quarta-feira, 16 de maio de 2018

IBOV se recupera e abre em alta


Bom dia, investidor!

Após testar e respeitar os 83.900, IBOV recuperou-se hoje e abriu forte agora >>> LEIA MAIS >>>

IBOV intradiário de ontem e hoje - clique para ampliar


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, em meio a incertezas geopolíticas ligadas à Coreia do Norte e o avanço do juro da T-note de 10 anos ao maior nível em cerca de sete anos.

Ontem, a Península Coreana voltou ao foco depois que a Coreia do Norte desistiu de um encontro de alto escalão que faria hoje com autoridades da Coreia do Sul, em razão da realização de manobras militares conjuntas entre Seul e Washington. Além disso, a mídia norte-coreana afirmou que Pyongyang poderá reconsiderar a reunião de cúpula marcada para 12 de junho entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Já o rendimento da T-note de 10 anos chegou a atingir 3,09% durante os negócios de terça-feira, alcançando o maior patamar desde meados de 2011, na esteira de sólidos dados de vendas no varejo dos EUA.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,44% hoje, a 22.717,23 pontos, pressionado por ações de bancos e dos setores de mineração e petróleo. O salto no juro da T-note impulsionou o retorno do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos, que avançou a 0,055%.

No fim da noite de ontem, dados oficiais também mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) japonês registrou contração anualizada de 0,6% no trimestre até março, a primeira desde os últimos três meses de 2015. O resultado interrompeu o período mais longo de crescimento no Japão em 28 anos.

Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi ficou perto da estabilidade ao subir apenas 0,05%, a 2.459,82 pontos, em meio ao comportamento divergente das principais ações negociadas no país.

Na China, os mercados ficaram negativos perto do encerramento dos negócios, também influenciados por uma queda em papéis do setor financeiro. O Xangai Composto recuou 0,71%, a 3.169,57 pontos, e o Shenzhen Composto, formado por empresas menores, caiu 0,41%, a 1.832,27 pontos.

Os preços de moradias na China subiram levemente na comparação mensal de abril, graças a aumentos em algumas cidades menores do país.

O valor médio de novas moradias em 70 cidades chinesas teve alta de 0,6% em abril ante março, excluindo-se projetos de habitação subsidiados pelo governo, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) do país.

Na comparação anual, o preço médio das moradias avançou 5,3% em abril, depois de subir 5,5% em março. 

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, após atingirem máximas em três anos e meio ontem, em meio a sinais de que o rali visto desde o começo do ano começa a afetar o ritmo de crescimento da demanda.

Às 9h34 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para julho caía 0,69% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,89, depois de chegar a alcançar US$ 79,47 na sessão anterior, o maior patamar desde novembro de 2014. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para junho recuava 0,27%, a US$ 71,12 por barril.

Em relatório mensal divulgado mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de aumento na demanda global por petróleo este ano, de 1,5 milhão de barris por dia (bpd) para 1,4 milhão de bpd. Isso significa que a demanda em 2018 deverá ficar em 99,2 milhões de bpd.

Após cair 0,10% em fevereiro (dado já revisado), a economia brasileira registrou nova baixa em março de 2018. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,74% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 137,57 pontos para 136,55 pontos na série dessazonalizada de fevereiro para março. Este é o menor patamar para o IBC-Br com ajuste desde setembro de 2017 (136,27 pontos).

Na comparação entre os meses de março de 2018 e março de 2017, houve baixa de 0,66% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 142,26 pontos em março, ante 143,20 pontos de março do ano passado.

O indicador de março de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho abaixo do apontado pela mediana (+0,3%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Broadcast Projeções (-1,2% a +1,2% de intervalo). O patamar de 142,26 pontos é o pior para meses de março desde 2016 (141,00 pontos).

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 2,6%, sendo que este número foi informado em março. Já o Ministério da Fazenda projeta PIB de 3,0% em 2018 e em 2019. 

O gráfico diário do IBOV mostra um candle com longa sombra inferior, mostrando uma recuperação intradiária no pregão de ontem.

Vale destacar que a região de 83.900 foi testada e respeitada, o que alimenta as chances de um OCOI no diário, sendo a sessão de hoje decisiva para o rumo do benchmark no curto prazo.

O início do pregão deve ser negativo, sendo essa quarta-feira o dia "D" para o rumo dos negócios no curto prazo.




Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário