUA - o chamado "payroll" -, que mostrou criação de mais postos de trabalho do que se previa em maio e a queda da taxa de desemprego a 3,8%, o menor nível desde abril de 2000.

A força da economia americana acabou deixando em segundo plano a última rodada de negociações comerciais entre EUA e China, que terminou neste fim de semana, em Pequim, sem avanços significativos. Ontem, a China alertou que não elevará suas compras de produtos americanos, como havia prometido, se o presidente dos EUA, Donald Trump, seguir adiante com sua ameaça de taxar bilhões de dólares em exportações chinesas.

Nos negócios da China continental, o Xangai Composto avançou 0,52% hoje, a 3.091,19 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, teve alta marginal de 0,09%, a 1.747,96 pontos.

No Japão, o Nikkei teve desempenho mais vigoroso e subiu 1,37%, a 22.475,94 pontos, apagando integralmente as perdas acumuladas na semana passada. A valorização do Nikkei, a maior em seis semanas, foi possível graças a ações de montadoras, que saltaram em meio à fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada.

O petróleo recua na manhã desta segunda-feira, em meio a incertezas sobre os próximos passos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e também em reação a sinais fortes da produção dos Estados Unidos.

Às 9h57 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 0,59%, a US$ 65,42 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha baixa de 1,37%, a US$ 75,74 o barril, na ICE.

O Brent recuou cerca de 5% desde o fim de maio, com a notícia de que a Arábia Saudita, líder na prática da Opep, e a Rússia estão perto de um acordo para produzir mais. No mês passado, o Brent atingiu o patamar simbólico de US$ 80 o barril pela primeira vez desde novembro de 2014, em parte por causa da decisão do presidente americano, Donald Trump, de abandonar o acordo nuclear internacional de 2015 com o Irã. A decisão abriu espaço para sanções econômicas americanas contra os iranianos.

Além disso, os preços são pressionados após na semana passada ser divulgado que a produção dos EUA subiu mais, a 10,47 milhões de barris por dia. Ao mesmo tempo, o número de poços e plataformas em atividade no país subiu 2 na última semana, a 861, de acordo com a Baker Hughes. 

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York neste início de semana, à medida que negociações de trabalhadores com mineradoras no Chile alimentam preocupação sobre possíveis rupturas na oferta do metal.

Por volta das 10h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,28%, a US$ 6.924,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em junho tinha alta de 0,58%, a US$ 3,1165 por libra-peso.

A anglo-australiana BHP Billiton retomou negociações com funcionários da mina chilena de Escondida. No ano passado, uma greve de 44 dias na maior mina de cobre do mundo deu forte impulso aos preços do metal.

Já o alumínio avançava 0,46% no mercado inglês, a US$ 2.309,00 por tonelada, ampliando ganhos acumulados na última semana a 1,9%. Na quinta-feira (31), os EUA decidiram não renovar isenções de tarifas sobre importações de aço e alumínio originárias do Canadá, do México e da União Europeia.

Outros metais básicos da LME tinham viés de baixa. No horário indicado acima, o zinco caía 0,87%, a US$ 3.061,00 por tonelada, enquanto o níquel diminuía 0,94%, a US$ 15.265,00 por tonelada, o estanho cedia 0,58%, a US$ 20.635,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,83%, a US$ 2.444,00 por tonelada. 

Após os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na semana passada, o mercado financeiro reduziu suas projeções de crescimento da economia em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 2,37% para 2,18% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,70%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

Na quarta-feira passada, dia 30, o IBGE informou que o PIB cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, houve alta de 1,2%.

A projeção atual do BC, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 3,80%. Há um mês, estava em 3,81%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, também igual ao verificado um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV tem fundo marcado no diário, fora da banda de bollinger inferior, o que confere força ao padrão.

Após uma semana turbulenta, cujo feriado foi a pimenta do acarajé, iniciamos a semana com o exterior positivo, o que impulsiona os negócios.

Enquanto escrevo o benchmark está rompendo a região de 78.025, que agora se torna suporte pela inversão de polaridade da análise técnica.

Isso abre espaço para um teste de 79.690 em um ou dois pregões, lembrado que esse ponto foi o importante fundo de fevereiro/18.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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