segunda-feira, 21 de maio de 2018

Trégua EUA-China; Maduro se reelege


Bom dia,investidor!

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As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, favorecidas pelos últimos desdobramentos das negociações comerciais entre EUA e China.

Em comunicado divulgado no sábado, Washington e Pequim disseram que concordaram em "reduzir substancialmente" o déficit comercial dos EUA com a China. Segundo o comunicado, os chineses irão ampliar significativamente suas compras de produtos e serviços dos EUA, embora ainda não estejam claros os montantes envolvidos.

Ontem, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que EUA e China colocaram uma possível "guerra comercial" em suspenso, enquanto buscam um acordo. Já o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, confirmou que ambos os lados concordaram em não impor tarifas a importações um do outro.

Nos negócios da China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,64% hoje, a 3.213,84 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,05%, a 1.848,06 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve valorização de 0,60%, a 31.234,35 pontos.

No Japão, o Nikkei apresentou ganho moderado de 0,31%, a 23.002,37 pontos, renovando máxima em três meses e meio. O índice japonês foi beneficiado pelo enfraquecimento do iene, que atingiu mínimas em quatro meses ante o dólar durante a madrugada com a melhora do apetite por risco diante da aparente "trégua" comercial entre EUA e China.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, em meio a um maior apetite por risco após sinais de arrefecimento das desavenças comerciais entre EUA e China.

Por volta das 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) avançava 0,92%, a US$ 6.886,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho avançava 1,31%, a US$ 3,1035 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados: o alumínio subia 0,15% no horário indicado acima, a US$ 2.268,50 por tonelada, o zinco tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 3.098,50 por tonelada, o níquel aumentava 0,27%, a US$ 14.675,00 por tonelada, o estanho avançava 0,29%, a US$ 20.760,00 por tonelada, e o chumbo ganhava 1,33%, a US$ 2.364,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos, embora sem muito impulso. Investidores avaliam a possibilidade de que o resultado eleitoral da Venezuela leve a mais problemas para o setor no país, além de monitorar as notícias sobre o Irã e também as negociações comerciais entre EUA e China.

Às 9h06 (de Brasília), o petróleo WTI para julho subia 0,28%, a US$ 71,57 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho avançava 0,09%, a US$ 78,58 o barril, na ICE.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, venceu neste domingo e conseguiu novo mandato de seis anos, em uma disputa considerada ilegítima pela oposição e por governos estrangeiros. A vitória de Maduro abre caminho para a imposição de sanções internacionais mais duras, inclusive com a possibilidade de novas medidas contra os EUA que afetem o setor de petróleo local, já com problemas.

Já após a decisão de política monetária do Banco Central da semana passada, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic para o fim de 2018 e de 2019. Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a manutenção da Selic em 6,50% ao ano, contrariando a maioria dos economistas do mercado, que esperavam por um corte adicional de 0,25 ponto porcentual. Ao justificar a manutenção da Selic, o colegiado deu peso ao movimento de alta mais recente do dólar, no contexto de normalização das taxas de juros nas economias centrais. No Brasil, o dólar à vista acumula alta de 6,64% em maio e de 12,71% em 2018.

No Focus de hoje, a Selic média de 2018 foi de 6,34% para 6,38% ao ano, ante os 6,34% de mês antes. A taxa básica média de 2019 foi de 7,07% para 7,08%, ante 7,08% de um mês atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a projeção da taxa básica em 2018 passou de 6,25% para 6,50% ao ano, ante 6,25% de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,50%, igual a quatro semanas atrás. 

O gráfico diário do IBOV buscou milimetricamente a linha inferior do canal de alta que guia os preços há um ano, deixando uma longa sombra inferior na região.

O fechamento dos negócios acima de 82.200 e especialmente 82.760 reforça o sinal.

A abertura desa segunda-feira deverá ser positiva, com certo grau de euforia.

Na minha leitura, quedas intradiárias seriam sinônimos de oportunidade na ponta compradora, caso sejam materializadas.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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