segunda-feira, 14 de maio de 2018

Trump e FED acenam, mercado reage


Bom dia, investidor!

Trump, no twitter, indica a volta da ZTE >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, lideradas por Hong Kong, após um tuíte do presidente Donald Trump sugerir um possível avanço nas relações comerciais entre EUA e China.

Num gesto que surpreendeu Pequim, Trump afirmou ontem no Twitter que está disposto a ajudar o fabricante chinês de smartphones e equipamentos de telecomunicações ZTE a "voltar aos negócios, rapidamente".

As ações da ZTE estão suspensas em Hong Kong há cerca de um mês, quando a Casa Branca decidiu proibir a empresa de importar componentes dos EUA por ter supostamente feito embarques ilegais de equipamentos para o Irã e a Coreia do Norte.

Com a expectativa de que EUA e China retomem negociações comerciais ao longo da semana, a iniciativa de Trump foi vista por alguns analistas como uma concessão de Washington.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,35% hoje, a 31.541,08 pontos, impulsionada por outras empresas de tecnologia, como Lenovo e Tencent.

Na China continental, o Xangai Composto também ficou no azul, com alta de 0,34%, a 3.174,03 pontos, mas o Shenzhen Composto, que é formado principalmente por companhias de menor valor de mercado, teve leve baixa de 0,10%, a 1.823,25 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,47%, a 22.865,86 pontos, o maior nível em três meses. O índice japonês foi impulsionado principalmente pela fabricante de cosméticos Shiseido, que saltou 16% a nível recorde de preço, após divulgar resultados trimestrais no fim da semana passada. O balanço mostrou que a aposta da Shiseido no mercado chinês está sendo muito bem-sucedida.

A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em Cleveland, Loretta Mester, disse nesta segunda-feira que a melhora da economia americana pode significar que a instituição terá de elevar juros mais vezes do que o esperado.

"Com a política fiscal mudando de restritiva para estimulante, a economia crescendo acima da tendência, e os investimentos aumentando, a taxa de equilíbrio de curto prazo está aumentando também", disse Mester em discurso feito durante evento em Paris.

Segundo Mester, à medida que a expansão continuar, o Fed, para atingir suas metas de inflação estável e desemprego baixo, poderá ter de elevar sua taxa básica de juros, durante algum tempo, acima do nível que deverá prevalecer no longo prazo.

Mester, que vota nas reuniões de política monetária do Fed este ano, é uma firme defensora de juros mais altos. O Fed elevou seu juro básico em 0,25 ponto porcentual em março, para uma faixa de 1,5% a 1,75%. Na ocasião, os dirigentes do BC americano também sugeriram que virão mais dois aumentos de juros em 2018, mas recentes dados fortes do mercado de trabalho e crescentes pressões de preços levam analistas a especular sobre a possibilidade de quatro altas de juros este ano.

A mediana das previsões de dirigentes do Fed para o chamado nível neutro da taxa básica é de 3%. Mester lembrou que o gráfico de pontos mais recente do Fed prevê os juros acima de 3% em 2020. "Obviamente, 2020 ainda está distante e a trajetória de política que será de fato seguida responderá a mudanças na perspectiva", ressaltou.

Os preços do petróleo passaram a subir nesta manhã em meio a um dólar mais fraco em relação a moedas fortes e após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevar a previsão de demanda para este ano.

Às 9h28 (de Brasília), o barril do Brent para julho subia 0,35% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,39, enquanto o do WTI para junho avançava 0,17% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 70,83.

A Opep informou hoje que sua produção cresceu levemente no mês passado, enquanto a oferta global continuou avançando com mais força.

Em relatório mensal divulgado nesta manhã, a Opep disse que teve aumento de 12 mil barris por dia (bpd) na produção de abril ante março, para 31,9 milhões de bpd. O resultado se deveu basicamente a ganhos na produção da Arábia Saudita - maior exportador mundial e líder informal do cartel - e da Argélia.

No entanto, o cartel elevou sua projeção de aumento na demanda mundial por petróleo este ano, em 25 mil bpd, e disse que, em março, os estoques comerciais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCED) estavam apenas 9 milhões de barris acima da média em cinco anos.

Outro fator que contribui para a elevação da commodity é o dólar mais fraco ante moedas fortes. No horário acima, o euro subia a US$ 1,1988, ante US$ 1,1948 no fim da sexta-feira.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nos negócios da manhã, influenciados por um avanço nos estoques da London Metal Exchange (LME).

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME caía 0,77%, a US$ 6.868,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho recuava 1,03%, a US$ 3,0795 por libra-peso.

Após registrarem três quedas seguidas, os estoques de cobre na LME sinalizavam uma alta de 3,8% nesta segunda-feira, recuperando-se dos menores níveis desde o fim de janeiro, segundo nota de Alastair Munro, corretor da Marex Spectron.

Outros metais básicos na LME seguiam direções opostas, com o alumínio passando por um raro momento de tranquilidade após as fortes oscilações das últimas semanas. No horário indicado acima, o alumínio se mantinha estável, a US$ 2.274,50 por tonelada.

Na sexta-feira (11), a mineradora russa Rusal - segundo maior produtor mundial de alumínio - divulgou seu balanço do primeiro trimestre, no qual cancelou projeções feitas antes da introdução pelos EUA de sanções contra a empresa.

Ainda na LME, o zinco tinha queda de 1,26%, a US$ 3.054,00 por tonelada, o níquel subia 2,34%, a US$ 14.365,00 por tonelada, o estanho caía 0,14%, a US$ 20.970,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,94%, a US$ 2.370,00 por tonelada. 

O mercado financeiro reduziu suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 2,70% para 2,51% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,76%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Já a expectativa do Ministério da Fazenda é de 3,0%. Na próxima quarta-feira (16), o Banco Central deve divulgar os dados de seu Índice de Atividade (IBC-Br) referente a março.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,81% para avanço de 3,80%. Há um mês, estava em 3,97%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, também igual ao verificado um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV tem novo sinal de topo, desenhado no pregão de sexta-feira (14).

Não seria exatamente uma estrela cadente, mas o fato de ter sombra superior, ser vermelho e apresentar fechamento perto da mínima da sessão favorece a venda.

Ademais, rompeu no intraday e não sustentou os preços acima de 86.200.

A confirmação viria na perda da mínima do candle citado (85.180).

Caso o cenário de correção seja confirmado, o primeiro suporte seria concentrado nas médias móveis, que estão justapostas.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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