sexta-feira, 25 de maio de 2018

Petrobras sente a greve


Bom dia, investidor!


PETR sente fortemente a greve e decisões do governo >> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou ontem uma reunião de cúpula que teria no próximo mês com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Na capital sul-coreana, Seul, o índice Kospi caiu 0,21% hoje, a 2.460,80 pontos, pressionado por ações financeiras e de siderúrgicas e montadoras.

O encontro de Trump e Kim estava previsto para 12 de junho, em Cingapura. O presidente americano alegou, no entanto, que a cúpula seria "inapropriada", diante da "tremenda raiva e aberta hostilidade" que tem sido mostrada pela Coreia do Norte, que supostamente suspendeu contatos diretos com os EUA nesta semana.

Após o gesto de Trump, porém, o vice-chanceler da Coreia do Norte, Kim Kye-gwan, afirmou que o país está disposto a negociar com os EUA para resolver o impasse em torno do cancelamento da reunião.

Recentemente, a Coreia do Norte desistiu de um encontro de alto escalão com Seul, devido a exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e EUA. Pyongyang também declarou que não estava interessada em uma reunião com os EUA focada apenas no programa nuclear norte-coreano.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,42%, a 3.141,30 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,93%, a 1.810,03 pontos. Nos últimos dias, os mercados chineses e de outras partes da Ásia foram também pressionados por incertezas no rumo das discussões comerciais entre EUA e China. Na terça-feira (22), Trump demonstrou insatisfação com a última rodada de negociações entre Washington e Pequim.

No Japão e em Taiwan, por outro lado, as bolsas tiveram ganhos marginais. O Nikkei subiu 0,06% em Tóquio, a 22.450,79 pontos, ainda que ações de montadoras tenham ampliado perdas diante da recente indicação de que os EUA poderão impor tarifas a importações de carros. Já o Taiex avançou 0,05%, a 10.942,30 pontos, sustentado por ações de tecnologia.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha se estabilizou em maio, interrompendo uma trajetória de cinco quedas consecutivas, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo.

O indicador ficou em 102,2 neste mês, igual ao nível de abril, que foi ligeiramente revisado para cima, de 102,1 originalmente. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do índice a 101,9.

O Ifo prevê que O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha terá expansão trimestral de 0,4% entre abril e junho, após crescer 0,3% entre janeiro e março.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção.

Após sete horas de reunião entre governo e representantes dos caminhoneiros, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) anunciou ontem que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias. Nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel. Esta era uma das principais demandas dos caminhoneiros, que queriam mais previsibilidade nos reajustes.

Para não interferir na política de preços da Petrobras e ao mesmo tempo garantir essa previsibilidade, o ministro Eduardo Guardia (Fazenda) informou que haverá um mecanismo de compensação à Petrobras a cada 30 dias, que terá que ser calculado mês a mês entre o preço que a estatal adotaria e o efetivamente adotado.

"O compromisso da Petrobras (de desconto no preço do diesel) é por 15 dias. Depois, a política volta normalmente. A política de preços continua preservada até a porta da refinaria", assegurou Guardia. O acordo do governo com caminhoneiros também inclui a manutenção do desconto de 10% no diesel por 30 dias. Ontem, a Petrobras anunciou a medida por 15 dias, que será bancada pela estatal. A União se compromete a pagar uma compensação financeira à Petrobras pelos outros 15 dias acordados para "garantir a autonomia" da estatal.

Segundo Guardia, a partir do segundo mês, a União arcará com o valor entre o preço que a Petrobras adotaria e o adotado. Já o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o reajuste no preço do diesel a cada 30 dias está garantido "pelo menos até o fim do ano".

A estimativa inicial do Ministério da Fazenda é que esta compensação pelo desconto de 10% por 15 dias represente R$ 350 milhões, porém o valor ainda terá que ser atualizado. Segundo Guardia, o governo terá "dotação orçamentária para fazer frente a essa despesa" e também a compensação a cada mês.

Depois dos 15 dias de suspensão da greve, haverá uma nova reunião entre as entidades e o governo para verificar como está o cumprimento dos 12 itens que constam no acordo. Também consta entre compromissos a realização de encontros periódicos a cada duas semanas. Padilha ressaltou que Temer autorizou o acordo.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, ampliando ganhos da sessão anterior, enquanto investidores acompanham os desdobramentos da decisão ontem do presidente dos EUA, Donald Trump, de cancelar a reunião de cúpula que teria no próximo mês com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME avançava 0,2%, a US$ 6.924,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho subia 0,16%, a US$ 3,1010 por libra-peso, às 9h35 (de Brasília).

Entre outros metais básicos na LME, o viés era majoritariamente positivo: o zinco subia 0,66% no horário indicado acima, a US$ 3.057,50 por tonelada, o níquel tinha alta de 0,1%, a US$ 14.900,00 por tonelada, e o estanho aumentava 0,32%, a US$ 20.425,00 por tonelada. Exceção, o chumbo recuava 0,52% no mercado inglês, a US$ 2.480,00 por tonelada. 

Os preços do petróleo recuam com força nesta sexta-feira, à medida que grandes produtores de petróleo, incluindo a Arábia Saudita e a Rússia, mostraram-se dispostos a injetar mais petróleo no mercado. Além disso, tensão geopolítica entre os EUA e Coreia do Norte pesam sobre a commodity.

Às 9h40 (de Brasília), o petróleo WTI para julho tinha baixa de 2,06%, a US$ 69,25 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), no menor nível em duas semanas e meia, enquanto o Brent para julho recuava 2,35%, a US$ 76,94 o barril, na ICE.

O ministro de petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, disse nesta sexta-feira que começaria discussões em junho com outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e produtores externos, como a Rússia, para reduzir o corte na produção, informou a Bloomberg.

O gráfico diário do IBOV tem sinal de fundo, sendo o mesmo um martelo.

Vale destacar que o benchmark buscou o suporte citado no informe de ontem em 79.690, deixando uma longa sombra inferior que sugere uma sexta-feira altista.

A confirmação ocorreria no rompimento e consolidação acima da máxima da véspera (80.860).

Outro destaque pertinente é que temos relevante distância em relação à média móvel de 21 períodos e a mínima de ontem foi marcada fora da banda de bollinger inferior.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



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