terça-feira, 12 de junho de 2018

IBOV nos níveis de 10 anos atrás


Bom dia, investidor!

IBOV forma fundo nas máximas de 10 anos atrás; acordo histórico EUA coreia >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações majoritariamente modestas nesta terça-feira, após a histórica reunião do presidente dos EUA, Donald Trump, com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Depois do aguardado encontro, em Cingapura, Trump e Kim assinaram um acordo que prevê a completa desnuclearização da Península Coreana. Detalhes do acordo não foram revelados, no entanto.

Em Seul, o índice sul-coreano Kospi terminou o pregão em baixa marginal de 0,05%, a 2.468,83 pontos, com queda da Samsung (-1%) e alta da Hyundai (+0,7%).

No Japão, o Nikkei subiu 0,33%, a 22.878,35 pontos, ajudado pela fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada. No fim da semana, o banco central japonês (BoJ, na sigla em inglês) anuncia decisão de política monetária, mas não há previsão de mudanças nos atuais estímulos à economia, uma vez que a inflação doméstica continua muito abaixo da meta oficial de 2%.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve leve alta de 0,13%, a 31.103,06 pontos, enquanto em Taiwan, o Taiex registrou ligeira queda de 0,04%, a 11.144,79 pontos.

Na China continental, os mercados deram uma pausa na recente trajetória negativa e exibiram ganhos mais sólidos. O Xangai Composto subiu 0,89%, a 3.079,80 pontos, e o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, avançou 1,03%, a 1.759,16 pontos. Segundo Ivan Li, estrategista do banco DBS, a cúpula entre Trump e Kim pode contribuir para a melhora das relações entre EUA e China, que há meses estão envolvidos numa disputa comercial.

Antes do BoJ, haverá decisões de política monetária esta semana também nos EUA e na zona do euro. As expectativas são de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve juros pela segunda vez este ano, amanhã, e há especulação ainda de que o BCE poderá decidir sobre o fim de seu programa de compras de ativos, na quinta-feira.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de -8,2 em maio para -16,1 em junho, atingindo o menor nível desde setembro de 2012, segundo o instituto alemão ZEW. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a -15.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW recuou de 87,4 em maio para 80,6 em junho. Neste caso, a projeção do mercado também era de redução menor, a 84,2.

Segundo o presidente do ZEW, Achim Wambach, "a recente escalada na disputa comercial com os Estados Unidos e temores de que o novo governo italiano persiga uma política que possa desestabilizar os mercados financeiros deixaram uma marca na perspectiva econômica da Alemanha". 

Os bancos chineses liberaram 1,15 trilhão de yuans (US$ 179,6 bilhões) em novos empréstimos em maio, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O resultado ficou um pouco abaixo do volume de 1,18 trilhão de yuans registrado em abril e também levemente aquém da previsão de 11 analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 1,2 trilhão de yuans em novos empréstimos.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, diminuiu para 760,8 bilhões de yuans em maio, de 1,56 trilhão de yuans no mês anterior.

Já a base monetária da China (M2) teve acréscimo anual de 8,3% em maio, mesma variação de abril. Analistas esperavam avanço maior no mês passado, de 8,5%. 

O cobre opera com sinal negativo em Nova York e estável em Londres, com reação contida nesse mercado à reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Agora, há expectativa pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e por dados da economia chinesa.

Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses operava estável, a US$ 7.217 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), após fortes ganhos na semana anterior. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para julho recuava 0,49%, a US$ 3,2410 a libra-peso.

O dólar estava praticamente estável ante outras moedas fortes, o que não propicia influência do câmbio sobre o metal. Mas investidores já começam a se preparar para a decisão de política monetária do Fed, que sai nesta quarta-feira. O dólar pode ser apoiado se o Fed confirmar a expectativa dos mercados de elevar os juros nesta semana.

Além disso, investidores aguardam indicadores importantes da China nesta semana, entre eles o da produção industrial.

Também são monitoradas as negociações entre a BHP Billiton e trabalhadores da mina Escondida, no Chile, a maior do mundo a produzir cobre. No ano passado, uma greve no local apoiou os preços, mas agora aparentemente o diálogo evolui melhor.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,17%, a US$ 3.200 a tonelada, o alumínio avançava 0,39%, a US$ 2.318 a tonelada, o estanho recuava 0,40%, a US$ 21.090 a tonelada, o níquel subia 0,33%, a US$ 15.315 a tonelada, e o chumbo subia 0,40%, a US$ 2.492,50 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo oscilavam na manhã desta terça-feira, após a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. 

Às 9h40 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 0,20%, a US$ 65,97 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha baixa de 0,48%, a US$ 76,09 o barril, na ICE, após subirem mais cedo.

Após horas de um diálogo sem precedentes entre os líderes, Trump firmou um documento com Kim que o americano descreveu como "muito abrangente". As duas partes de comprometeram a trabalhar pelo fim das armas nucleares na Península Coreana e a começar negociações de alto nível o mais rápido possível, apesar de darem poucos detalhes sobre cronogramas e a verificação do desarmamento norte-coreano.

Economista de commodities na Capital Economics, Thomas Pugh avaliou que houve uma reação inicial aparentemente positiva no mercado do petróleo à reunião em Cingapura. "Nesse momento, não acho que seja nada específico do petróleo, comentou.

Mais tarde, às 17h30, o American Petroleum Institute (API) divulga seu relatório semanal sobre os estoques nos EUA, uma prévia do dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que sai na quarta-feira. 

Há pouco tivemos a divulgação dos índices de inflação nos EUA: o CPI subiu 0,2% em maio ante abril, como previsto, enquanto núcleo do CPI avançou 0,2% em mail ante abril, também conforme esperado.

IBOV mensal em 10+ anos, marcadas as máximas de 2008, 2010 e 2011.
Clique para ampliar.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark "lutando" para montar fundo sobre a região que iniciou a alta no final do ano.

Viajando um pouco no tempo estamos operando sobre as máximas de 2008, 2010 e 2011, portanto uma região que tem memória e havia sido a antiga máxima histórica.

Na minha visão pessoal o mercado tem todos os ingredientes para formar uma fundo de médio prazo e retomar a força compradora.

Amanhã haverá vencimento do índice futuro, um fato relevante.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



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