terça-feira, 8 de maio de 2018

Petróleo e Petrobras em alta


Bom dia, investidor!

Petróleo no maior preço desde 2014 aguarda movimento de Trump >>> LEIA MAIS >>>

A produção industrial da Alemanha cresceu 1% em março ante fevereiro, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados publicados hoje pela Destatis, a agência de estatísticas do país. O resultado superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço de 0,8% na produção.

O bom desempenho de março foi atribuído a um acréscimo de 2,6% na produção de bens de capital ante o mês anterior.

Na comparação anual, a produção geral da indústria alemã aumentou 3,2% em março, informou a Destatis. 

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, na esteira de dados mais fortes do que o esperado da balança comercial chinesa e à espera de uma decisão do presidente americano, Donald Trump, sobre a eventual retirada dos EUA do acordo nuclear do Irã.

Dados publicados nesta madrugada mostraram que a China voltou a apresentar superávit comercial em abril, de US$ 28,78 bilhões, depois de registrar um inesperado déficit de US$ 4,98 bilhões em março. O resultado do mês passado veio acima da previsão de analistas, que era de saldo positivo de US$ 27,5 bilhões.

Além disso, as exportações e importações chinesas também superaram as expectativas em abril, com respectivas altas de 12,9% e 21,5% em relação a igual mês do ano passado.

Já o superávit comercial da China com os EUA deu um salto de 43,8% em abril ante março, atingindo US$ 22,9 bilhões, num momento em que os dois países ameaçam tarifar bilhões de dólares em produtos um do outro.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,79% hoje, a 3.161,50 pontos, ajudado por ações financeiras e de seguradoras, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,77%, a 1.836,22 pontos.

Em Tóquio, o japonês Nikkei teve alta mais moderada, de 0,18%, a 22.508,69 pontos, em meio a um clima de cautela antes de um anúncio dos EUA sobre o histórico acordo assinado em 2015 com outras potências para restringir o programa nuclear do Irã. Trump, que nos últimos meses ameaçou retirar os EUA do pacto, promete revelar sua decisão sobre a questão às 15h (de Brasília) desta terça. O suspense com Trump manteve as cotações do petróleo em baixa durante os negócios da madrugada.

Os futuros de cobre operam em baixa de mais de 1% em Londres e Nova York nesta manhã, pressionados pela tendência de valorização do dólar.

Por volta das 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,15%, a US$ 6.766,50 por tonelada. Ontem, a LME ficou fechada devido a um feriado no Reino Unido.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho tinha queda de 1,20%, a US$ 3.0420 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, tornando o cobre menos atraente para investidores que utilizam outras moedas.

A fraqueza do cobre ocorre apesar de números fortes da balança commercial da China referente a abril, publicados durante a madrugada.

O alumínio, por sua vez, subia 0,81% na LME no horário indicado acima, a US$ 2.362,00 por tonelada, ampliando o salto de 4,4% visto na sexta-feira (04). A valorização veio após notícia de que as exportações da mineradora Rusal, segundo maior produtor de alumínio do mundo, despencaram 68% em abril, após os EUA imporem sanções ao bilionário russo Oleg Deripaska, dono do grupo EN+ que controla a Rusal.

Entre outros metais na LME, o zinco avançava 0,31%, a US$ 3.076,50 por tonelada, o níquel aumentava 0,39%, a US$ 14.005,00 por tonelada, o estanho recuava 0,54%, a US$ 21.055,00 por tonelada, e o estanho diminuía 0,3%, a US$ 2.309,00 por tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em baixa considerável na manhã desta terça-feira, após subirem cerca de 1,5% a 1,7% na sessão anterior, à espera da decisão dos EUA sobre o acordo nuclear do Irã.

Ontem, quando os mercados já tinham fechado, o presidente americano, Donald Trump, revelou no Twitter que anunciará sua decisão na tarde de hoje, às 15h (de Brasília). Nos últimos meses, Trump vem ameaçando retirar os EUA do histórico acordo, que foi assinado com outras potências globais em 2015.

Ao longo do último mês, uma crescente avaliação de que Trump rejeitará o acordo que restringe o programa nuclear iraniano ajudou a impulsionar as cotações do petróleo em mais de 10%. Se realmente deixarem o pacto, os EUA irão restaurar sanções que irão comprometer a oferta do Irã, que é um dos maiores produtores de petróleo do Oriente Médio.

Às 9h55 (de Brasília), o barril do Brent para julho caía 1,08% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,35, enquanto o do WTI para junho recuava 1,34% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 69,78.


WTI primeiro futuro - clique para ampliar

Tanto o WTI quanto o Brent encerraram os negócios de ontem nos maiores níveis desde novembro de 2014. Além disso, a referência da Nymex ficou acima de US$ 70 por barril pela primeira vez desde aquela época.

Também nesta terça, mais no fim da tarde, investidores ficarão atentos à pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre estoques de petróleo dos EUA. Amanhã, sai o levantamento oficial, que é elaborado pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) americano e inclui números de produção. 

A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 6,961 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que implica aumento de 56% em relação a igual intervalo de 2017 e uma reversão em relação ao prejuízo de R$ 5,477 bilhões dos três meses imediatamente anteriores, conforme os números atribuíveis aos acionistas.

O resultado foi impulsionado pelo aumento dos preços do petróleo, o que resultou em maiores margens nas exportações da commodity; pelo maior lucro com venda de derivados; pelas maiores margens e volumes na comercialização de gás natural e pelo corte de despesas.

Além disso, foi considerado um ganho de R$ 3,223 bilhões com a venda dos ativos de Lapa, Iara e Carcará.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de R$ 25,669 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 2% em relação ao mesmo intervalo de 2017 e ganho de 98% ante o quarto trimestre de 2017.

O IBOV iniciou a semana com uma leve baixa, cujo fechamento ocorreu quase que milimetricamente sobre o forte 82.760.

A sombra superior desenhada no candle de ontem, assim como o encerramento dos negócios perto da mínima projetam uma sessão de queda para hoje, sendo esse o caminho mais provável.

Tracei uma linha de retorno que tem guiado os fundos desde o início de março, sendo a mesma um possível objetivo em caso da continuidade da pressão vendedora.

Apesar da baixa ser a hipótese mais factível, não podemos descartar a formação de um fundo na região, mesmo que exista um rompimento intradiário da região, uma vez que ela foi responsável por movimentos de inflexão algumas vezes entre março e abril, dentro da congestão amplamente conhecida.



Bons negócios!
Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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