terça-feira, 5 de junho de 2018

Exterior em alta e IBOV abre em baixa


Bom dia, investidor!

IBOV abre em baixa, na contramão do exterior, mas deve corrigir durante o dia >>> LEIA MAIS >>>

IBOV agora, às 10h34

As bolsas asiáticas terminaram os negócios desta terça-feira majoritariamente em alta, seguindo o tom positivo de Nova York, que ontem teve mais uma rodada de ganhos com destaque para o Nasdaq, que renovou máxima histórica de fechamento.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,28% hoje, a 22.539,54 pontos, impulsionado por ações de fabricantes de bens de consumo.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto avançou 0,74%, a 3.114,21 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, teve valorização mais expressiva, de 1,70%, a 1.777,73 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng registrou alta de 0,31% em Hong Kong, a 31.093,45 pontos, graças ao bom desempenho de papéis do setor imobiliário, e o sul-coreano Kospi subiu 0,25% em Seul, a 2.453,76 pontos, mas o Taiex encerrou o dia com baixa marginal de 0,08% em Taiwan, a 11.110,15 pontos.

Apesar do viés positivo desta terça, investidores continuam temerosos em relação à perspectiva do comércio mundial, uma vez que os EUA decidiram na semana passada impor tarifas a importações de aço e alumínio da União Europeia, do Canadá e do México, após isentá-los da cobrança por um breve período, e não teve avanços significativos na última rodada de discussões comerciais com a China, que ocorreu no fim de semana em Pequim.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da China, que engloba os setores industrial e de serviços, ficou em 52,3 em maio, inalterado ante abril, segundo dados finais publicados pela IHS Markit.

Apenas o PMI de serviços da segunda maior economia do mundo também mostrou estabilidade em maio ante o mês anterior, a 52,9.

As leituras dos PMIs acima da marca de 50,0 indicam que a atividade na China continuou se expandindo no mês passado e em ritmo semelhante ao de abril. 

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, ampliando ganhos recentes, ainda em meio a negociações salariais no setor minerador chileno que podem ter impacto na oferta do metal.

Por volta das 10h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,5%, a US$ 7.019,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em junho tinha alta de 0,48%, a US$ 3,1495 por libra-peso.

Investidores estão atentos esta semana a possíveis rupturas na oferta, uma vez que a mineradora anglo-australiana BHP Billiton retomou negociações com trabalhadores da mina chilena de Escondida, a maior de exploração de cobre do mundo. No ano passado, uma greve de 44 dias na mina comprometeu a produção e impulsionou os preços do metal.

Desde o começo do ano, o cobre tem operado sob pressão e acumula perdas de 3%, prejudicado por temores sobre uma eventual desaceleração da China e pela tendência de valorização do dólar. Nas últimas sessões, no entanto, o cobre tem mostrado maior resistência e se mantido dentro de uma estreita faixa de preços.

Entre outros metais básicos na LME, o viés era majoritariamente positivo: no horário indicado acima, o zinco avançava 1,6%, a US$ 3.170,00 por tonelada, o alumínio ganhava 0,9%, a US$ 2.329,00 por tonelada, o níquel tinha alta de 0,10%, a US$ 15.515,00 por tonelada, o e o chumbo subia 1%, a US$ 2.525,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o pouco negociado estanho caía 0,30%, a US$ 20.610,00 por tonelada.

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, ampliando perdas recentes, à medida que investidores aguardam decisão de grandes produtores sobre a possível ampliação de sua oferta.

Às 8h35 (de Brasília), o barril do Brent para agosto caía 1,69% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 74,02, enquanto o do WTI para julho recuava 0,60% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 64,36.

A Arábia Saudita, líder informal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), recentemente sinalizou desejo de relaxar as restrições do atual acordo que ajudou a reequilibrar o mercado da commodity.

Desde o começo do ano passado, Opep e dez grandes produtores que não pertencem ao cartel, incluindo a Rússia, vêm reduzindo sua oferta combinada em torno de 1,8 milhão de barris por dia, numa tentativa de impulsionar os preços do petróleo.

No próximo dia 22, durante reunião em Viena, Opep e parceiros irão reavaliar a possibilidade de aumentar sua produção. Em princípio, os termos do acordo seriam mantidos até o fim de dezembro.

Enquanto o Brent tem sido relativamente sustentado pelo aperto na oferta global, o WTI vem sendo pressionado por uma forte expansão na produção dos EUA, capitaneada pela indústria de óleo de xisto. Dados oficiais mostraram que a produção americana atingiu recorde de 10,47 milhões de barris por dia na semana encerrada em 26 de maio.

No fim da tarde de hoje, às 17h30 (de Brasília), a atenção vai se voltar para pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre estoques de petróleo e derivados dos EUA. O levantamento oficial, do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e que inclui números de produção, está programado para amanhã. 

A produção industrial subiu 0,8% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a abril de 2017, a produção aumentou 8,9%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um aumento de 3,50% a 9,10%, com mediana positiva de 7,60%.

No ano, a indústria teve alta de 4,5%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 3,9%. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma sequência importante de recuperação, após formar um fundo fora da banda de bollinger inferior e relevante distância em relação à média móvel de 21 períodos.

Iniciamos o pregão em baixa, descolado do exterior, o que, na minha visão, é uma correção pontual e deve ser encarada como oportunidade.

Temos suporte imediato em 78.025, região protegida pela média móvel de 5 períodos.

Se a compra voltar a pressionar e mira 79.690 no curtíssimo prazo.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


contato@toptraders.com.br

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