segunda-feira, 18 de junho de 2018

IBOV completa um mês na descida


Bom dia, investidor!

IBOV fez forte volume e marte na sexta; agora a -1% >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira em baixa, pressionadas pelos últimos desdobramentos do conflito comercial entre Washington e Pequim. Os mercados da China continental, de Hong Kong e de Taiwan, porém, não operaram devido a feriados.

Na sexta-feira (15), os EUA anunciaram a imposição de tarifas de 25% sobre importações chinesas no valor de US$ 50 bilhões. No mesmo dia, a China anunciou uma retaliação na mesma proporção, apesar do presidente americano, Donald Trump, ter ameaçado adotar barreiras adicionais caso isso ocorresse.

As tarifas dos EUA serão aplicadas em duas etapas. A primeira atingirá importações de US$ 34 bilhões e entrará em vigor no dia 6 de julho. Já a barreira sobre os restantes US$ 16 bilhões estará sujeita a uma revisão antes de começar a valer. A China agirá da mesma forma, mas existe o temor de que Pequim tarife produtos de energia americanos na segunda fase, fator que ajuda a pressionar as cotações do petróleo desde o fim da semana passada.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,75% hoje, a 22.680,33 pontos, à medida que os temores comerciais ajudaram a impulsionar o iene em relação ao dólar, castigando ações de exportadoras japonesas, como Komatsu (-3,9%), Hitachi (-3%) e Sony (-1,6%). E o setor de energia e carvão teve queda de 3,7% na capital do Japão, diante do comportamento recente do petróleo, que ampliou perdas durante a sessão asiática, depois de fechar a última sessão em Nova York e Londres com robustas perdas de 2,7% a 3,3%.

O cobre opera perto da estabilidade, nesta segunda-feira, sem muito impulso, após os dois contratos caírem mais de 2% na sexta-feira em reação a tarifas comerciais dos Estados Unidos e à retaliação da China.

O cobre para três meses operava estável, a US$ 7.012 a tonelada, depois de uma semana anterior de volatilidade. O cobre para julho caía 0,21%, a US$ 3,1380 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os participantes do mercado estão de olho na reunião desta semana da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), já que os movimentos do petróleo muitas vezes afetam o cobre. Muitas vezes as duas commodities são negociadas em conjunto, com maior peso para o óleo.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,06%, a US$ 3.076 a tonelada, o alumínio subia 0,05%, a US$ 2.213,50 a tonelada, o estanho avançava 0,14%, a US$ 20.775 a tonelada, o níquel tinha ganho de 0,1%, a US$ 15.185 a tonelada, e o chumbo subia 1,04%, a US$ 2.426 a tonelada. 

Mesmo após o avanço do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) em abril, conforme divulgação da última sexta-feira, o mercado financeiro reduziu suas projeções de crescimento da economia em 2018 e 2019. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 1,94% para 1,76% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,50%. Para 2019, o mercado reduziu a previsão de expansão do PIB de 2,80% para 2,70%, ante 3,00% de quatro semanas atrás.

Na última sexta-feira (15), o BC informou que o IBC-Br subiu 0,46% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. O indicador é considerado uma espécie de "prévia" para o PIB. No acumulado do ano, houve avanço de 1,55% do IBC-Br. Estes porcentuais, no entanto, ainda não captam os efeitos da greve dos caminhoneiros e da piora das condições financeiras, que ocorreram em maio.

A projeção atual do BC, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%.
No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,51% para elevação de 3,50%. Há um mês, estava em 3,80%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,20%, ante 3,50% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 57,05% para 57,15%, ante 57,00% de um mês atrás.

O IBOV teve um forte volume no pregão de sexta-feira, deixando um sinal de fundo longe da média móvel de 21 períodos, sendo este um martelo.

Uma vez acima de 70.825, teria a máxima do candle citado como desafio a ser vencido (71.420) para confirmar o sinal citado.

Caso esse cenário seja materializado, haveria uma rompimento falso da congestão vista entre novembro e dezembro/17.

A minha expectativa é por uma abertura negativa nessa segunda-feira, com recuperação ao longo do dia.

Bons negócios e boa semana!




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário