terça-feira, 29 de maio de 2018

PETR e feriado nos EUA derrubaram IBOV


Bom dia, investidor!
Hoje a sessão deve ser de recuperação >>> LEIA MAIS >>>
IBOV em forte alta agora às 10h23

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta terça-feira, uma vez que incertezas políticas na Europa levaram investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações.

Nos últimos dias, o cenário político na Itália tornou-se mais nebuloso, depois que o presidente Sergio Mattarella bloqueou uma coalizão de partidos populistas, por discordar da indicação de um eurocético para o cargo de ministro da Economia. Ontem, Mattarella convocou um ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Carlo Cotarelli, para tentar formar um novo governo. Outro foco de tensões é a Espanha, onde o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy enfrentará uma moção de censura no fim da semana.

No Japão, o aumento da demanda pelo iene, que é visto como um "porto seguro" em momentos de incerteza, ajudou a pressionar o índice Nikkei, que caiu 0,55% hoje em Tóquio, a 22.358,43 pontos. O setor de eletrônicos foi destaque negativo: a Sharp perdeu 3%, enquanto TDK e Fujitsu recuaram mais de 2%.

Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 0,47%, a 3.120,46 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto mostrou queda de 1,07%, a 1.786,71 pontos, com ambos acumulando perdas pelo quinto pregão consecutivo.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 1% em Hong Kong, a 30.484,58 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,88% em Seul, a 2.457,25 pontos, e o Taiex cedeu 0,22% em Taiwan, a 10.964,1 pontos.

O movimento de aversão a risco na região asiática acabou deixando em segundo plano os recentes esforços de reaproximação dos EUA e da Coreia do Norte. Desde o fim da semana passada, o presidente Donald Trump vem sinalizando que poderá reconsiderar a decisão de cancelar a reunião de cúpula que faria no próximo mês com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Os futuros de petróleo operam sem direção única nesta manhã, com o Brent ensaiando recuperação e o WTI ampliando perdas recentes, mas ainda pressionados por expectativas de aumento na oferta da commodity.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do Brent para agosto subia 0,64% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,80, enquanto o do WTI para julho tinha queda de 1,40% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 66,93.

Desde sexta-feira, as cotações do petróleo têm acumulado perdas de 5%, à medida que a Arábia Saudita e a Rússia, dois dos maiores produtores do mundo, preparam o terreno para elevar sua oferta no próximo mês, após contê-la por quase um ano e meio.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que é informalmente liderada pela Arábia Saudita, e dez produtores que não pertencem ao cartel, incluindo a Rússia, têm reduzido sua oferta combinada em 1,8 milhão de barris por dia desde o início do ano passado. Os cortes coordenados, que deveriam expirar no fim de dezembro, ajudaram a enxugar o excesso de petróleo que vinha pesando nos preços da commodity desde o fim de 2014.

Desde que o pacto entrou em vigor, o petróleo teve valorização de cerca de 40%, com o Brent chegando a ultrapassar o nível psicologicamente importante de US$ 80 por barril na semana passada.

Os contratos futuros de cobre operam sem direção única na manhã desta terça-feira, pressionados pela forte valorização do dólar enquanto monitoram o fechamento de uma fundição de cobre na Índia.

Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do cobre para três meses operava em queda de 0,15%, a US$ 6.847,50 por volta das 9h45 (de Brasília). Já na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para entrega em julho subia 0,10%, para US$ 3,0805 por libra-peso.

Nesta terça-feira, o Estado indiano de Tâmil Nadu ordenou que a Vedanta Resources fechasse sua fundição de cobre depois que nove manifestantes ambientais foram mortos na semana passada em confrontos com a polícia. A usina contribui com aproximadamente 400 mil toneladas de cobre por ano para o suprimento global.

Além disso, o dólar se fortalece em relação a outras divisas consideradas fortes, como o euro e a libra, favorecido por um movimento de aversão a risco gerado por turbulências políticas na Europa.

Entre outros metais básicos, o alumínio caía 0,46%, a US$ 2.256,00 por tonelada; o zinco subia 0,85%, a US$ 3.078,50 por tonelada; o níquel avançava 0,58%, a US$ 14.825,00 por tonelada; o estanho ganhava 1,72%, a US$ 20.695,00 por tonelada; e o chumbo operava em alta de 0,21%, a US$ 2.442,50 por tonelada. 

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,9% no trimestre encerrado em abril, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 13,6%. No trimestre até março de 2018, o resultado ficou em 13,1%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.182,00 no trimestre encerrado em abril. O resultado representa uma alta de 0,8% em relação a igual período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 193 bilhões no trimestre até abril, alta de 2,5% ante igual período do ano anterior, considerada como estabilidade pelo IBGE. 

O IBOV cedeu cerca de 9% nos últimos quatro pregões, portanto hoje, deveremos ter uma sessão altista, com certo grau de euforia na ponta compradora, na minha leitura.

O que penalizou de forma exagerada os preços na sessão de ontem foi, sem dúvida, o feriado em Londres e nos EUA.

Mesmo assim, os investidores estrangeiros compraram o índice futuro de forma importante, mudando o saldo de -10.003 para +7.918 contratos.

O gráfico mostra o benchmark longe da média móvel de 21 períodos, completamente fora da banda de bollinger inferior, sobre vendido e próximo do forte 75.075.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário