sexta-feira, 11 de maio de 2018

Mundo em alta, China pressionada


Bom dia, investidor!

Enquanto os mercados mundiais tiveram ganhos de até 5% na semana, dados da economia da China e embate comercial com EUA pressionam >>> LEIA MAIS >>>
Dow Jones avança mais de 5% na semana - Clique para ampliar


As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, mais uma vez beneficiadas pelos mercados acionários de Nova York, que ontem registraram sólidos ganhos em reação a dados de inflação mais fracos do que o esperado nos EUA. As chinesas, porém, contrariaram o viés positivo da região.

Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 1,16% hoje, a maior em três semanas e meia, encerrando o pregão a 22.758,48 pontos. Os negócios na bolsa japonesa foram sustentados também por ações de empresas que divulgaram balanços favoráveis, caso da montadora Suzuki (+9%) e do fabricante de eletrônicos Panasonic (+5%).

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng avançou 1,02% em Hong Kong, a 31.122,06 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,55% em Seul, a 2.477,71 pontos, e o Taiex apresentou ganho de 0,92%, a 10.858,98 pontos, ajudado por papéis de tecnologia.

Na China, por outro lado, as bolsas operaram pressionadas, à espera de novidades no embate comercial entre Washington e Pequim. O Xangai Composto caiu 0,35%, a 3.163,26 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,03%, a 1.825,14 pontos.

Os bancos chineses liberaram 1,18 trilhão de yuans (US$ 186,3 bilhões) em novos empréstimos em abril, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O resultado superou o volume de 1,12 trilhão de yuans registrado em março e ficou acima também da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 1,1 trilhão de yuans em novos empréstimos.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, aumentou para 1,56 trilhão de yuans em abril, de 1,33 trilhão de yuans no mês anterior.

Já a base monetária da China (M2) teve acréscimo anual de 8,3% em abril, após subir 8,2% em março. Analistas esperavam avanço um pouco menor no mês passado, de 8,2%. 

As vendas de veículos na China somaram 2,32 milhões de unidades em abril, representando alta de 11,5% ante igual mês do ano passado, segundo dados publicados hoje pela associação chinesa de montadoras. Entre janeiro a abril, as vendas tiveram expansão anual de 4,8%, a 9,5 milhões de veículos.

Os carros elétricos começam a se destacar, com 81.904 unidades vendidas em abril e um total de 225.310 no acumulado do ano, sugerindo que políticas adotadas por Pequim para incentivar a compra desse tipo de veículo estão surtindo efeito.

A meta do governo chinês é que as vendas de veículos elétricos atinjam 2 milhões de unidades em 2020. No primeiro trimestre, a China respondeu por quase metade das vendas globais de veículos elétricos.

Os futuros de petróleo operam de lado nesta manhã, após renovarem máximas em três anos e meio na sessão anterior, com investidores ainda de olho nos desdobramentos da recente decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar Washington do acordo nuclear com o Irã e restabelecer sanções à indústria petrolífera iraniana.

Às 9h30 (de Brasília), o barril do Brent para julho tinha leve baixa de 0,12% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,38, enquanto o do WTI para junho subia 0,10% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 71,43.

O ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, acusou hoje alguns integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de estarem "fazendo o jogo" dos EUA, ao apoiarem a iniciativa de Trump de abandonar o histórico pacto nuclear, que foi assinado em 2015 com outras potências globais, como Reino Unido, Alemanha e França.

Zanganeh também afirmou preferir o preço do barril do petróleo em cerca de US$ 60, contrastando com a visão dos sauditas, que apoiam o atual nível do Brent em torno de US$ 77.

Em junho, a Opep e outros grandes produtores vão se reunir, em Viena, para discutir um acordo - em vigor desde o início do ano passado - que reduz sua oferta combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia.

A expectativa é que os EUA restabeleçam sanções econômicas ao Irã gradualmente ao longo dos próximos seis meses, comprometendo a oferta de petróleo de um dois maiores produtores do Oriente Médio.

No passado, sanções ao Irã chegaram a reduzir as exportações de petróleo do país em cerca de 1 milhão de barris por dia. No entanto, como a União Europeia e outros reiteraram sua adesão ao pacto, as punições dos EUA deverão afetar as exportações iranianas em cerca de 350 mil barris por dia, segundo analistas do banco MUFG.

Mais tarde, às 14h (de Brasília), a atenção dos operadores deverá se voltar para o levantamento semanal da Baker Hughes sobre plataformas e poços em operação nos EUA

Os futuros de cobre operam em leve alta nesta manhã, ampliando os fortes ganhos de ontem, à medida que os estoques na London Metal Exchange (LME) continuaram a diminuir e o dólar interrompeu seu recente rali.

Por volta das 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME subia 0,16%, a US$ 6.928,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho avançava 0,18%, a US$ 3,1155 por tonelada.

O índice DXY do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, mantendo tendência vista desde ontem, quando foram divulgados números de inflação abaixo da expectativa nos EUA.

O cobre também é beneficiado por uma nova queda registrada ontem nos estoques da LME. A redução acumulada desde o início de maio chega a quase 17%, segundo analistas do banco ING. A maior parte da diminuição ocorreu por causa da China, onde a demanda dá sinais de que está crescendo.

Já o alumínio tinha forte queda de 2% no mercado inglês no horário indicado acima, a US$ 2.264,00 por tonelada, após atingir os maiores níveis em seis anos no mês passado, em meio a ameaças à oferta do segundo maior produtor mundial do metal, a mineradora russa Rusal.

Entre outros metais básicos da LME, o zinco tinha alta de 0,49%, a US$ 3.097,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,58%, a US$ 13.930 por tonelada, o estanho caía 0,19%, a US$ 20.760,00 por tonelada, e o chumbo subia 2%, a US$ 2.347,00 por tonelada. Fonte: 

O gráfico diário do IBOV mostra uma forte movimentação altista após um rompimento falso da região de 82.760.

Ontem o benchmark tocou e sentiu a forte estrutura de resistência localizada ao redor de 83.200, que derrubou o mercado em fevereiro, março e abril.

Assim sendo, caso a compra continue dominante e ocorra um fechamento da semana acima desse patamar, mostraria força e alvos em 87.180 e 87.335 no curto prazo, respectivamente topos marcados em 27/04 e 13/03.

Por outro lado, se a sessão de hoje for de baixa, corretiva, após a escalada das últimas três sessões, abriria espaço para teste de 83.900 ou mesmo de 82.760 na próxima semana.




Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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