sexta-feira, 29 de junho de 2018

IBOV em tendência de alta no curto prazo


Bom dia, investidor!

IBOV vem reagindo com cenário mundial "mais ameno" e commodities em alta >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, último dia útil do segundo trimestre, à medida que os mercados da China exibiram uma forte recuperação após acumularem fortes perdas em meio a disputas comerciais entre Pequim e Washington.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 2,17% hoje, a 2.847,42 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos. Já o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, saltou 3,26%, a 1.607,62 pontos.

Ao longo de junho, porém, o Shanghai e o Shenzhen tiveram desvalorização de 8% e 9%, respectivamente. Além disso, ambos os índices ficaram no vermelho pelo terceiro trimestre consecutivo, o que não acontecia desde 2011. Apenas o Xangai sofreu um tombo de 10% no segundo trimestre.

A melhora na China veio depois que Pequim anunciou ontem medidas para reduzir restrições a investimentos externos em alguns setores, como o bancário, e para devolver pagamentos excedentes de imposto sobre valor agregado (IVA) a empresas de alta tecnologia e manufatura.

Nos últimos tempos, porém, as bolsas chinesas foram penalizadas pelas tensões comerciais entre EUA e China. O governo Trump ameaça tarifar até US$ 450 bilhões em produtos chineses e Pequim promete responder na mesma medida se Washington for adiante com seus planos.

Na quarta-feira (27), os EUA assumiram tom mais ameno ao anunciar que eventuais restrições a investimentos estrangeiros irão se basear na legislação existente, indicando que a Casa Branca não pretende tomar uma postura mais dura em relação à China especificamente.

Ajudados pelo forte desempenho das ações chinesas, outros mercados da Ásia também ficaram no azul hoje. O Hang Seng avançou 1,61% em Hong Kong, a 28.955,11 pontos, enquanto o japonês Nikkei teve alta moderada de 0,15% em Tóquio, a 22.304,51 pontos, o sul-coreano Kospi ganhou 0,51% em Seul, a 2.326,13 pontos, e o Taiex subiu 1,71% em Taiwan, a 10.836,91 pontos, em seu melhor dia em quatro meses.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, favorecidos por uma desvalorização do dólar e com investidores de olho em negociações salariais no Chile, maior produtor mundial do metal básico.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,60%, a US$ 6.663,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho avançava 0,22%, a US$ 2,9600 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, tornando o cobre mais atraente para quem utiliza outras moedas.

O cobre se mantém firme apesar de conversas salariais da mineradora anglo-australiana BNH Billiton com trabalhadores da mina chilena de Escondida - a maior do metal no mundo - terem avançado para a sua próxima fase, segundo John Meyer, analista da SP Angel.

O progresso nas discussões da BHP poderia ter pressionado o cobre, diante do menor risco à oferta, mas esse fator parece ter sido sobrepujado pela queda do dólar.

O dólar perdeu terreno após líderes da União Europeia fecharem um acordo sobre a controversa questão da imigração. O pacto ajudou a impulsionar o euro, ao reduzir pressão sobre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que vinha sendo criticada por aliados por permitir a entrada de mais de 1,4 milhão de imigrantes no país desde 2015.

À noite, serão publicados indicadores de atividade manufatureira e de serviços da China, que domina o consumo mundial de metais básicos.

Outros metais na LME assumiam rumos divergentes. No horário indicado acima, o zinco caía 1,38%, a US$ 2.865,00 por tonelada, o alumínio tinha alta marginal de 0,09%, a US$ 2.155,00 por tonelada, o estanho cedia 0,38%, a US$ 19.590,00 por tonelada, o níquel subia 1,32%, a US$ 14.985,00 por tonelada, e o chumbo aumentava 0,52%, a US$ 2.414,50 por tonelada. 

Os preços do petróleo operam sem direção única nesta sexta-feira. Enquanto o óleo negociado em Londres segue pautado pelos contínuos riscos de fornecimento na Líbia, no Irã e na América do Norte, o barril do WTI, negociado em Nova York, tem leve queda em meio a realização dos lucros recentes.

Às 9h58 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro avançava 1,11% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 78,47, enquanto o do WTI para agosto caía 0,22% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 73,29.

Os preços do petróleo subiram desde o início da semana, com o WTI e o Brent subindo mais de 7% e 5%, respectivamente.

Os aumentos de preços foram recentemente reforçados por uma disputa na Líbia sobre os direitos de comercialização de petróleo que estão dificultando a capacidade de exportação do país do Norte da África. Na Líbia, o fornecimento de até 780 mil barris de petróleo por dia está em risco, segundo analistas do Commerzbank.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,7% no trimestre encerrado em maio, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 13,3%. No trimestre até abril de 2018, o resultado ficou em 12,9%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.187 no trimestre encerrado em maio. O resultado representa alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 193,9 bilhões no trimestre até maio, alta de 2,3% ante igual período do ano anterior.

O gráfico diário do IBOV tem viés altista no curtíssimo prazo, sendo possível traçar uma LTA (azul).

O desenho é semelhante ao que vimos em dezembro/2017.

O ponto alto seria o acionamento de um pivot de alta aos 72.620, mudando a biruta do aeroporto de direção, especialmente de fechar acima dessa região.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 28 de junho de 2018

IBOV retorna hoje à liquidez normal


Bom dia, investidor!

IBOV continua desenhando pivot mesmo com menor liquidez durante o jogo da Copa >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, mantendo o recente viés negativo, enquanto investidores continuam monitorando os desdobramentos do conflito comercial entre EUA e China e digerem a postura de Washington em relação a investimentos externos.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto caiu 0,93% hoje, a 2.786,90 pontos, em seu quarto pregão negativo seguido e no menor nível em 28 meses. Já o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, recuou 1,19%, a 1.556,82 pontos.

Como vem fazendo sistematicamente nas últimas semanas, o banco central chinês (PBoC, pela sigla em inglês) voltou a enfraquecer hoje o yuan por meio da chamada taxa de paridade, conduzindo a moeda da China para seu menor nível em mais de seis meses em relação ao dólar.

Acredita-se que Pequim tem enfraquecido o yuan e recorrido a outras medidas, como um recente corte no compulsório bancário, para se preparar para uma eventual "guerra comercial" com os EUA. Recentemente, Washington ameaçou tarifar até US$ 450 bilhões em produtos chineses. Pequim promete retaliar na mesma proporção.

Ontem, o governo dos EUA revelou que pretende se basear na legislação existente para adotar eventuais restrições a investimentos externos em empresas de tecnologia americanas. O gesto foi recebido com certo alívio, uma vez que a Casa Branca optou por não tomar uma linha mais dura e direcionada especificamente à China.

De qualquer forma, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse à emissora CNBC que os EUA poderá bloquear joint ventures que envolvam transferência de tecnologia. No âmbito da disputa comercial, uma das maiores queixas de Washington é a de que os chineses estariam "roubando" tecnologia de companhias americanas.

O Ministério de Comércio da China disse hoje que irá monitorar "cuidadosamente" políticas dos EUA para limitar investimentos estrangeiros e ressaltou que não concorda com o uso da proteção à segurança nacional como "desculpa" para a adoção de restrições.

No mercado japonês, o Nikkei ficou praticamente estável, encerrando o pregão em Tóquio em baixa marginal de 0,01%, a 22.270,39 pontos, à medida que o dólar ampliou ganhos frente ao iene durante a madrugada.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impetrou, na noite de ontem, quarta-feira, 27, na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, uma reclamação constitucional, com pedido de liminar, contra a decisão monocrática proferida pelo ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, que retirou desse colegiado a análise do pedido de liberdade do petista e o remeteu para apreciação no plenário da Corte Suprema.

No pedido, a defesa de Lula alega que a decisão monocrática de Fachin, ao remeter a análise do pedido de liberdade ao plenário do STF, "sem fundamentação idônea e sem amparo nas normas legais e regimentais de regência, fez usurpar, indevidamente, a competência da 2ª Turma desta Corte, o juiz natural para processar e julgar o (caso)". Para a defesa do ex-presidente, o relator da Lava Jato, portanto, não demonstrou a presença de quaisquer das hipóteses que o Regimento Interno do STF autoriza para submeter o caso ao plenário, por isso a iniciativa foi contestada sob a ótica da garantia constitucional do juiz natural

Na peça, os advogados questionam também o STF sobre a razão "pela qual somente os processos contra Lula, com a perspectiva de resultado favorável no órgão competente - a 2ª Turma -, são submetidos ao plenário."

Os preços do petróleo operam em direções opostas nesta manhã, mas com viés de alta, refletindo ainda a queda acentuada nos estoques da commodity nos EUA ontem e em meio a riscos geopolíticos que ameaçam o fornecimento. Em Nova York, o WTI tenta realizar lucros, uma vez que acumula alta de 10% na semana, e recua.

Às 9h17 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro avançava 0,44% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,80, enquanto o do WTI para agosto caía 0,04% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 72,73.

O Departamento de Energia (DoE) dos EUA divulgou ontem que os estoques de petróleo bruto caíram 9,9 milhões de barris na semana passada, para 416,6 milhões de barris. Essa queda superou em muito a queda de 2,8 milhões de barris prevista pelos analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Os dados de estoques "deram um dinamismo adicional" ao mercado de petróleo, segundo analistas do Commerzbank. "A principal razão para isso foi o recorde de processamento de petróleo bruto e um aumento acentuado nas exportações de petróleo bruto dos EUA", escreveram os analistas em uma nota na quinta-feira.

O declínio nos estoques dos EUA vieram na esteira das ameaças do governo do presidente americano, Donald Trump, nesta semana de sancionar países que não reduzirem suas importações de petróleo bruto iraniano para "zero" até 4 de novembro.

No mês passado, Trump retirou os EUA do acordo internacional de 2015 para limitar o programa nuclear do Irã, preparando o cenário para o restabelecimento das sanções econômicas contra a República Islâmica que poderá reduzir a produção em até 2,4 milhões de barris por dia de exportações de petróleo. 

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, chegando a atingir mínimas em três meses no mercado inglês, em meio a dúvidas sobre o crescimento da China, maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,55%, a US$ 6.656,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho caía 0,94%, a US$ 2,9565 por libra-peso.

A divulgação de indicadores chineses fracos deu novos sinais de desaceleração do gigante asiático. Gastos no setor elétrico e as conclusões de imóveis em maio caíram 21% e 10%, respectivamente, segundo John Meyer, analista de mineração da SP Angel.

Alguns analistas já previam que a economia chinesa iria desacelerar no segundo semestre do ano, particularmente nos setores de infraestrutura e habitação, que fazem uso intensivo de metais.

Os dados chineses foram publicados num momento delicado das relações comerciais entre EUA e China, que estão cada vez mais conturbadas, embora Washington tenha decido ontem tomar uma postura menos dura em relação a futuras restrições a investimentos externos.

Já preocupações sobre rupturas na oferta do cobre da América do Sul estão diminuindo, após sinais de que negociações salariais entre a mineradora anglo-australiana BHP Billiton e trabalhadores da mina chilena de Escondida - a maior de cobre do mundo - estão aparentemente avançando bem. No ano passado, funcionários de Escondida fizeram uma greve de 44 dias que comprometeu o fornecimento de cobre do Chile.

Entre outros metais básicos na LME, o viés era majoritariamente positivo: o zinco avançava 0,88% no horário indicado acima, a US$ 2.907,50 por tonelada, o alumínio subia 0,07%, a US$ 2.166,50 por tonelada, o estanho tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 19.790,00 por tonelada, e o níquel ganhava 0,34%, a US$ 14.915,00 por tonelada. O chumbo, por sua vez, recuava 0,33%, a US$ 2,425,00 por tonelada. 


IBOV intradiário - no destaque o horário do jogo de ontem
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O gráfico diário do IBOV mostra um fechamento ao redor de 70.825, um ponto importante para o curto prazo, uma vez que foi a mínima da acumulação vista no final de 2017 que antecedeu a escalada desde aquele momento.

O desenho do pivot de alta continua válido, sendo que a confirmação viria aos 72.620, porém seria relevante uma reação desde hoje, quando a liquidez deverá ser normalizada.

Para a sessão dessa quinta-feira (28), eu acredito que uma abertura lateral, com entrada da compra em seguida, aproveitando os preços descontados de ativos de boa qualidade.

O desafio tem sido manter esse viés após a abertura do mercado norte-americano, que ocorre às 10h30.

Caso a compra mostre solidez, seria o "algo novo" que sempre utilizamos como sinal.

Vale salientar que, na semana, estamos de lado, uma vez que o fechamento do dia 22/06 ocorreu aos 70.640 e ontem em 70.610.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 27 de junho de 2018

"Guerra Comercial" enfraquece mercados chineses


Bom dia, investidor!

Na China, bolsas em queda, yuan fraco e estrangeiros retiram investimentos  >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta quarta-feira, ainda pressionadas pelo embate comercial entre EUA e China.

Os mercados chineses lideraram as perdas. O Xangai Composto recuou 1,10%, a 2.813,18 pontos, acumulando desvalorização de 21% desde a máxima em dois anos e meio que atingiu em 24 de janeiro. Já o Shenzhen Composto, formado em boa parte por startups, caiu 1,3%, a 1.575,57 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 1,82%, a 28.356,26 pontos.

Segundo Alex Lee, diretor de investimentos do fundo de hedge Nimbus Capital, investidores estrangeiros retiraram recursos hoje das bolsas da China continental e de Hong Kong temendo o impacto da tendência de queda do yuan nos lucros corporativos.

Desde que a China falou em "guerra comercial" com os EUA e prometeu adotar uma série de "medidas abrangentes", no último dia 19, o banco central chinês (PBoC, pela sigla em inglês) vem enfraquecendo o yuan sistematicamente e anunciou um corte no compulsório bancário pela segunda vez este ano. Para os negócios desta quarta, o PBoC conduziu o yuan para seu menor nível em seis meses em relação ao dólar por meio da chamada taxa de paridade.

Nas últimas semanas, os EUA ameaçaram aplicar tarifas a até US$ 450 bilhões em produtos chineses. Em resposta, Pequim promete retaliar na mesma proporção.

Mais recentemente, surgiram relatos de que Washington estaria se preparando para restringir investimentos da China em empresas de tecnologia americanas. Na segunda-feira (25), o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que os rumores eram falsos e que eventuais medidas se aplicariam a "todos os países", e não apenas a China. Já numa declaração conflitante, o assessor econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou à emissora CNBC que os EUA não têm planos de impor restrições a investimentos estrangeiros.

No Japão, o Nikkei caiu 0,31%, a 22.271,77 pontos, em meio ao fortalecimento do iene ante o dólar durante a madrugada. No entanto, o índice da indústria petrolífera, formado por dez empresas, disparou 7,7%, depois que as cotações internacionais do petróleo saltaram entre 2,1% e 3,6% ontem.

O lucro industrial da China teve avanço de 21,1% em maio ante igual mês de 2017, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O indicador apresenta uma desaceleração do crescimento se comparado ao dado de abril, que, na mesma base, subiu 21,9%.

Nos cinco primeiros meses do ano, o lucro industrial teve alta de 16,5%, ante mesmo intervalo do ano passado. As companhias estatais tiveram melhor performance, com salto de 28,7% em igual comparação.

A relação entre dívida e ativo das companhias industriais chinesas oscilou de 56,5% em abril para 56,6% em maio. 

Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, ampliando fortes ganhos da sessão anterior, enquanto operadores avaliam possíveis riscos à oferta depois que o governo Trump intensificou ameaças contra a indústria petrolífera iraniana e também na esteira de dados favoráveis sobre os estoques americanos.

Às 9h39 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para setembro avançava 0,68% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 76,66, enquanto o do WTI para agosto subia 0,92% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 71,18.

Ontem, o Brent e o WTI saltaram 2,1% e 3,6%, respectivamente, após os EUA ameaçarem sancionar países que não suspenderem importações de petróleo do Irã até 4 de novembro.

Compradores de petróleo iraniano tinham a expectativa de que Washington lhes daria mais tempo para interromper suas importações.

No mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou seu país do acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear iraniano, abrindo caminho para restabelecer sanções contra Teerã que já tendiam a prejudicar suas exportações de petróleo.

Atualmente, o Irã exporta cerca de 2,4 milhões de barris por dia. Analistas estimam que entre 400 mil e 1 milhão de barris iranianos por dia estarão em risco uma vez que as sanções sejam totalmente retomadas, após um período de seis meses.

O petróleo também é sustentado nos negócios da manhã pela pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API). No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve expressiva queda de 9,2 milhões barris na semana passada.

Hoje, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE) norte-americano publica o levantamento oficial sobre estoques dos EUA, que inclui também números de produção. A previsão do mercado é que o DoE apontará uma queda de 2,8 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto da última semana.

O cobre opera em queda nesta manhã seguindo o mau humor dos mercados em meio a desconfianças ao redor do mundo que uma guerra comercial está cada vez mais próxima entre os EUA, China e Europa.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,25%, a US$ 6.710,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho tinha baixa de 0,42%, a US$ 2,9795 por libra-peso.

Além disso, o dólar voltou a subir ante moedas emergentes e ligadas a commodities, e ante algumas divisas fortes, o que prejudica o metal, que é cotado na moeda americana.

Entre outros metais básicos na LME, o zinco recuava 0,52%, a US$ 2.844,50 a tonelada métrica, o alumínio caía 0,8%, a US$ 2.176,50 a tonelada métrica, o estanho perdia 1,86%, a US$ 19.820 a tonelada métrica, o níquel cedia 1,95%, a US$ 14.610 a tonelada métrica e o chumbo tinha baixa de 0,19%, a US$ 2.412,50 a tonelada métrica.


IBOV agora (10h18) = clique para ampliar

O IBOV vem desenhando um pivot de alta pouco a pouco, com máximas mais altas que a sessão anterior nos últimos pregões.

Naturalmente a confirmação viria somente no rompimento e consolidação acima de 72.620, revertendo tecnicamente a direção no curto prazo.

A tendência para essa terça-feira é de uma abertura lateral, seguida por pressão compradora moderada ao longo da sessão, com fechamento positivo, na minha visão.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
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terça-feira, 26 de junho de 2018

Petróleo em pauta


Bom dia, investidor!


No cenário interno a cessão onerosa, no externo, produção e oferta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, ampliando perdas recentes enquanto acompanham os desdobramentos do embate comercial entre EUA e China.

O fraco desempenho na região asiática veio na esteira de robustas perdas em Nova York, onde os mercados de ações caíram entre 1,3% e 2,1% ontem, também influenciados pelas tensões comerciais que envolvem as duas maiores economias do mundo.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto recuou 0,52% hoje, a 2.844,51 pontos, entrando em "território baixista" ao acumular desvalorização de 20% desde a máxima em dois anos que atingiu em 24 de janeiro. Por outro lado, o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,56%, a 1.596,17 pontos, graças a ações ligadas a tecnologia e energia renovável.

No fim de semana, circularam notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, iria impedir algumas empresas chinesas de investir em tecnologia americana. Ontem, o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que os rumores eram falsos e que eventuais medidas se aplicariam a "todos os países", e não apenas a China. Já numa declaração conflitante, o assessor econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou à emissora CNBC que os EUA não têm planos de impor restrições a investimentos estrangeiros.

Durante comício ontem à noite na Carolina do Sul, Trump voltou a criticar China, Canadá e União Europeia por suas práticas comerciais, mas mostrou disposição de renegociar as relações comerciais de Washington. "Eu preciso negociar com a China. Isso precisa acontecer. É o meu trabalho", disse o presidente americano.

Já em Tóquio, o Nikkei teve alta marginal de 0,02%, a 22.342,00 pontos, à medida que o dólar reduziu perdas ante o iene durante a madrugada.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ontem, segunda-feira, 25, submeter ao plenário da Corte um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o pedido de liberdade do petista seja analisado pelo tribunal. Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril.

A defesa de Lula pediu a Fachin "imediata reconsideração" da decisão do próprio ministro para que o pedido de liberdade do ex-presidente seja analisado pela Segunda Turma nesta terça-feira, 26. Na sexta-feira, 22, Fachin decidiu arquivar o pedido, após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negar um recurso de Lula ao STF contra os efeitos da condenação.

Caso o ministro não reconsiderasse a decisão anterior, os advogados do ex-presidente pediram que o novo recurso apresentado pela defesa nesta segunda-feira fosse submetido à Segunda Turma do STF. Fachin atendeu apenas essa segunda solicitação, mas decidiu submeter o recurso de Lula à apreciação do plenário do Supremo.

"Diante do exposto, mantenho a decisão agravada e submeto o julgamento do presente agravo regimental à deliberação do plenário, sem prejuízo de propiciar prévia manifestação da Procuradoria-Geral da República, observando-se, para tanto, o prazo regimental", decidiu Fachin.

Agora caberá à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, definir a data do julgamento. Integrantes do STF cogitam a possibilidade de Lula ir para a prisão domiciliar, mas sem alterar os efeitos de sua condenação, como a inelegibilidade.

Fachin havia entendido que o pedido de Lula estava prejudicado porque o TRF-4 negou, também na sexta-feira, a possibilidade de Lula recorrer ao Supremo contra a condenação no caso do tríplex no Guarujá (SP), processo pelo qual cumpre pena de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com a petição apresentada nesta segunda-feira ao Supremo, o fato de defesa ter recorrido contra a decisão do TRF-4 se configura como fato novo e, por isso, Fachin deve reconsiderar a situação.

Sem acordo, a Câmara dos Deputados não conseguiu concluir nesta segunda-feira, 25, a votação do projeto de lei que autoriza a Petrobras a vender até 70% das áreas de cessão onerosa na Bacia de Santos (SP). O texto-base do projeto foi aprovado na semana passada, porém três destaques ficaram pendentes.

O projeto da cessão onerosa pode voltar à pauta nesta terça-feira, 26, mas como o quórum da Casa deve ser baixo por causa das festas de São João no Nordeste, é provável que a conclusão da votação fique para a próxima semana.

Os deputados analisam agora um projeto que permite a readmissão das empresas excluídas do Simples Nacional em janeiro de 2018. 

Os futuros de cobre operam sem direção única em Londres e Nova York, em meio a tensões comerciais que ajudam a sustentar a valorização do dólar.

Por volta das 10h10 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,31%, a US$ 6.724,50 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho tinha baixa marginal de 0,03%, a US$ 2,9860 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, tornando o cobre menos atraente para operadores que utilizam outras moedas.

O avanço da divisa americana ocorre diante de incertezas causadas por desavenças comerciais entre EUA e China, as duas maiores potências econômicas globais. Nas últimas semanas, Washington têm ameaçado tarifar bilhões de dólares em bens da China e Pequim promete revidar na mesma proporção.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco recuava 0,21% no horário indicado acima, a US$ 2.837,00 por tonelada, o alumínio cedia 0,34%, a US$ 2.147,75 por tonelada, o estanho caía 0,40%, a US$ 20.125,00 por tonelada, o níquel perdia 1,42%, a US$ 14.580,00 por tonelada, e o chumbo diminuía 0,15%, a US$ 2.408,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operavam sem sinal único, com pouco impulso na manhã desta terça-feira. Os investidores monitoravam o risco de dificuldades na oferta do Canadá e também para as exportações da Líbia, dias após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidir elevar a produção.

Às 10h10 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,56%, a US$ 68,46 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro avançava 0,41%, a US$ 75,08 o barril, na ICE.

A paralisação de um importante local de produção de petróleo em areias betuminosas no Canadá, conhecido como Syncrude, apoia os preços do petróleo, em meio a sinais de que, com isso, 360 mil barris por dia poderiam deixar de ser gerados ao longo de julho. Além disso, as exportações líbias devem ser pressionadas, em meio a tensões políticas no país do norte africano.

O impulso aos preços ocorre um dia após os dois contratos recuarem, após no fim da semana passada a Opep decidir começar a elevar a produção em até 1 milhão de barris por dia. O cartel e outros dez países de fora do grupo, como a Rússia, têm contido sua produção em cerca de 1,8 milhão de barris por dia, ou 2% da oferta global, desde o início do ano passado. O acordo ajudou a impulsionar os preços do petróleo em mais de 40%, porém os preços mais altos levaram a Arábia Saudita e a Rússia a pressionar por um aumento na oferta.

As estimativas iniciais após a reunião da Opep em Viena apontavam para uma alta na produção da Opep e de seus aliados mais perto de 600 mil barris por dia, segundo pessoas ligadas ao assunto. A Arábia Saudita, porém, desde então tem se posicionado claramente por um avanço mais robusto.

Os observadores do mercado aguardam ainda o relatório semanal de estoques de petróleo nos EUA do American Petroleum Institute, às 17h30. Ele é considerado uma prévia do dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que sai nesta quarta-feira. 


O gráfico diário do IBOV mostra um pivot de alta em formação (fundo e topo circulados em azul).

A confirmação viria no rompimento de 72.620, movimento capaz de reverter os preços caso materializado.


Para tal é importante que o benchmark permaneça acima de 70.825, mínima da consolidação vista no final de 2017.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Lula inelegível


Bom dia, investidor!
Supremo retira pedido da defesa de Lula >>> LEIA MAIS >>>

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou prejudicado e retirou da pauta de amanhã, 26, o pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O motivo é a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de negar, na sexta-feira, 22, a admissão do recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.

A suspensão dos efeitos da condenação imposta pelo TRF-4, que poderiam liberar o petista da cadeia e sua inelegibilidade, era um pedido feito ao STF através do recurso extraordinário, que foi rejeitado nesta sexta pelo tribunal de segunda instância. No jargão jurídico, a defesa de Lula pedia o "efeito suspensivo" ao recurso.

Em sua decisão, assinada nesta sexta, Fachin apontou a "alteração do quadro processual" após a decisão do TRF-4.

"Com efeito, a modificação do panorama processual interfere no espectro processual objeto de exame deste Supremo Tribunal Federal, revelando, por consequência, a prejudicialidade do pedido defensivo. Diante do exposto, nos termos do art. 21, §1°, RISTF, julgo prejudicada esta petição. Retire-se de pauta. Diligências necessárias. Publique-se. Intime-se. Brasília, 22 de junho de 2018", determinou o ministro. 

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, enquanto investidores continuam atentos ao impacto de uma crescente disputa comercial entre EUA e China, as duas maiores economias do mundo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a usar o Twitter ontem para ameaçar com novas medidas retaliatórias países que não retirarem "barreiras artificiais" contra produtos americanos. Além disso, há relatos de que Trump se prepara para anunciar nesta semana a restrição de investimentos da China em empresas americanas.

Recentemente, Washington revelou planos de adotar tarifas de 25% sobre US$ 50 bilhões em bens chineses, que devem entrar em vigor a partir de julho, e Trump solicitou um estudo sobre a possível tarifação em 10% de mais US$ 200 bilhões em produtos da China. Pequim promete retaliar as medidas dos EUA na mesma escala.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto caiu 1,05% hoje, a 2.859,34 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,63%, a 1.587,31 pontos.

Em meio às incertezas comerciais, o Banco do Povo da China (PBoC, pela sigla em inglês) anunciou ontem um corte de 0,5 ponto porcentual no compulsório bancário, válido a partir de 5 de julho e que irá liberar o equivalente a US$ 108 bilhões. Ações do setor financeiro chinês ficaram pressionadas nesta segunda, uma vez que a medida exige que dívidas inadimplentes sejam trocadas por ações, gerando preocupações sobre os futuros níveis de capital de bancos do país.

No Japão, o Nikkei teve queda de 0,79%, a 22.338,15 pontos, uma vez que o iene foi favorecido pelas tensões comerciais e se fortaleceu em relação ao dólar.

Após subir levemente mais cedo, o cobre em Nova York passou a cair em meio a cautela com a disputa comercial global, após novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump. Além disso, o dólar mais forte ao redor do mundo pesa sobre as negociações, uma vez que o metal é cotado na moeda americana.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho recuava 0,26%, a US$ 3,0190 por libra-peso, às 9h00 (de Brasília). O cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,1%, a US$ 6.807,50 por tonelada.

Entre os demais metais básicos, o zinco recuava 1,84%, a US$ 2.880,50 por tonelada métrica, alumínio caía 0,51%, a US$ 2.165,50 a tonelada métrica, o estanho recuava 0,37%, a US$ 20.365 a tonelada métrica, o níquel tinha queda de 0,78%, a US$ 15.250 a tonelada métrica e o chumbo tinha queda de 0,02%, a US$ 2.414 por tonelada métrica. 

A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 1,76% para 1,55%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,37%. Para 2019, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 2,70% para 2,60%, ante 3,00% de quatro semanas atrás.

Em 15 de junho, o BC havia informado que o IBC-Br subiu 0,46% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. O indicador é considerado uma espécie de "prévia" para o PIB. No acumulado do ano, houve avanço de 1,55% do IBC-Br.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 6,50% ao ano. Ao tratar da atividade, o BC lembrou em seu comunicado que a greve dos caminhoneiros dificulta a leitura da evolução recente da economia. Ao mesmo tempo, afirmou que seu cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia, "em ritmo mais gradual".

A projeção atual do BC, que será atualizada na próxima quinta-feira, do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 3,50%. Há um mês, estava em 3,80%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,20%, ante 3,50% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 57,15% para 58,00%, ante 57,00% de um mês atrás. 

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O gráfico diário do IBOV tem um divisor de águas entre a compra e venda na minha visão: 70.825 (mínima da acumulação vista no final de 2017).

Abaixo desse patamar a tendência será de teste de 69.069, cuja perda seria uma ducha de água fria para aqueles que, como eu, acreditam que a região é favorável para a compra e marcará um fundo de médio prazo.

Por outro lado, acima de 70.825 o mercado vai mostrar força e atrair a compra, na minha leitura, projetando um teste do decisivo 72.620, cujo rompimento acionaria um pivot de alta, um forte e relevante sinal de inflexão de preços.

Bons negócios e boa semana!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 22 de junho de 2018

IBOV indefinido aguarda exterior


Bom dia, investidor!

BOVESPA aguarda exterior, e exterior continua apreensivo com EUA x China >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com investidores ainda apreensivos com as desavenças comerciais entre EUA e China e à espera de uma decisão de grandes produtores de petróleo sobre a oferta da commodity.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,78%, a 22.516,83 pontos, influenciado pela recuperação de ontem do iene ante o dólar, embora a moeda japonesa tenha voltado a se enfraquecer nesta madrugada. Na semana, a perda acumulada do Nikkei foi de 1,47%, a maior em um mês.

Já na China, os mercados encerraram uma semana ruim em tom positivo. O Xangai Composto subiu 0,49%, a 2.889,76 pontos, após atingir mínima em dois anos no pregão anterior, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,21%, a 1.597,39 pontos. O Xangai, porém, teve desvalorização de 4,4% na semana e registrou sua quinta perda semanal consecutiva, o que não ocorria desde dezembro.

Nos últimos dias, os negócios na Ásia foram pressionados por desdobramentos da rixa comercial entre Washington e Pequim. No começo da semana, os EUA ameaçaram adotar tarifas de 10% contra até US$ 400 bilhões em bens chineses se Pequim retaliar suas medidas comerciais. Antes disso, há uma semana, Washington anunciou planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Na ocasião, Pequim disse que retaliaria na mesma proporção.

Entre outras bolsas asiáticas, o Hang Seng apresentou leve alta de 0,15% em Hong Kong, a 29.338,70 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,83% em Seul, a 2.357,22 pontos, mas o Taiex cedeu 0,38% em Taiwan, a 10.899,28 pontos. Ao longo da semana, o Hang Seng, o Kospi e o Taiex acumularam perdas de 3,2%, 1,9% e 1,7%, respectivamente.

Há expectativa também para o resultado de uma reunião de cúpula que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros dez produtores que não integram o cartel iniciaram nesta sexta, em Viena. Nas últimas semanas, Arábia Saudita e Rússia vinham defendendo um aumento na produção combinada do grupo, uma vez que os preços do petróleo recentemente atingiram os maiores níveis em três anos e meio. O Irã, porém, afirma ser contrário a um eventual acréscimo na oferta de petróleo.

Por um acordo que está em vigor desde o começo do ano passado, a Opep e aliados têm procurado reduzir sua produção conjunta em cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd). Ontem, os sauditas propuseram um aumento de 1 milhão de bpd, que, na prática, reduziria os atuais cortes na oferta a 800 mil bpd.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York nesta manhã de sexta-feira, apagando parte das perdas que acumulou recentemente em meio à escalada de tensões comerciais e tendência de valorização do dólar.

Por volta das 8h55 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,29%, a US$ 6.819,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho avançava 0,68%, a US$ 3,0420 por libra-peso.

O dólar está devolvendo hoje parte dos fortes ganhos que acumulou nas últimas semanas, ajudando a sustentar as cotações do cobre.

Na segunda metade da semana, o cobre vem oscilando dentro de uma margem estreita, depois que investidores reduziram suas apostas na alta dos preços diante da troca de ameaças comerciais entre EUA e China.

No começo da semana, os EUA ameaçaram impor tarifas de 10% a mais US$ 400 bilhões em produtos chineses. Há uma semana, a Casa Branca já havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em bens chineses, com a maior parte dessas tarifas prevista para entrar em vigor em 6 de julho. Pequim promete retaliar as tarifas dos EUA com medidas na mesma proporção.

Entre outros metais básicos na LME, não havia tendência única: o zinco caía 0,72% no horário indicado acima, a US$ 2.914,00 por tonelada, o alumínio recuava 0,39%, a US$ 2.179,00 por tonelada, o estanho aumentava 0,32%, a US$ 20.540,00 por tonelada, o níquel subia 1,49%, a US$ 15.300,00 por tonelada, e o chumbo diminuía 0,23%, a US$ 2.391,00 por tonelada. 

O petróleo WTI avança 1,57%, a US$ 66,57 por barril, na Nymex, enquanto o Brent sobe 2,12%, a US$ 74,60 por barril, na ICE.


O gráfico diário do IBOV mostra um marobuzu de baixa, porém com baixo volume.

O fechamento da semana será muito importante para sinalizar o rumo do mercado doméstico no curto e médio prazo.

Para a compra, a região de 70.825 teria se ser rompida de forma plena, com volume e força, sendo um ponto de sustentação de preços.

Se o suporte próximo a 69K for violado, a baixa deverá imperar por aqui.

Pelos ventos no exterior, a sessão tende a inclinar-se para o lado dos touros.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 21 de junho de 2018

SELIC mantém 6.5; IBOV marca min e max mais altas


Bom dia, investidor!

IBOV prossegue reação; SELIC fica em 6.5; EUA x China gera incertezas >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores atentos a novos lances das desavenças comerciais entre EUA e China.

Após um breve alívio ontem, os mercados chineses voltaram a ficar pressionados. O índice Xangai Composto caiu 1,37%, a 2.875,81 pontos, atingindo o menor nível em dois anos e ampliando perdas acumuladas no ano para 13%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, recuou 2,13%, a 1.578,33 pontos, encerrando o pregão num patamar que não se via desde o início de 2015.

A rixa comercial entre EUA e China continua sendo fonte de incertezas. O porta-voz do Ministério de Comércio chinês, Gao Feng, afirmou hoje que Pequim está confiante de que conseguirá defender seus interesses nas disputas comerciais com Washington. Gao também comentou que as tarifas propostas pela Casa Branca contra produtos chineses são "irracionais" e servem apenas para manchar a imagem dos EUA.

No começo da semana, os EUA ameaçaram adotar tarifas de 10% contra até US$ 400 bilhões em bens chineses se Pequim retaliar suas medidas comerciais. Antes disso, na última sexta-feira, Washington havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Na ocasião, Pequim disse que retaliaria na mesma proporção. A maior parte dessas tarifas deve entrar em vigor em 6 de julho.

No Japão, por outro lado, o Nikkei ampliou ganhos da véspera com um avanço de 0,61%, a 22.693,04 pontos, à medida que o iene se manteve fraco em relação ao dólar.

O petróleo opera em queda na manhã desta quinta-feira, diante de sinais de que uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de nações aliadas, como a Rússia, resultará em um acordo para elevar a produção. A Opep realiza sua reunião semestral nesta sexta-feira em Viena.

Às 9h52 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 1,48%, a US$ 64,74 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuava 1,61%, a US$ 73,55 o barril, na ICE.

Mais cedo, o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou estar otimista de que haverá consenso para elevar a produção. Segundo ele, o quanto será aumentada a oferta depende ainda de um consenso.

O cobre opera em território negativo na manhã desta quinta-feira, conforme o dólar se valoriza, em meio a tensões comerciais globais. Além disso, o movimento do petróleo e uma novidade no setor são monitorados.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,37%, a US$ 6.790,50 a tonelada. O cobre para julho recuava 0,48%, a US$ 3,0260 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Mais cedo, a Bloomberg informou que houve uma interrupção nas negociações salariais na mina Cerro Verde, no Peru, controlada pela Freeport-McMoran. A notícia poderia apoiar os contratos, mas até agora o movimento de baixa predomina, por causa do dólar forte e da cautela com o comércio.

Na semana passada, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou os juros pela sétima vez desde 2015, como esperado. Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) parece não ter pressa de apertar sua política, o que desvalorizou o euro ante o dólar.

Os investidores também monitoram dados dos EUA antes do fim de semana, bem como a reunião desta sexta-feira em Viena da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O petróleo opera em território negativo nesta manhã, o que pressiona o cobre, já que as duas commodities muitas vezes são negociadas em conjunto, com peso maior para o óleo.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 1,32%, a US$ 2.961,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,48%, a US$ 2.164,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,34%, a US$ 20.515 a tonelada, o níquel subia 0,53%, a US$ 15.040 a tonelada, e o chumbo recuava 0,60%, a US$ 2.398,50 a tonelada. 

O Credit Default Swap (CDS), derivativo de crédito que protege contra calotes na dívida soberana, do Brasil, caía há pouco 0,77 ponto, para 267,08 pontos, após ter fechado ontem em 269,15, segundo cotações apuradas pela Markit, levando em conta os contratos de 5 anos. 

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei da cessão onerosa, proposta que viabiliza o acordo entre União e Petrobras para a revisão dos termos do contrato e o leilão de excedentes da área. A proposta foi aprovada por 217 votos a favor, 57 contra e quatro abstenções. Para aprovar o projeto de lei, bastava obter maioria simples. Agora, o plenário deve votar os destaques, emendas que podem mudar o teor do texto.

A redação final do projeto de lei foi apresentada pelo deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE), ex-ministro de Minas e Energia, e conta com apoio do governo, da Petrobras e do Tribunal de Contas da União (TCU). Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pela Presidência da República.

Com a aprovação da nova versão do projeto de lei da cessão onerosa, a expectativa do governo é que o leilão possa ocorrer ainda este ano, no dia 29 de novembro, disse o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix.

O novo texto do projeto de lei permitirá o fechamento do acordo de revisão do contrato de cessão onerosa assinado em 2010 com a Petrobras. Sem essa revisão contratual, o governo não pode vender o direito de exploração do excedente.

Pela segunda reunião consecutiva, os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. 

Com isso, a taxa manteve-se no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. No comunicado, o BC retirou a indicação usada em maio que sinalizava juros estáveis no futuro. Na decisão anterior, o comunicado citava que "para as próximas reuniões, o Comitê vê como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente". 

IBOV ontem e anteontem - clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV montou piso sobre a média móvel de 5 períodos na sessão de ontem, marcando mínima e máxima mais alta que a sessão anterior que havia sinalizado fundo.

A tenência para esta quinta-feira é uma abertura em campo negativo, seguida por recuperação ao longo da sessão, na minha leitura.

O rompimento da máxima de ontem (72.620), abriria espaço para um teste de 75.000 em dois ou três pregões.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 20 de junho de 2018

IBOV deixa o fundo


Bom dia, investidor!

Dia de forte reação configura fundo no IBOV >>> LEIA MAIS >>>

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As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, apagando parte das fortes perdas que registraram no pregão anterior com a escalada da retórica comercial entre EUA e China.

Entre os mercados chineses, a recuperação veio na segunda metade dos negócios. O índice Xangai Composto subiu 0,27%, a 2.915,73 pontos, após sofrer um tombo de 3,78% ontem, e o menos abrangente Shenzhen Composto, formado em boa parte por startups, avançou 1,16%, a 1.612,60 pontos.

Na segunda-feira (18), as tensões comerciais entre Washington e Pequim se agravaram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou ter pedido um estudo sobre a imposição de tarifas de 10% sobre mais US$ 200 bilhões em bens chineses. No fim da semana passada, a Casa Branca já havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Em resposta às ameaças do governo americano, Pequim disse estar preparada para retaliar na mesma medida.

Apesar das incertezas, alguns analistas acreditam que haverá uma pausa temporária nos desdobramentos comerciais, permitindo que o apetite por risco tome fôlego. "Na área comercial, provavelmente veremos um período de 'hibernação' de dois meses, enquanto os EUA levam adiante o processo legal das tarifas sobre os próximos US$ 200 bilhões e a China aguarda a resposta formal da (Casa Branca)", disseram estrategistas da RBC Capital Markets em nota a clientes.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei mostrou recuperação mais convincente em Tóquio, com alta de 1,24%, a 22.555,43 pontos, à medida que o iene voltou a se enfraquecer ante o dólar, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 1,02% em Seul, a 2.363,91 pontos, o Hang Seng avançou 0,77% em Hong Kong, a 29.696,17 pontos, e o Taiex exibiu valorização mais modesta em Taiwan, de 0,21%, a 10.927,44 pontos.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, 19, absolver por unanimidade (5 a 0) a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. A análise do processo dos petistas marcou o segundo julgamento de uma ação penal da Lava Jato no STF - no mês passado, a Segunda Turma condenou por unanimidade o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR). 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu também na noite de ontem, 19, encerrar as discussões sobre o projeto de lei da cessão onerosa. Bem articulada, a oposição adotou manobras protelatórias que impediram que a votação pudesse ocorrer. A votação será retomada nesta quarta-feira, 20, às 9 horas. Também devem estar na pauta do plenário o requerimento de urgência para votação do projeto de lei que equaciona pendências e destrava a venda das distribuidoras da Eletrobras e os destaques da proposta do cadastro positivo, que ainda não foram apreciados.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar na próxima terça-feira (26) um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender a prisão. O caso foi confirmado na pauta de julgamentos do colegiado prevista a próxima semana, atendendo a um pedido do relator, ministro Edson Fachin.

Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá.

A defesa do ex-presidente, preso há mais de dois meses, entrou no início deste mês com um novo pedido de liberdade no STF e Superior Tribunal de Justiça (STJ). A petição é para que as Cortes suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex no Guarujá até que julguem no mérito os recursos extraordinário (analisado no STF) e especial (do STJ).

No dia 11 deste mês, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o caso.

Os recursos, contra a condenação que resultou na prisão de Lula, ainda precisam ser admitidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que já rejeitou a concessão de efeito suspensivo no caso.

Após operarem em alta em um movimento de recuperação ajudado pela estimativa de queda dos estoques da commodity nos EUA divulgada ontem pelo American Petroleum Institute (API), o petróleo passou a operar próximo a estabilidade, com os investidores no aguardo pelos dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) e em meio a incertezas em torno da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados.

Às 09h00 (de Brasília), o Brent para agosto recuava 0,03%, a US$ 75,06 o barril, na ICE, e o petróleo WTI para agosto caía 0,05%, a US$ 64,87 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve queda de 3 milhões barris na semana passada, o que sustentou os preços da matéria-prima em alta. Os investidores aguardam agora os dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) para comprovar a retração, uma vez que a projeção é de baixa de 2,5 milhões nos estoques. O dado será divulgado às 11h30 (de Brasília).

Por outro lado, o mercado segue atento às falas de autoridades do setor antes do encontro semestral entre os produtores de petróleo para decidir sobre os aumentos de produção nesta sexta-feira (22), em Viena. O cartel tem drenado com sucesso os estoques mundiais, o que elevou os preços para picos de mais de três anos, cortando temporariamente sua produção.

Os principais exportadores de petróleo, Rússia e Arábia Saudita, estão pressionando para aumentar a produção, enquanto outros membros da Opep, cuja capacidade de aumentar a produção é limitada, estão resistentes.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, ampliando as fortes perdas que acumularam ao longo da última semana em meio à escalada das tensões comerciais entre EUA e China.

Por volta das 9h05 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,15%, a US$ 6.815,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho caía 0,18%, a US$ 3,0415 por libra-peso.

O índice DXY do dólar mostra tendência de alta nos negócios da manhã, alargando ganhos recentes e pressionando o cobre, que fica menos atraente para operadores que utilizam outras moedas.

No mercado inglês, o cobre acumula perdas de quase 6% na última semana, revertendo fortes ganhos a máximas em quase quatro anos que exibiu mais no começo de junho.

Entre outros metais na LME, não havia direção única: o zinco subia 0,22% no horário indicado acima, a US$ 3.008,50 por tonelada, o alumínio cedia 0,09%, a US$ 2.177,00 por tonelada, o estanho avançava 0,32%, a US$ 20.470,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,68%, a US$ 14.820,00 por tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,14%, a US$ 2.413,50 por tonelada. 

Temos sinal de fundo no gráfico diário do IBOV, acompanhado de forte volume, rompimento falso de 70.825 e fechamento acima da mínima do dia 07/06 (71.160), o que reforça o padrão.

Trata-se de um engolfo, forte candlestick de inflexão de preços, o que poderá marcar um fundo de médio prazo e mudar a direção dos negócios no front doméstico.

O alvo de um movimento inicial, que poderíamos classificar como repique, seria a região de 75.000, sendo esse um divisor de águas no curto prazo.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
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