quarta-feira, 13 de junho de 2018

FED anuncia juro esta tarde


Bom dia, investidor!

FED anuncia juro; durante a semana teremos BoJ e BCE >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, em clima de cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Às 15h (de Brasília), o Fed deverá elevar seus juros básicos em 0,25 ponto porcentual pela segunda vez este ano, de acordo com analistas. Investidores, porém, ficarão particularmente atentos a sinais de quantas vezes mais o BC americano poderá elevar juros em 2018 e irão acompanhar também as novas projeções da instituição para a economia dos EUA.

Em março, o Fed projetou um total de três aumentos de juros ao longo deste ano. Há quem acredite, no entanto, que a previsão poderá ser ajustada para quatro elevações, o que significaria que os juros poderão subir outras duas vezes na segunda metade de 2018.

Após um breve alívio ontem, - quando as bolsas chinesas subiram na esteira da assinatura de um acordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, para a desnuclearização da Península Coreana -, os mercados da maior economia asiática retomaram a recente tendência de fraqueza. O Xangai Composto recuou 0,97% nesta quarta, a 3.049,80 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,58%, a 1.731,43 pontos, atingindo o menor patamar em quatro meses.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda significativa de 1,22%, a 30.725,15 pontos, em parte influenciada por um tombo de 42% nas ações da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicação ZTE, que voltou a ser negociada hoje após uma suspensão de dois meses e perdeu cerca de US$ 3 bilhões em valor de mercado na reestreia. Recentemente, a ZTE aceitou pagar uma multa de cerca de US$ 1 bilhão ao governo dos EUA para poder retomar a compra de componentes americanos. A ZTE havia sido punida por Washington por ter feito negócios com a Coreia do Norte e Irã.

Na Coreia do Sul, a bolsa de Seul não operou hoje devido à realização de eleições locais.

Os mercados de Tóquio e Taiwan, por outro lado, asseguraram ganhos moderados. O índice japonês Nikkei subiu 0,38%, a 22.966,38 pontos, ajudado mais uma vez por um movimento de desvalorização do iene frente ao dólar durante a madrugada, enquanto o Taiex avançou 0,26% na bolsa taiwanesa, a 11.173,21 pontos.

A semana vai trazer ainda decisões de política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE), amanhã, e pelo Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês), na sexta-feira.

Os presidenciáveis que postulam o Palácio do Planalto nessas eleições intensificam os movimentos para atrair eventuais aliados nessa campanha e ganhar musculatura política e tempo no horário político gratuito no rádio e na televisão. 

Uma das 'noivas' da temporada é o DEM de Rodrigo Maia, que tem avançado em conversas com dois pré-candidatos, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). As costuras devem ser feitas até meados de julho e envolve, além do apoio a um candidato, os arranjos locais e regionais. 

Nessa corrida, um dos postulantes mais bem posicionados nas recentes pesquisas de intenção de voto, Ciro Gomes, tem traçado uma ofensiva, com a ajuda de seu irmão, o ex-governador Cid Gomes, para tentar quebrar as resistências do mercado financeiro ao seu nome.

Os preços do petróleo operam em baixa nesta quarta-feira, com os investidores na expectativa pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e no aguardo por dados de estoques nos EUA.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 0,53%, a US$ 66,01 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha baixa de 0,16%, a US$ 75,76 o barril, na ICE.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros grandes produtores, como a Rússia, devem se reunir em Viena em 22 de junho. A Arábia Saudita - a chefe de fato da Opep - e a Rússia indicaram recentemente a disposição de aumentar a produção diante de aumento dos preços e riscos geopolíticos de fornecimento na Venezuela e no Irã.

O foco principal do mercado está na reunião e na possibilidade de que a Opep e seus aliados aumentem a produção depois de mais de um ano de retração, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

As expectativas de que o cartel do petróleo e seus aliados possam abandonar um acordo coordenado para conter a produção em cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo por dia pesaram sobre os preços nas últimas semanas, depois que o Brent ultrapassou a barreira dos US$ 80 por barril em maio. O acordo está definido para expirar no final deste ano.

No entanto, os preços perderam força, apesar da Agência Internacional de Energia (AIE) afirmar que espera que o apetite mundial continue robusto ao longo de 2019. Em seu relatório mensal, a agência previu que a demanda global por petróleo cresceria 1,4 milhão de barris por dia em 2019 em relação a este ano.

Por outro lado, a AIE também espera que a produção de petróleo de países fora da Opep continue a crescer, impulsionada principalmente pelo crescimento da oferta dos EUA, devendo desacelerar apenas ligeiramente em 2019, para 1,7 milhões de barris por dia, comparado com 2 milhões de barris por dia.

Os investidores estão de olho também nos dados oficiais de estoques nos EUA, que serão divulgados hoje pelo Departamento de Energia (DoE) às 11h30 (de Brasília). Ontem, o American Petroleum Institute (API) divulgou estimativa de aumento de 833 mil barris nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada. O API também apontou acréscimos nos volumes estocados de gasolina (+2,3 milhões de barris) e de destilados (+2,1 milhões de barris). 

Os contratos futuros de cobre estão próximos da estabilidade. Além da expectativa geral nos mercados internacionais pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), nesta tarde, investidores nesse caso monitoram notícias de empresas e também notícias de negociações entre funcionários e patrões na maior mina do mundo.

O cobre para três meses subia 0,03%, a US$ 7.214,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 9h45 (de Brasília), avançando 4% na comparação mensal. O cobre para julho avançava 0,08%, a US$ 3,2520 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar está perto da estabilidade, antes da decisão do Fed. Além disso, na quinta-feira haverá decisão do Banco Central Europeu (BCE), o que gera cautela antes das decisões de importantes bancos centrais.

Na semana passada, o cobre teve forte alta, em meio a uma combinação de decisões especulativas, movimentos cambiais e preocupação com a oferta. Negociações trabalhistas na América do Sul foram uma importante causa para o movimento, em meio ao diálogo entre a BHP Billiton e os funcionários da mina Escondida, no Chile, a maior do mundo. No ano passado, um impasse nesse diálogo provocou uma greve de 44 dias.

Analistas disseram que os dados de importação de cobre da Índia devem mostrar um aumento na quantidade do metal comprada pelo país, a fim de compensar a parada na operação da Vedanta Resources em Tâmil Nadu. A Glencore, por sua vez, revelou um plano de reestruturação de US$ 5,6 bilhões na Katanga Mining, no Congo, na qual detém 86%. Isso ocorre após a Glencore chegar a um acordo com a parceira local Gecamines e resolver uma disputa por capitalização, encerrando demandas judiciais.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,27%, a US$ 3.190 a tonelada, o alumínio recuava 0,81%, a US$ 2.274 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,90%, a US$ 20.870 a tonelada, o níquel cedia 0,43%, a US$ 15.190 a tonelada, e o chumbo subia 0,41%, a US$ 2.478 a tonelada. 

IBOV: equilíbrio ontem e hoje até aqui (10h40)
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O gráfico diário do IBOV mostra que os touros equilibraram forças com os ursos, após a forte queda que tivemos recentemente.

As mínimas das três últimas sessões são mais altas que a sessão anterior.

Na minha leitura, o momento é de oportunidades, uma vez que trabalhamos ao redor dos topos de 2008 (máxima histórica) e 2010, assim como próximo do fundo que gerou a escalada desde dezembro/17.

A movimentação é uma provável contração de preços, talvez uma acumulação antes de disparar.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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