sexta-feira, 15 de junho de 2018

Datena é candidato


Bom dia, investidor!

Datena é o novo outsider; IBOV continua desenhando o fundo >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, em clima de apreensão antes da possível imposição de novas tarifas dos EUA sobre produtos chineses e na esteira de decisões de política monetária na zona do euro e no Japão.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto recuou 0,73%, a 3.021,90 pontos, atingindo o menor nível em 21 meses, enquanto o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, caiu 1,76%, a 1.691,65 pontos.

O mau humor na China veio após notícia de que o presidente americano, Donald Trump, teria aprovado ontem a aplicação de tarifas a cerca de US$ 50 bilhões em bens chineses, segundo pessoas com conhecimento do assunto. A expectativa é que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) divulgue hoje a lista final de produtos chineses sujeitos à tarifação.

Em Tóquio, por outro lado, a continuidade da fraqueza do iene - que chegou a tocar mínimas em três semanas frente ao dólar durante a madrugada - favoreceu o Nikkei, que subiu 0,50%, a 22.851,75 pontos. Ações de farmacêuticas e ligadas a bens de consumo foram destaque positivo no mercado japonês, mas os papéis de bancos lideraram perdas após decisão do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de manter inalterada sua agressiva política de estímulos monetários.

Em coletiva de imprensa que se seguiu à decisão, o presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, reiterou sua postura acomodatícia e ressaltou que ainda não viu problemas no sistema bancário japonês resultantes da atual política de juros extremamente baixos. Kuroda também reafirmou que ainda não chegou a hora de o BoJ discutir formas de retirar seus estímulos.

O comportamento do BoJ contrasta com o de outros grandes bancos centrais. Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) revelou planos de retirar gradualmente seu gigantesco programa de compras de ativos, conhecido como QE, até o fim do ano. Antes disso, na quarta-feira (13), o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) elevou seus juros básicos pela segunda vez este ano e preparou o terreno para mais dois aumentos no segundo semestre.

O Banco Central do Brasil anunciou que continuará com a ação para oferecer liquidez ao mercado de câmbio. Em nota divulgada no início da noite de ontem, a instituição anunciou que "estima oferecer montante em torno de US$ 10 bilhões em contratos de swaps" na próxima semana. "Esse montante poderá ser ajustado para cima ou para baixo, dependendo das condições de mercado", cita a nota do BC.

O montante mencionado para a próxima semana é menos da metade que a referência da atual semana. Entre os dias 8 e 15 de junho, o BC reafirmou na nota que oferecerá US$ 24,5 bilhões em novos contratos de swap.

Na nota, a instituição reafirma que "não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado". O BC diz que "continuará acompanhando as condições de mercado de câmbio e atuando para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento".

O texto diz ainda que o BC trabalhará junto com o Tesouro Nacional "de forma coordenada no mercado de juros para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento".

Nesta quinta (14), a atuação do BC no mercado cambial teve a colocação de 100 mil contratos de swap em três operações que somaram US$ 5 bilhões. Essa foi a emissão de contratos de swap tradicional em um único dia desde o início do uso desse instrumento, em 2002.

O petróleo opera em território negativo nesta sexta-feira, antes de uma importante reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Viena, na próxima semana, quando se espera uma decisão de aumentar a produção do cartel. Além disso, há cautela em geral nos mercados internacionais, nesta manhã, com investidores de olho em novidades do comércio internacional.

Às 9h05 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 0,28%, a US$ 66,70 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuava 1,03%, a US$ 75,16 o barril, na ICE.

Os preços do petróleo têm caído após atingirem máximas em mais de três anos em junho, diante da expectativa de que a Opep e seus aliados, como a Rússia, voltarem a aumentar sua produção, relaxando o acordo em vigor desde janeiro de 2017 para cortá-la.

A Arábia Saudita avalia uma alta de 500 mil a 1 milhão de barris por dia e a Rússia deseja aumentar a produção em até 1,5 milhão de barris por dia, segundo Carsten Fritsch, analista do Commerzbank. A reunião da Opep ocorre em Viena no dia 22.

O Irã, por sua vez, enfrenta o risco da volta de sanções contra os EUA ainda neste ano, após o presidente americano, Donald Trump, se retirar de um acordo internacional que minimizou essas sanções em troca de maior controle sobre o programa nuclear de Teerã. Analistas esperam que as exportações do Irã enfrentem dificuldades, com isso. Já na Venezuela, a crise econômica tem prejudicado a produção, o que também segue no radar do mercado. 

Os preços do cobre operam em queda nesta sexta-feira em meio ao dólar mais forte, expectativa de anúncio de tarifas dos EUA sobre produtos chineses e a retomada de um pagamento de royalties da Glencore.

Às 9h10 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,30%, a US$ 7.138,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h26, o cobre para julho tinha baixa de 0,36%, a US$ 3,2105 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O índice do dólar DXY, que mede a moeda em comparação com uma cesta de 6 outras divisas fortes, opera em alta de 0,10%. Um dólar mais forte tende a tornar as commodities denominadas nessa moeda mais caras para os detentores de outras moedas.

Esse aumento do dólar veio depois que o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) elevou as taxas de juros na quarta-feira e definiu um aumento adicional da taxa para 2018, elevando o total esperado para este ano de três para quatro.

Entre os demais metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,79%, para US$ 3.155 por tonelada, o alumínio recuava 0,58%, para US$ 2.239,50 por tonelada métrica, o estanho subia 0,07%, para, US$ 20.840 a tonelada métrica, o níquel tinha alta de 0,59%, para US$ 15.365 a tonelada métrica e o chumbo baixava 0,28%, para US$ 2.453 a tonelada métrica. 

Recém-filiado ao DEM, o apresentador José Luiz Datena, da rádio e TV Bandeirantes, pode ser o novo outsider dessa corrida presidencial, depois que o apresentador global Luciano Huck e o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa deixaram o páreo. 

A informação, revelada pelo site BR18, pegou os concorrentes de surpresa e pode mexer significativamente com o cenário eleitoral, principalmente com as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), que vêm empreendendo esforços para uma aliança nacional com o DEM. 

Em entrevista publicada na edição de hoje do Estadão, Datena fala do desejo de concorrer a uma vaga no Senado, provavelmente na chapa do ex-prefeito João Doria (PSDB), pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, mas não descarta concorrer ao Palácio do Planalto. 

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 1,55% em 2018 até abril, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais.

Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,52% nos 12 meses encerrados em abril.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. 

O gráfico diário do IBOV tenta montar um fundo na mesma região que o fez em dezembro/17.

Temos considerável distância em relação à média móvel de 21 períodos, porém é a média de 5 períodos que tem atuado como resistência, impedindo uma reação do benchmark.

Isso significa que um eventual rompimento da MM5 seria algo novo, caso materializado, podendo animar os investidores.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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